Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo



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Textos de apoio

1. As demandas da classe operária dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial

A entrada dos EUA na guerra foi o elemento principal usado para disciplinar a classe operária norte-americana por um longo período histórico. A Segunda Guerra Mundial encontrou a classe operária norte-americana estabelecida com firmeza: conforme a produção industrial se reavivava sob o estímulo da concessão de créditos (Lenlease) e o rearmamento, os operários organizados na CIO (Congress of Industrial Organizations) iniciaram uma greve por aumento de salários (a primeira desde 1937), dirigida diretamente a Roosevelt e ao Comitê de Mediação da Defesa. À cabeça estavam os mineiros, e seu sindicato fundamentou o precedente de "closed shop" e a eliminação das diferenças tradicionais de salários no Sul. Motivados por isso, os trabalhadores das indústrias de "open shop" começaram a se juntar nas campanhas organizativas da CIO. Ford e Bethlehem, os mais importantes patrões anti-CIO recuaram na primavera de 1940, ante as demandas do sindicato automotriz e do comitê para a organização dos trabalhadores de aço. Os piquetes de massas, os esquadrões móveis e o bloqueio das fábricas por meio de montanhas de carros, voltaram a ser métodos de luta, em especial na greve da Ford. Ainda que a repressão estivesse aumentando, o clima geral do verão-outono de 1941 teve um impulso que recordava o "espírito de 37".

Do ponto de vista das relações de classe interna aos EUA, a Segunda Guerra Mundial trouxe modificações decisivas: "O período entre 1941 e 1945, dominado pelo esforço bélico, foi tão importante para a configuração definitiva da nova estrutura de gestão trabalhista quanto o havia sido o período entre 1936 e 1940. Do ponto de vista empresarial, as companhias fizeram grandes progressos durante a guerra, progressos que seriam críticos em anos posteriores. Após 1941, muitos patrões utilizaram a disciplina de tempo de guerra para recuperar parte da iniciativa e controle que haviam entregue aos sindicatos industriais no final da depressão. Promoveram a arbitragem de muitos conflitos por reivindicações, confiando em tirar da fábrica a nova máquina dos procedimentos de reivindicações", instalada nos locais de trabalho pelo impacto adquirido pelo sindicalismo industrial desde meados da década de 1930.

COGGIOLA, Osvaldo. A Segunda Guerra Mundial: causas, estruturas e consequências. São Paulo: LF Editorial, 2015. p. 49-50.




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