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Situação vivida no bimestre



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Situação vivida no bimestre

Tive muita dificuldade

Tive alguma dificuldade

Tive facilidade

Tive muita facilidade

Expor dúvidas ou opiniões em sala

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Encontrar tempo para realizar as atividades propostas

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Ler e interpretar os textos do livro didático

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Copiar a lousa e manter o caderno atualizado

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Ler e entender os enunciados das atividades

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Saber que recurso da linguagem matemática usar para realizar uma atividade

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Executar todas as etapas do cálculo exigido

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Redigir as respostas de atividades de modo claro e expondo os conceitos aprendidos

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Usar e transformar as unidades de medidas

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Em um segundo momento, é necessário pontuar as questões atitudinais. Nesta avaliação esperamos que os conflitos porventura surgidos gerem uma intervenção didática, pois se partirá da comparação entre a percepção do professor a respeito do aluno e a percepção do aluno sobre ele mesmo, no dia a dia da sala de aula. Como sugestão, montamos um quadro que relaciona atitudes e posturas com as impressões gerais trazidas pelo aluno, devendo ser assinalada com um "X" a melhor opção. Recomenda-se que primeiro o aluno responda ao questionário e depois o professor:

Tabela: equivalente textual a seguir.



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Diante das informações trazidas pelos dois questionários, tanto professor e aluno podem começar um processo de recuperação mais efetivo. O primeiro instrumento pode servir para que aluno e professor estabeleçam algumas prioridades no curso da recuperação e encontrem, conjuntamente, um instrumento que melhor se adeque às necessidades de aprendizagem, como, por exemplo, seminário, participação em grupo de estudos, resumo do livro, comentários do caderno, lista de exercícios etc. O segundo instrumento pode servir de parâmetro das resoluções a serem estabelecidas para o próximo bimestre ou trimestre ou da conduta para as aulas de recuperação, visando a aproximar cada vez mais a percepção do professor e do aluno sobre este e, também, melhorar o ranking classificatório das principais atitudes.

A abordagem interdisciplinar

Uma pergunta que nos ocorreu ao longo dos estudos sobre a LDB e dos PCN foi: nós, professores, dominamos todas as habilidades e competências sugeridas aos alunos? Como podemos ensinar algo com o qual ainda não estamos completamente familiarizados?

Como indicamos em "O papel do professor", competências não se ensinam, mas criam-se condições para seu desenvolvimento. Se entre nossos objetivos estão "estabelecer relações entre o conhecimento físico e outras formas de expressão da cultura humana" e "articular o conhecimento físico com conhecimentos de outras áreas do saber científico", nós, professores, precisamos promover ações para que isso seja desenvolvido, e a abordagem interdisciplinar é o caminho mais efetivo.

"Na escola primária nos ensinam a isolar os objetos (de seu meio ambiente), a separar as disciplinas (em vez de reconhecer suas correlações), a dissociar os problemas, em vez de reunir e integrar. Obrigam-nos a reduzir o complexo ao simples, isto é, a separar o que está ligado; a decompor, e não a recompor; e a eliminar tudo que causa desordens ou contradições em nosso entendimento"21.

Em nome da interdisciplinaridade, promovemos ações que são, no máximo, multidisciplinares, ou seja, compostas de várias disciplinas e que não atingem o objetivo desejado. Tomemos um exemplo: ao fazer um estudo de meio em um parque de diversões, o professor de Física pode solicitar aos alunos o registro dos conceitos da mecânica das atrações; o professor de Biologia, por sua vez, poderá pedir anotações dos batimentos cardíacos antes e depois de os estudantes frequentarem os brinquedos, para discutir a função da adrenalina no organismo; o professor de Matemática poderá solicitar uma pesquisa sobre quais foram as atrações mais procuradas pelas pessoas no parque, para trabalhar com a Estatística. As disciplinas têm apenas o mesmo objeto de estudo (o parque de diversões), mas objetivos distintos, que não dialogam entre si.

21 MORIN, E. A cabeça bem-feita: repensar a reforma reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. p. 15.



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"O interdisciplinar de que tanto se fala não está em confrontar disciplinas já constituídas das quais, na realidade, nenhuma consente em abandonar-se. Para se fazer interdisciplinaridade, não basta tomar um "assunto" (um tema) e convocar em torno duas ou três ciências. A interdisciplinaridade consiste em criar um objeto novo que não pertença a ninguém"22.

É preciso deixar claro que não estamos impondo nenhuma restrição a essa proposta de estudo de meio, mas é necessário que os professores envolvidos tenham consciência de que não se trata de um trabalho interdisciplinar. Dizemos que esse projeto é multidisciplinar porque envolve várias disciplinas e cada uma contribui com elementos de seu campo de atuação, com suas especificidades, para a resolução de problemas pontuais. Em contraponto à multidisciplinaridade, ressalta Barthes que a interdisciplinaridade consiste em criar um objeto novo.

Quais seriam, então, esses novos objetos, não pertencentes a nenhuma disciplina em particular, mas nos quais todas possam contribuir?

Trazemos isso à discussão pois sabemos da necessidade da interdisciplinaridade no contexto atual de educação e acreditamos que, antes de propô-la em conjunto, é necessário compreendê-la bem.

Exemplos podem ser bastante elucidativos ao tratar sobre o conceito de interdisciplinaridade. Ao preparar aulas sobre o Big Bang, pode ser que o professor tenha sido questionado também a respeito da origem da vida na Terra ou da presença de vida em outros planetas. Para respondê-las, o professor pode ter tratado ao mesmo tempo de especificidades da Biologia, Química, Geografia e Filosofia. Para expor os assuntos que podem ser a essa aula e a esse fenômeno relacionados, pode-se recorrer a uma gama bastante ampla de temas interligados.

O objeto novo, que não pertença a ninguém, pode ser o surgimento de outras questões, e não necessariamente respostas para todas as perguntas feitas. Podemos citar um exemplo do nosso próprio cotidiano.

Estamos acompanhando na comunidade em que se localiza a escola em que trabalhamos a venda de antigos galpões, onde funcionavam oficinas mecânicas, para serem construídos projetos imobiliários de apartamentos e escritórios. Os ruídos e a poeira decorrentes das demolições fizeram que as pessoas se manifestassem contra as obras. Surgiu, então, a necessidade de discutir outras coisas sobre esses eventos: Quanto custa construir edificações como essas?; O que vai acontecer com o trânsito local?; Como as companhias de luz, água, gás e telefonia se mobilizam para atender à nova demanda?; Para a nossa comunidade, as oficinas mecânicas eram menos ou mais necessárias do que os novos prédios?; O que podemos fazer, sem desrespeitar a legislação, para que o ruído gerado não atrapalhe tanto as aulas?, entre outros possíveis questionamentos.

Estabelecido o objeto de estudo, pode-se fazer muito mais que apenas o recorte possível no que respeita à disciplina que lecionamos, mas abraçá-lo por completo, pois para esse objeto causas e consequências estão interligadas e qualquer ruptura fará, obrigatoriamente, que as questões sejam parcialmente resolvidas. Não devemos separar as questões humano-sociais das técnico-científicas.

"A grande separação entre a cultura das humanidades e a cultura científica, iniciada no século passado e agravada nesse século XX, desencadeia sérias consequências para ambas. A cultura humanística é uma cultura genérica, que, pela via da filosofia, do ensaio, do romance, alimenta a inteligência geral, enfrenta as grandes interrogações humanas, estimula a reflexão sobre o saber e favorece a integração pessoal dos conhecimentos. A cultura científica, bem diferente por natureza, separa as áreas do conhecimento; acarreta admiráveis descobertas, teorias geniais, mas não uma reflexão sobre o destino humano e sobre o futuro da própria ciência.

22. BARTHES, R. O Rumor da Língua. São Paulo, Brasiliense, 1988. p. 99.

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A cultura das humanidades tende a se tornar um moinho despossuído do grão de conquistas científicas sobre o mundo e sobre a vida, que deveria alimentar suas grandes interrogações; a segunda, privada da reflexão sobre os problemas gerais e globais, torna-se incapaz de pensar sobre si mesma e de pensar os problemas sociais e humanos que coloca"23.

Caso haja a possibilidade de trabalhar junto ao grupo de professores (e todos nós desejamos que isso ocorra), a interdisciplinaridade se afirmará de fato quando o objeto comum - as novas formas de ocupação do espaço-comunidade - for analisado por meio da visão particular de cada disciplina envolvida, mantendo-se a horizontalidade na valoração do papel de cada uma na construção do todo.

Ainda que haja pontos não totalmente esclarecidos a respeito de quais são os objetos de fato interdisciplinares de como realizar um projeto interdisciplinar, de como o professor pode, sozinho ou não, dar conta das questões interdisciplinares, deve-se considerar que

"a interdisciplinaridade não tem a pretensão de criar novas disciplinas ou saberes, mas de utilizar os conhecimentos de várias disciplinas para resolver um problema concreto ou compreender um determinado fenômeno sob diferentes pontos de vista. Em suma, a interdisciplinaridade tem uma função instrumental. Trata-se de recorrer a um saber diretamente útil e utilizável para responder às questões e aos problemas sociais contemporâneos"24. Portanto, amigo professor, pratique-a.

A utilização de recursos digitais no ensino da Física

Em geral, os professores com formação em Física são entusiastas da tecnologia. Na escola, a tendência é que eles sejam as primeiras pessoas a serem consultadas sobre que chip de computador é o mais rápido, qual é o melhor aparelho celular, qual é a opinião deles sobre tablets, Blu-rays, wi-fi, câmaras digitais e até mesmo fornos de micro-ondas! Não é à toa. Nesses aparelhos há muita Física aplicada.

Quando se trata de novos horizontes na educação, então, eles são ainda mais privilegiados, pois têm à disposição uma grande quantidade de softwares que simulam situações ou experimentos que podem contribuir muito na formação dos alunos. Os softwares que simulam situações podem ser utilizados para complementar as explanações de aula, ampliando a compreensão dos alunos sobre algum tema ou conceito.

Geralmente esses simuladores tentam ser bastante interativos, mas na maioria dos casos a ação dos alunos é limitada. O importante é que os alunos visualizem algo que não é tão evidente nas explicações teóricas, como, por exemplo, a distribuição das cargas elétricas ao atritar um balão de borracha com um roupa de lã, que pode ser vista na simulação Balões e eletricidade estática, no endereço eletrônico http://tub.im/mwcmjt.

Já os simuladores de experimentos tentam recriar as situações reais de laboratório. Nesses softwares é possível modificar parâmetros, realizar medidas e, efetivamente, discutir se o experimento foi bem ou mal executado, como, por exemplo, a simulação do experimento de J. J. Thomson, que determinou a relação entre a carga e a massa do elétron, que pode ser verificada no endereço eletrônico http:// tub.im/hjoxnq.

Contudo, entendemos que os recursos digitais não devem se limitar aos simuladores. Somos a favor da maior inclusão digital possível, estimulando os alunos a usarem todos os recursos de seus equipamentos eletrônicos e ferramentas de seus computadores.

23. MORIN, ibid, p. 17-18.

24. LDB, p. 22.

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Gravar um arquivo digital de áudio ou vídeo por meio de um telefone celular é uma tarefa que pode ser explorada didaticamente ao solicitar trabalhos na forma de podcasts ou videosseminários. Divulgá -los e torná-los acessíveis a outros alunos no mundo inteiro por meio de redes sociais também é possível. O estímulo ao uso de editores de texto para a redação de trabalhos, planilhas de cálculo para compor gráficos e editores de slides para apresentações deve ser constante para que os alunos adquiram conhecimentos que os auxiliem em estudos posteriores e que sejam também úteis quando ingressarem no mercado de trabalho.

Outro desafio é estimulá-los a estudar utilizando linguagens e recursos conhecidos deles e que os adultos também podem utilizar: os jogos eletrônicos. A investigação da Física associada aos jogos eletrônicos (inclundo-se a mídia que contém o jogo, o próprio aparelho, e até o jogo em si) pode ser um grande atrativo para estudar os conceitos físicos. Um exemplo de jogo é o Angry Birds Space, no qual os passarinhos arremessados por um grande estilingue sofrem os efeitos do campo gravitacional de pequenos corpos celestes antes de atingirem seu objetivo, que é cair sobre os porquinhos verdes. Uma interessante parceria entre professor-aluno poderia ser formada para melhorar o desempenho no jogo e aprender conceitos físicos.

Sugestões de aprimoramento

Vivemos um momento particularmente favorável à educação. As oportunidades de educação continuada são muitas: as universidades oferecem programas de pós-graduação com bolsas-auxílio do governo federal e estadual; centros de pesquisa e sociedades criam cursos extracurriculares com horários flexíveis, incluindo os finais de semana; há ainda os cursos não presenciais de formação a distância, com apostilas em PDF e videoaulas.

Temos consciência de que você, professor, também está empenhado tanto quanto nós em se interar dessas novas possibilidades no processo de ensino-aprendizagem, e que para isso é necessário que sejam propiciadas condições para que possamos efetuar cada vez melhor nosso trabalho.

É por essa e outras razões que o aprimoramento é necessário. Ter um momento dedicado a si próprio, em que o tempo empregado será utilizado para sua capacitação, que ajude a enfrentar melhor os momentos de aula, que ofereça diferenciais teóricos e práticos para replanejar ações ou melhorar ainda mais seus conhecimentos pode ser o grande diferencial motivador para que você continue trilhando seu caminho profissional, sempre aumentando seu leque de possibilidades.

Assim, esperamos que esta coleção seja mais uma ferramenta que auxilie em seu desempenho profissional. Sugerimos que você leia os textos, grife-os, que procure descobrir a nossa argumentação didática, comparando-a com a sua. Sugerimos também que você relacione o conteúdo dos boxes "Pensando as Ciências" e "Pense e Responda" com o que se espera atingir com as competências e habilidades descritas no Enem 2012 e nos PCN. Você pode resolver as atividades propostas e comparar suas respostas com as nossas, encontrando uma forma diferente de propor a solução. É possível responder às perguntas do "Pense e Responda" e também propor outras. As atividades experimentais podem ser realizadas previamente e relatórios podem ser produzidos com os resultados obtidos. Sugerimos que você leia os textos complementares da seção "A História Conta" mesmo que você já tenha o domínio dos temas abordados, para que, na exposição em sala, você possa mostrar essa sua qualidade.

Quem deposita esperanças na educação não pode negligenciá-la. Abaixo relacionamos algumas sugestões que podem servir de auxílio na sua formação:

Sites:

- Portal do MEC: http://tub.im/ar934e.

- Sociedade Brasileira de Física: http://tub.im/ud9a9r.

- Estação Ciência: http://tub.im/489t4c.



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- Laboratório Didático Virtual: http://tub.im/cermha.

- Experimentos de Física: http://tub.im/cu9yc3.

- Centro de Referência para o Ensino de Física: http://tub.im/3qmdwa.




Catálogo: editoras -> liepem18 -> OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> FÍSICA%201°%20AO%20%203°%20ANO%20-%20FTD
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Ronaldo vainfas
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Oficina de história: volume 1
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Gilberto Cotrim Bacharel e licenciado em História pela Universidade de São Paulo Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie Professor de História e advogado Mirna Fernandes
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Manual do professor
FÍSICA%201°%20AO%20%203°%20ANO%20-%20FTD -> Componente curricular


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