Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo



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Crise econômica de 2008

A crise de 2008 teve início no mercado financeiro e imobiliário dos Estados Unidos, em parte por causa da falta de regulamentação das atividades financeiras e seus ganhos.

Como antecedente, as baixas taxas de juros nos anos 2000, serviram de estímulo ao consumo e o crescimento da oferta de crédito, servindo para financiar compradores de imóveis. Visando o crescimento dos negócios imobiliários, as financeiras ampliaram empréstimos, inclusive os de alto risco - àqueles sem condições efetivas de honrar o pagamento do empréstimo -, contando como garantia os próprios imóveis. Ano após ano, formou-se uma bolha de crescimento dos negócios imobiliários para milhões de compradores, incluindo repasses dos papéis das hipotecas - referentes aos imóveis dados como garantia para os empréstimos - entre financeiras. A elevação da taxa básica de juros (era 1% em 2004, passando a 5,25% em 2006), levou cada vez mais os milhões de compradores a enfrentar dificuldades no pagamento dos empréstimos. Diante da situação, os bancos passaram a restringir empréstimos, derrubando as compras de imóveis bem como seus preços, com as instituições financeiras anunciando imensos prejuízos. Como as pessoas não podiam pagar as dívidas, os bancos credores se apropriavam das casas compradas e não pagas. A partir de certo momento, porém, o aumento da oferta acentuava ainda mais a queda nos preços. Muitos bancos e agências de hipoteca perderam liquidez e decretaram falência. Rapidamente, a crise se propagou por outros países, provocando a queda das bolsas de valores do mundo inteiro. Calcula-se que as perdas mundiais provocadas por essa crise em cascata chegaram a 50 trilhões de dólares.

Irradiando-se pelo mundo, a crise de 2008 - a maior desde a Grande Depressão iniciada em 1929 - abalou as crenças num mercado autorregulado - isto é, sem regras definidas pelo Estado - e nos fundamentos neoliberais, reativando o intervencionismo estatal para conter colapsos econômicos ainda mais intensos e profundos.

Para salvar o sistema, governos de diversos países abandonaram os mandamentos do neoliberalismo e promoveram políticas de salvação dos bancos que corriam o risco de falência. Alguns desses bancos foram temporariamente estatizados e outros receberam injeções bilionárias de dólares, saídos dos bolsos dos contribuintes. Somente nos Estados Unidos, o governo de Barak Obama destinou mais de 1 trilhão de dólares para salvar os bancos que haviam provocado a crise. Daí o protesto dos manifestantes em Nova York, registrado na foto desta página. Afinal, foram eles e milhões de outros estadunidenses que pagaram a conta da farra e da ressaca do mercado financeiro.

Na Europa, a crise pôs em risco a Zona do Euro, ampliou o desemprego e as dificuldades sociais do continente. Nos anos seguintes à crise, Grécia, Portugal, Espanha e Itália enfrentaram grandes dificuldades econômicas. Os empréstimos da União Europeia a esses países foram condicionados a cortes de salários e de aposentadorias, privatizações e diminuição dos gastos governamentais, inclusive com demissão de funcionários.

LEGENDA: Manifestantes protestam contra a proposta de socorro aos bancos no distrito financeiro de Nova York, nos Estados Unidos, durante a crise de 2008.

FONTE: Mary Altaffer/Associated Press/Glow Images

Fim do complemento.


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