Componente curricular



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O papel da avaliação

A avaliação é uma espécie de "calcanhar de Aquiles" da educação. Por sorte, há muitos pesquisadores-educadores debruçados sobre essa questão e uma quantidade enorme de trabalhos é produzida anualmente sobre esse tema. Felizmente, nenhum deles traz uma resposta pronta, uma "fórmula mágica" para se adotar e, mesmo que o fizessem, haveria uma grande chance de não aceitá-la. Cabe-nos então orientar o professor de Física para que ele tire o melhor proveito desta coleção e, assim, aumente seus recursos teóricos e práticos para ministrar suas aulas com mais propriedade.

Estamos alinhados com as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (MEC) a respeito do tempo de aprendizagem de cada aluno, quando também aceitamos que

"Os programas estão limitados a um cronograma definido, no qual são distribuídos os bimestres, as aulas e o que deverá ser ensinado. Mas os alunos têm um tempo de aprendizagem próprio que nem sempre coincide com o tempo didático. Assim, o acúmulo de informações não garante a aprendizagem em novas situações que certamente se dão em um tempo posterior à escola, quando a pertinência dos saberes escolares é colocada à prova.16"

Assim, por causa da possível discordância entre os tempos de aprendizagem e didático, entendemos que a avaliação contínua e com instrumentos diversificados ainda seja a melhor forma de estabelecer parâmetros de aprendizagem. Para esta coleção, preocupados em oferecer ao professor um leque maior de opções, diversificamos atividades e textos, problemas e testes, experimentos e atividades em grupo em quantidade suficiente para a aplicação de atividades em aula e elaboração de instrumentos avaliativos. É possível, por exemplo, estimular os alunos com perguntas rápidas e respostas curtas da seção "Pense e Responda"; trabalhar em sala com os exercícios ímpares da seção "Exercícios Propostos" e propor a entrega da resolução dos pares em sala ou em casa; incentivar a pesquisa desenvolvendo atividades de leitura e interpretação em grupo com os textos e aprofundando sobre as questões científicas do "Pensando as Ciências"; experimentar e praticar com a área de "Experimento", além de debater, promover seminários e outras manifestações orais com os textos da seção "A História Conta".

Se tomássemos como avaliação estritamente o momento da prova, não poderíamos fugir à crítica de Paulo A. C. Ronca e Cleide A. Terzi:

"A prova é o centro da vida na comunidade escolar, espécie de vedete acadêmica, ao redor da qual gira um arsenal de preparativos, pessoas e coisas. É um ritual que afeta departamento de impressão, xerox, ou mimeógrafo, pais, professores, bedéis, professores particulares, funcionários e, por fim, os alunos. É um momento repleto de expectativas, que modifica o cotidiano da escola, impondo-lhe um ritmo diferente e alterando até o espaço físico da sala de aula.17"

16. BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. Brasília, DF, 2006. v. 2. p. 49. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_02_internet.pdf. Acesso em: 11 abr. 2016.

17. RONCA, P. A. C.; TERZI, C. do A. A prova operatória. 15ª ed. São Paulo: Editora do Instituto Esplan, 1991. p. 15.

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E, sendo assim, não é por menos que os aspectos psicológicos de ansiedade e medo, que resultam em erros banais ou falhas de memória ("deu branco"), acontecem tão frequentemente nesses períodos. Há ainda aqueles que, tentando disfarçar essa prática, substituem o vocábulo "prova" por outro como "avaliação", "instrumento", "ficha", "exame", "verificação", "unificado" etc. sem libertar-se das amarras do conceito. E o sofisma "ir mal na prova" por "não saber nada de Física" se repete ao longo dos lugares e dos anos.

Explorando esse ponto de vista, para encerrar esse tópico, sugeriremos algumas práticas que ajudem o professor a pensar e adotar a Matriz de referência ao Enem 2012 e também a Matriz de Referência de Ciências da Natureza e suas Tecnologias nas suas rotinas de aula e, bem assim, ampliar seus horizontes de avaliação, reforçando as competências e habilidades em relação aos conteúdos didáticos da disciplina Física. A associação feita entre eixo cognitivo e as competências e habilidades é livre, fruto de nossa compreensão sobre o assunto e baseada em nossas práticas, compartilhada com professores, coordenadores, orientadores e diretores de escolas.

Tabela: equivalente textual a seguir.



Matriz de referência para o Enem 2012


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OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo
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OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Ronaldo vainfas
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Oficina de história: volume 1
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Gilberto Cotrim Bacharel e licenciado em História pela Universidade de São Paulo Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie Professor de História e advogado Mirna Fernandes
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Manual do professor
FÍSICA%201°%20AO%20%203°%20ANO%20-%20FTD -> Componente curricular


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