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Sistema heliocêntrico

Na Grécia antiga, Aristarco de Samos (310-210 a.C.) já propunha que o Sol estivesse no centro do sistema planetário e em torno dele a Terra e os demais planetas estariam girando. Esse modelo é denominado heliocêntrico (helios, em grego, significa Sol; portanto, heliocêntrico quer dizer centrado no Sol).

No século XVI, Nicolau Copérnico, astrônomo polonês, fez renascer o modelo heliocêntrico. Copérnico buscava sistematizar um modelo no qual o Sol, como fonte de luz e calor, ocupasse um lugar de destaque. Nas palavras de Copérnico, no seu livro As revoluções dos orbes celestes: "No centro de tudo, repousa o Sol. Pois quem poria essa luminária de um belíssimo templo em outro lugar ou em lugar melhor do que esse de onde ela pode tudo iluminar ao mesmo tempo? Na verdade, não é com impropriedade que alguns o chamam de a lanterna; outros, de o espírito, e outros ainda, de piloto do mundo".

Vale lembrar que, segundo os textos da Igreja Católica, a luz sempre foi vista como algo bom. Em Gênesis, do Antigo Testamento, encontra-se escrito que Deus disse: "Façam-se luzeiros no firmamento do céu para separar o dia da noite. [...] Deus fez os dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para governar o dia (Sol) e o luzeiro menor para governar a noite (Lua), e as estrelas. Deus os colocou no firmamento do céu para alumiar a Terra, governar o dia e a noite e separar a luz das trevas. E Deus viu que era bom".

LEGENDA: Nicolau Copérnico (1473-1543) nasceu na Polônia, foi médico, jurista, sacerdote, matemático e astrônomo.

CRÉDITO: G. Lenz/dpa/Corbis/Latinstock



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LEGENDA: Representação sem escala do sistema heliocêntrico proposto por Copérnico.

CRÉDITO: Editoria de Arte

No sistema heliocêntrico, os planetas - inclusive a Terra - giram em volta do Sol, em órbita circular, e a Lua gira em torno da Terra. Ainda mantém-se a ideia de uma esfera de estrelas fixas, herança do antigo sistema geocêntrico.

Apesar de não ter sido amplamente aceita entre os estudiosos da época, a obra de Copérnico fez que surgisse uma nova interpretação do mundo baseada em argumentos matemáticos e na Antiguidade clássica. A crítica ao fato de a Terra se mover não impediu que os astrônomos usassem seu modelo como uma nova fonte de pesquisa.

A adoção do novo modelo implicaria uma mudança radical de visão de mundo, que começou a ser mais bem esboçada quando as observações do astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601), sobre o movimento do planeta Marte, levaram o alemão Johannes Kepler (1571-1630) a pesquisar a validade do heliocentrismo.

Em virtude das leis de Kepler, os dados coletados e revisados durante milênios ganhariam uma explicação mais completa e precisa, favorecendo a aceitação da ideia de um Universo ilimitado e estabelecendo-se que as órbitas dos planetas eram elípticas, e não circulares.

LEGENDA: Johannes Kepler, físico e matemático alemão, estudou na Universidade de Tübingen, na Alemanha, e conheceu as teorias heliocêntricas de Copérnico.

CRÉDITO: Séc. XIX. Gravura. Coleção particular. Foto: Detlev Van Ravenswaay/SPL/Latinstock

2. Leis de Kepler

A teoria heliocêntrica também conseguia dar explicações para os mesmos fenômenos celestes como o movimento retrógrado dos planetas, porém não conseguia provar que a Terra estava em movimento.

Adepto do sistema heliocêntrico, que, considerando as anotações de Tycho Brahe referentes ao movimento dos planetas, Johannes Kepler aperfeiçoou as ideias de Copérnico. Mas por causa da perseguição aos protestantes foi para Praga, onde dedicou muitos anos de estudo aos movimentos dos astros, mesmo depois da morte de Brahe.

O alemão era fascinado pela ideia de um Universo harmônico, e suas pesquisas o levaram a descobrir evidências nos movimentos planetários que justificariam a escolha do heliocentrismo e resolveriam muitos problemas que o próprio Copérnico não foi capaz de solucionar.

A constatação de que as órbitas - até então circulares, tanto no modelo geocêntrico de Aristóteles e Ptolomeu como no heliocêntrico de Copérnico - eram elípticas talvez tenha sido a principal ruptura com o paradigma vigente.

Para compreender melhor as elipses, podemos facilmente construir uma elipse apenas com uma folha de papel sobre um plano, percevejos, lápis e barbante. Fixamos os dois percevejos (F1 e F2) no papel e amarramos neles um barbante de comprimento maior que a distância F1 F2. Com a ponta de um lápis (P), mantendo o barbante sempre esticado, podemos traçar uma curva fechada chamada elipse.

A soma das distâncias PF1 e PF2 corresponde ao comprimento do barbante. Portanto, PF1 + PF2 = constante.

LEGENDA: Construção de uma elipse com auxílio de um barbante.

CRÉDITO: Editoria de Arte



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Em uma elipse destacamos dois eixos (maior de medida A1A2 e menor de medida B1B2), um centro O, dois focos F1 e F2 e a distância focal (c). A excentricidade de uma elipse (e), grandeza que mede o desvio em relação a uma circunferência, isto é, quanto a elipse fica mais "achatada", é dada por: e = c/a.

Podemos concluir que, quando e = 0, c necessariamente é igual a zero. Assim, os focos F1 e F2 são coincidentes (F1 = F2). Logo, se obtêm a forma de uma circunferência.


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