Contador de histórias



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Hubert Alquéres
Diretor-presidente  
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
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Introdução
A história da História do Contador de Histórias
No Natal de 2001, meus filhos, ganharam da avó 
um livro de histórias infantis chamado Histórias 
do Contador de Histórias. Numa daquelas noites 
de fim de ano, fui colocá-los na cama e abri o 
livro para uma rápida historinha antes de dormir. 
Nino  e  Pedro  já  estavam  ressonando,  quando 
me deparei com a última página: A História do 
Contador de Histórias. Tratava-se da história de 
vida  de  Roberto  Carlos  Ramos,  autor  daquele 
e  de  vários  outros  livros  infantis,  pedagogo 
e  contador  de  histórias.  Fiquei  muito  tocado. 
Quando terminei de ler, tive a certeza de que 
era uma história que deveria, mais que isso, que 
precisava, ser filmada. 
Fui atrás do contato e, já no dia 2 de janeiro, 
liguei  ansioso  para  o  autor.  Roberto,  preciso 
filmar a sua história. Ele gaguejou do outro lado 
da linha e me contou que acabara de chegar dos 
Estados Unidos, que vinha de um congresso de 
contadores  de  histórias,  e  que,  depois  de  sua 
apresentação, algumas pessoas tinham vindo lhe 
dizer exatamente o quanto sua história precisava 
ser filmada. E eu chego aqui e você me vem com 
uma proposta dessas! Coincidência, sinal ou mão 
de Deus, estava dada a largada. 
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Reuni meus parceiros roteiristas, amigos queri-
dos de tantos anos de trabalho, Maurício Arruda, 
José Roberto Torero e Mariana Veríssimo e jun-
tos começamos a trabalhar no roteiro. Filmamos 
uma série de entrevistas com Roberto, esmiuçan-
do detalhes. Risos e lágrimas. Como colocar tudo 
aquilo no papel? Não era fácil. Como imprimir no 
roteiro a criatividade e a genialidade de Roberto 
em contar sua própria história? Roberto é tão 
bom no que faz que a cada vez que conta sua 
história faz seu interlocutor fazer um filme na 
cabeça. Cineasta, eu queria que o filme saísse da 
minha cabeça para a tela e fizesse com que as 
pessoas conhecessem aquela história que tanto 
tinha me tocado. Mas tudo o que tínhamos era 
uma  folha  de  papel  em  branco  na  frente  e  a 
história  de  quarenta  anos  de  vida  pra  contar. 
Precisávamos  definir  qual  caminho  seguir,  em 
que  partes  da  história  colocar  o  nosso  foco. 
Roberto é um cara iluminado, protagonista de 
acontecimentos que fazem a gente acreditar no 
impossível. Há muito que dizer sobre ele, mas o 
que mais me emocionava era o encontro trans-
formador de Roberto e Margherit, o cruzamento 
de  caminhos  de  duas  pessoas  que  acabaram 
surpreendidas pelo afeto. 
Depois de muitas idas e vindas de cenas, várias 
versões  de  roteiro,  decidimos  nos  isolar  num 
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hotel-fazenda do interior de São Paulo por uma 
semana. Lá chegamos a escaleta final, isto é, a 
história que iríamos contar a partir da história 
que  nos  foi  contada.  Partimos  então  para  o 
desenvolvimento das cenas e depois de muitas 
versões, muitos PFMs (nosso código para pode-
mos  fazer  melhor),  o  roteiro  finalmente  ficou 
pronto. Aqui está ele – o roteiro, alicerce maior 
dessa aventura deliciosa que é fazer um filme. 
Foi  com  ele  que  conquistamos  o  coração  da 
grande Maria de Medeiros a vir filmar conosco 
no Brasil, dando vida à Margherit com extremo 
talento e delicadeza. Com uma equipe escolhida 
a dedo, recheada de amigos e bons profissionais, 
capitaneada  pelo  meu  fiel  companheiro  Fran-
cisco Ramalho, chegamos finalmente ao set. No 
gol, me aguentando todas as noites com minhas 
inseguranças e dúvidas, ficou minha companhei-
ra de vida e produtora do filme, Denise Fraga.
Depois de anos de trabalho, roteiro, filmagem, 
montagem e finalização, ficou pronta a primeira 
cópia. Liguei para o Roberto em Belo Horizonte 
para dizer que não poderia assistir ao filme pela 
primeira vez sem que ele estivesse ao meu lado. 
Chegou o dia. Na sala de projeção, o filme foi 
passando, e cada cena era agora cheia de me-
mórias para mim. Memórias que não eram mais 
as mesmas do que aquelas que faziam rolar as 
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lágrimas de Roberto. Tínhamos agora uma nova 
história  pra  contar:  A  história  da  História  do 
Contador de História
No fim da projeção, nos abraçamos emociona-
dos. A história que Roberto contava por aí tinha 
tomado forma em texto, atores, música, cenários 
e figurinos. Está cravada em película e pode voar 
por aí. Que assim seja.



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