Conclusões gerais e projeções


O Pensamento Africano Sul-Saariano...          181



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O Pensamento Africano Sul-Saariano...          181

a história do pensamento na região fixaram algumas dezenas de figuras e ou-

tras tantas obras reiteradas. Ofereço o seguinte catálogo de dez figuras (em 

ordem alfabética): S. Amin, E. Blyden, F. Fanon, J. Hayford, J. Horton, A. 

Mazrui, K. Nkrumah, J Neyerere, Olive Schreiner e L. S. Senghor. Ofereço 

também o catálogo das 20 figuras seguintes: C. Ake, M. de Andrade, K. A. 

Appiah, N. Azikiwe, S. Biko, P. Boilat, A. Cabral, S. Crowther, Ch. Diop, S. 

J. Du Toit, Nadine Gordimer, M. Gandhi, J. Kenyatta, N. Mandela, V. Mu-

dimbe, S. Plaatje, W. Rodney, J. Rweyemamu, S. Touré e K. Wiredu. Como 

se vê, são consideradas várias figuras não oriundas da África Sul-Saariana, 

mas que desenvolveram sua obra no marco do pensamento e ou nos meios 

ambientes intelectuais da região.

Não se pode deixar de mencionar a importância da institucionalidade, so-

bre a qual se assenta a produção intelectual e que simultaneamente é expressão 

de alguma vontade política intelectual ou de algumas políticas do conhecimen-

to. Aqui devem ser mencionadas: Presença Africana, Codesria, os congressos de 

intelectuais negros, os sacerdotes negros que se interrogam, o Fourah Bay Col-

lege, a Comissão Econômica para a África e o Fórum Terceiro Mundo, para 

mencionar também somente alguns casos. Deve-se acrescentar a isso uma ins-

titucionalidade que não foi criada com fins intelectuais, mas que se transfor-

mou em peça-chave para o desenvolvimento das idéias, como, por exemplo, o 

Congresso Nacional Africano da África do Sul (ANC) e a Organização para a 

Unidade Africana (OUA).

Por último, e se trata do plano em que mais se expressa a constituição de 

um pensamento (e que não é suficiente), a auto-referência em trabalhos sobre 

o próprio pensamento: as histórias das idéias, as cartografias, as resenhas de 

discussões, os estados da questão, as memórias e as atas são formas de auto-

reconhecimento, maneiras de delimitar o campo, assinalando o que é e o que 

não é. Insisto, por isso, nos trabalhos de R. July, P. Boele van Hensbroek, B. 

Hallen, E. Eze e O. Oruka.

3. É necessário insistir na questão das escolas de pensamento, seja ou não 

se referindo à densidade. Uma das tarefas mais importantes dos estudos ei-

dológicos  é  a  detecção  de  escolas  de  pensamento  desconhecidas  ou  insufi-

cientemente conhecidas. Detectá-las, determinar seu caráter e nomeá-las é 

parte do trabalho.


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