Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo



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Pratique

5 a) Segundo as informações do capítulo, em 1º de setembro de 1939 as forças nazistas ocuparam a Polônia. Esse fato, associado a diversos outros fatores, foi o que deu início à Segunda Guerra Mundial. Desse modo, é esperado que os alunos percebam que os trechos do diário escrito pelo jovem Edward tratam exatamente desse evento.

b) Era o rádio: no trecho de seu diário, o jovem diz que, na parte da tarde (possivelmente em sua casa), ele ouviu um discurso de Hitler pelo rádio.



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c) O Tratado de Versalhes, assinado em 1919 pelas potências vencedoras logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, pode ser considerado como uma das causas indiretas da Segunda Guerra Mundial. O tratado impôs duras penas à Alemanha: perda de partes de seu território para nações fronteiriças, perda de colônias, intensos pagamentos aos Aliados, etc. Esse tratado foi entendido pelo governo da Alemanha como uma "imposição", e até mesmo como uma "humilhação". Interessante notar que um dos termos do tratado previa que a cidade de Danzig (hoje Gdansk, na Polônia) seria transformada na Cidade Livre de Dantzig, sob controle da Liga das Nações. Hitler cita, em seu discurso, justamente a cidade de Dantzig. Isso mostra o desejo que o governo nazista tinha de reverter os termos do tratado.

d) Essa questão se refere ao Pacto Germano-Soviético, assinado justamente em 1939 entre Hitler e Stalin. O tratado estabelecia a não agressão entre Alemanha e União Soviética por dez anos; os dois governos não se oporiam a movimentos de ocupação realizados por ambos. Esse pacto, no entanto, foi quebrado em junho de 1941, por Hitler, depois que este ordenou a invasão da União Soviética na chamada Operação Barbarossa. As tropas nazistas alcançaram os subúrbios de Moscou, a capital soviética. Desse modo, as "boas relações" entre Alemanha e União Soviética não tiveram continuida" de durante a Segunda Guerra.

e) Infelizmente, não: apesar de Edward ter imaginado que, em 22 de setembro de 1939, a cidade não mostrava indícios de guerra e parecia voltar à normalidade (inclusive com as escolas sendo reabertas), a guerra ainda iria continuar por muito tempo (até 1945).



6 a) Esta atividade pode ser desenvolvida de forma interdisciplinar com Física e Geografia, uma vez que os alunos vão operar com conhecimentos específicos dessas áreas em conjunto com os conhecimentos históricos. Para Shozo Motoyama, existe uma "interfecundação" entre guerra e ciência, ou seja, é como se um processo influenciasse o outro. Para esse historiador, as guerras testam e aplicam ideias e inventos desenvolvidos pela ciência (de maneira "urgente", isto é, marcada pelo calor da batalha e pela necessidade de vitória). E Motoyama vai além, ao considerar que, após o fim de uma guerra, os inven" tos lá testados e utilizados são aprimorados, sendo usados, muitas vezes, para fins pacíficos. É o caso dos radares e dos computadores desenvolvidos ao longo da Segunda Guerra Mundial.

b) Aqui, é importante incentivar os alunos a utilizar seus conhecimentos prévios, em especial os conhecimentos na área de Geografia: um uso pacífico da energia nuclear está na instalação de usinas que utilizam a energia atômica para gerar eletricidade. As usinas nucleares, portanto, utilizam o princípio da fissão nuclear para gerar calor. A fissão nuclear do urânio é usada em usinas em todo o mundo, principalmente em países como França, Alemanha, Suécia, Espanha, China, Rússia, Coreia do Norte, Paquistão e Índia, entre outros. No Brasil, o uso de energia atômica é bastante baixo, apesar da existência das usinas de Angra I e Angra II, no estado do Rio de Janeiro.

c) Sim. Essa, na realidade, é a grande questão da entrevista com Shozo Motoyama: o historiador, apesar de reconhecer o forte vínculo entre a guerra e a ciência, diz que o desenvolvimento científico não depende exclusivamente dos conflitos e que ele pode ser realizado sem a interferência das guerras. Porém, muitas vezes, o farto financiamento presente nas guerras pode levar a uma intensificação do desenvolvimento da ciência.

Se desejar, aprofunde esse assunto com os alunos, destacando a importância da ética na pesquisa científica. Compartilhe com eles, se possível, outro trecho da entrevista de Shozo Motoyama, em que o historiador diz o seguinte: "Por outro lado, na primeira metade do século XX, as duas grandes revoluções científicas aconteceram no campo da física - a teoria da relatividade e a mecânica quântica. A teoria da relatividade foi desenvolvida por uma série de cientistas, culminando com o trabalho de Einstein, que fez seu trabalho completamente alheio à guerra. A mecânica quântica foi também desenvolvida por um grupo de cientistas da Europa que, embora estivessem num clima de guerra, desenvolveram sua teoria sem qualquer interferência direta de questões militares. Portanto, acho que no seu fundamento e no seu aspecto revolucionário, a ciência não foi ajudada pela guerra. Mas, ao contrário, a guerra foi ajudada pela ciência, uma vez que a bomba atômica é a concretização da aplicação da teoria da relatividade e da mecânica quântica na questão da energia nuclear. Se olharmos um pouco a questão da segunda metade do século XX, a grande revolução computacional e a da biologia mole" cular ou da engenharia genética são desenvolvimentos alheios à guerra. A mesma coisa pode ser falada com relação à revolução informática que vai se observar, porque é claro que houve um financiamento dos militares mas, do ponto de vista do desenvolvimento propriamente dito, não houve um envolvimento direto com a guerra. Nesse sentido, acho que o desenvolvimento da ciência propriamente dita prescinde da guerra para se desenvolver." Para Shozo Motoyama, a sociedade deve discutir o desenvolvimento de armas. ComCiência. 10 jun. 2002. Disponível em: www.comciencia.br/entrevistas/guerra/motoyama.htm. Acesso em: 15 abr. 2016.




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