Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo


O fortalecimento do setor privado e a crise do Estado intervencionista ocorreram em conformidade com os preceitos do neoliberalismo



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O fortalecimento do setor privado e a crise do Estado intervencionista ocorreram em conformidade com os preceitos do neoliberalismo, cujos principais defensores foram o austríaco Friedrich Hayek (1899-1992) e o estadunidense Milton Friedman (1912-2006). Um dos centros mais importantes das teorias neoliberais tem sido o departamento de economia da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, conhecido como Escola de Chicago, onde lecionava o próprio Milton Friedman, autor da obra Capitalismo e liberdade.

Todos os países que seguiram as orientações neoliberais implementaram políticas de venda de empresas estatais a empresários ou grupos privados. Essas privatizações ampliaram o espaço econômico dos grandes conglomerados e a subordinação dos Estados ao mercado internacional.

Sob Ronald Reagan e sucessores, o neoliberalismo foi bastante estimulado pelo principal eixo da ordem capitalista, os Estados Unidos, com medidas que visavam influir na atuação de governos, organismos internacionais e grupos econômicos. Tais atuações ganharam a denominação de Consenso de Washington, expressão criada em novembro de 1989 pelo economista inglês John Williamson.

Por todo o mundo, a adoção do Consenso de Washington envolveu também a redução dos gastos públicos com saúde, educação, previdência social e outras políticas sociais, significando, para os países desenvolvidos, a desmontagem de boa parte do Estado de bem-estar social e, para os países dependentes, chamados de países em desenvolvimento ou emergentes, a piora das condições sociais. Essa situação produziu extremos de pobreza para a maioria das populações e riqueza para um reduzido número de pessoas. Da mesma forma, ampliou-se o descompasso entre países e regiões no tocante à produção e ao usufruto das novas tecnologias. Em 2000, considerando um exemplo extremo, somente na cidade de Tóquio, no Japão, havia mais telefones do que em todo o continente africano.

Associada a isso, a Terceira Revolução Industrial implicou, ainda, a questão do desemprego, como decorrência do uso de altas tecnologias produtivas (robótica, informatização, etc.) ou como resultado da reformulação e otimização da produção, incluindo-se o remanejamento e a demissão de funcionários nas empresas e instituições estatais.

Diferentemente da Primeira Revolução Industrial (século XVIII) e da Segunda Revolução Industrial (século XIX), a época do capitalismo global encontrou parte dos movimentos trabalhistas em refluxo e fragilizada, assim como sindicatos enfraquecidos. Além disso, a globalização abriu a possibilidade de busca de mão de obra barata em qualquer parte do mundo, por causa das reestruturações e da enorme oferta de trabalhadores.

Assim, graças à alta tecnologia, boa parte do trabalho nas grandes indústrias passou a ser feita de forma intensiva e com menos mão de obra, levando ao declínio a filiação de trabalhadores às organizações sindicais. Ao lado disso, as empresas passaram a utilizar a terceirização, criticada por líderes sindicais como uma forma de burlar a legislação trabalhista.

Glossário:


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