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Boxe complementar: PENSANDO AS CIÊNCIAS: Física e Esporte



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PENSANDO AS CIÊNCIAS: Física e Esporte

Salto com vara

As varas de fibra de vidro revolucionaram o salto com vara no início dos anos 1960. Nos primórdios do esporte, as varas eram de bambu. As varas de aço e alumínio tornaram-se populares nos anos 1950. Nada, porém, foi capaz de superar as varas de fibra de vidro; desde que foram introduzidas, o salto recorde aumentou rapidamente de 4,8 metros para mais de 5,8 metros. Alguns dizem que o recorde vai passar com folga de 6,0 metros. Por que a vara de fibra de vidro foi tão importante para o aumento do recorde?

[...] A vara de fibra de vidro é muito mais flexível que as antigas varas de bambu, aço e alumínio. Essa flexibilidade confere duas vantagens ao saltador. O atleta pode converter de forma mais eficiente a energia cinética da corrida em energia potencial da vara enquanto ela se curva. (Essa energia armazenada vem da corrida, e não do esforço muscular do atleta para encurvar a vara.)

Até aqui, nenhuma surpresa. O que não é tão óbvio é que a flexibilidade da vara retarda a conversão da energia potencial elástica de volta em energia cinética do atleta no momento da subida. Esse retardo permite ao atleta reposicionar o corpo de modo que o ganho de energia com o endireitamento da vara provoca um movimento para cima, e não para a frente.

Para realizar um bom salto, o atleta precisa não apenas correr em direção ao local do salto para garantir que terá energia cinética suficiente, mas precisa também regular as passadas para posicionar a ponta da vara na caixa. Quando a vara entra na caixa, o atleta precisa saltar para a frente para manter o movimento nessa direção e curvar a vara adequadamente. Quando a vara se deforma, armazena parte da energia cinética inicial do atleta. Durante a arqueação até o endireitamento, o atleta dobra as pernas e se inclina para trás, visando rodar as pernas e o corpo para atingir uma orientação vertical. Para ajudar a desentortar a vara de modo a recuperar mais energia e reorientar o corpo, o atleta empurra para a frente com a mão de cima enquanto puxa para trás com a mão de baixo. Se tudo for bem sincronizado, a vara devolve a energia armazenada ao atleta, lançando-o para cima.

WALKER, Jearl. O circo voador da Física. 2ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008. p. 12.

LEGENDA: Denys Yurchenko, Copa Ucraniana de Atletismo, 2012.

CRÉDITO: Denis Kuvaev/Shutterstock.com

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