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OBJETIVO

Com o intuito de padronizar a investigação laboratorial de trombofilia na população feminina, decidiu-se, junto ao corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, criar o Fórum de Trombofilia, formado por hematologistas, cirurgiões vasculares e ginecologistas/obstetras da instituição, para avaliar a real importância desta investigação, sua conduta e definir, por consenso, a uniformização das medidas que devem ser tomadas no cuidado com nosso público-alvo.

O Fórum de Trombofilia foi realizado em 10 de junho de 2017, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo (SP).
MÉTODOS

A equipe de hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) realizou uma busca, em abril de 2017, de artigos científicos publicados no PubMed®/MEDLINE® entre janeiro de 2007 e janeiro de 2017, inserindo as palavras em inglês: “trombofilia” (“thrombophilia”), “tromboses e gravidez” (“thrombosis and pregnancy”), “trombofilia e screening” (“thrombophilia and screening”) e “pré-terapia hormonal” (“pre-hormone therapy”). Os artigos recuperados foram analisados quanto a relevância, escopo e desenho de estudo, gerando uma lista de estudos clínicos randomizados, metanálises, revisões sistemáticas e diretrizes,(1,6-11) que foi encaminhada como sugestão de leitura via e-mail ao corpo clínico dos 539 médicos especialistas cadastrados em hematologia, cirurgia vascular, e ginecologia e obstetrícia, junto de uma carta-convite para o fórum, agendado para 2 semanas depois do recebimento deste e-mail. Destes, 107 médicos (80% ginecologistas/obstetras,10% hematologistas e 10% cirurgiões vasculares) compareceram ao fórum, que teve duração de 4 horas e 30 minutos, sendo composto por três etapas: aula teórica para exposição do tema trombofilia em mulheres; apresentação interativa de casos clínicos, na qual os participantes do fórum podiam expor seus questionamentos e comentários; e exposição de questionário elaborado pela equipe de hematologia do HIAE, com 21 assertivas que ilustravam as principais condutas médicas sobre o tema abordado (trombofilia em mulheres). O público presente deveria avaliar cada assertiva e votar como verdadeiro, para concordar com a conduta médica explanada, ou falso, para discordar dela. Um sistema eletrônico de votação foi instalado no auditório, com equipamentos individuais, permitindo o registro do percentual de respostas (verdadeiro e falso). O material utilizado para apresentação da aula teórica e dos casos clínicos está disponível nos materiais suplementares (links no final deste artigo).

Foi estabelecida, pelo grupo de médicos presentes no forúm, como critério mínimo de resolução aceitável, a concordância de 80% na votação para inserção de cada recomendação, sendo então a assertiva inserida no documento final. Os casos em que a concordância ficasse abaixo de 80% seriam rediscutidos, chegando-se a um acordo consensual de conduta majoritária.
RECOMENDAÇÕES

Após revisão da literatura, leitura da bibliografia, exposição da literatura em sessão plenária, discussão dinâmica de casos clínicos e votação do consenso, obtivemos concordância acima de 80% em 95% das questões (20 das 21), e somente uma das questões obteve votação menor que 80%. Esta questão, após ampla discussão, foi reformulada e acordada por unanimidade. O resultado da votação do consenso está apresentado na íntegra no material suplementar (links).



As diretrizes estabelecidas estão resumidas na tabela 2.

Tabela 2. Recomendações gerais e percentual de concordância deste consenso de trombofilia







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