Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo


A atividade cafeeira e os interesses nacionais



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A atividade cafeeira e os interesses nacionais

Ao longo de toda a Primeira República, o país se manteve dependente da atividade agrícola, especialmente da exportação de café, sua principal fonte de divisas.

No começo da última década do século XIX, a alta dos preços do café no mercado internacional provocou uma grande expansão dessa cultura. Outro importante fator para esse crescimento foi a grande oferta de crédito, que era utilizado no financiamento de novos cafezais e no desenvolvimento das estradas de ferro, necessárias para transportar os grãos da zona rural aos portos.

Nessa época, São Paulo tinha uma elevada arrecadação de impostos sobre a exportação de seu principal produto. Isso possibilitava ao governo paulista subsidiar, por exemplo, a política de imigração, destinando recursos para o transporte de trabalhadores do porto de Santos, por onde chegavam, até as fazendas no interior.

LEGENDA: Mulheres trabalham em cafezal no interior de São Paulo. Foto do início do século XX. A formação de um cafezal era uma fase custosa para o proprietário de terra, pois demorava aproximadamente de cinco a seis anos até que a plantação produzisse grãos em quantidade e qualidade suficientes para resultar em uma boa colheita.

FONTE: ullstein bild/Getty Images

Entre 1896 e 1897, Estados Unidos e Europa, os principais importadores do café brasileiro, passavam por uma recessão que afetou diretamente a exportação do produto. A oferta se tornou abundante para um mercado reduzido, o que fez com que o preço do café caísse.

Com a diminuição na exportação, a quantidade de dinheiro estrangeiro que entrava no país também caiu. Esse dinheiro estrangeiro pagava a importação de gêneros alimentícios utilizados no abastecimento de grandes cidades, máquinas para as indústrias que se formavam e dívidas contraídas com bancos estrangeiros. E, com a queda nas importações, diminuía a arrecadação do governo federal, cuja principal receita vinha de impostos sobre estas transações.

Por volta de 1898, o Brasil estava à beira de um colapso financeiro. Além das dificuldades com as exportações e importações, ainda havia problemas decorrentes da política monetária do início da década.

Com elevada dívida externa e grandes gastos governamentais, o governo federal recorreu aos credores internacionais para negociar um novo empréstimo. Devido ao elevado valor, de aproximadamente 10 milhões de libras esterlinas, foi dada como garantia a renda obtida pelo Brasil em todas as alfândegas existentes no país. Além disso, o governo brasileiro também se comprometeu a não tomar novos empréstimos por quatro anos e a reduzir a quantidade de papel-moeda em circulação. O acordo em questão, conhecido pela expressão em inglês funding loan, foi fechado nos últimos meses do governo de Prudente de Morais, com o consentimento de Campos Sales, o sucessor eleito.

Ao tomar posse, o novo presidente implantou as medidas acordadas, reduziu os gastos governamentais, diminuiu os recursos para obras públicas e aumentou os impostos, principalmente sobre os produtos de consumo. No conjunto, as medidas reduziram a inflação e também a atividade produtiva no país, gerando uma recessão. No entanto, as medidas também ajudaram a aliviar as contas do país, ao adiar o pagamento das dívidas e restringir a capacidade de importações, diminuindo os gastos em moeda estrangeira.

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