Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo



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4. O desenvolvimento do conflito

No esforço de guerra, todos os cidadãos das nações envolvidas no conflito em idade de combate foram recrutados para participar tanto do exército quanto da produção industrial, principalmente de armamentos. Tanques de guerra, encouraçados, submarinos, obuses de grosso calibre e a aviação, entre outras inovações tecnológicas da época, eram artefatos bélicos com um poder de destruição até então inimaginável.

Glossário:

obus: arma de artilharia que dispara projéteis explosivos em trajetórias curvas.

Fim do glossário.

De forma sintética, pode-se dizer que o conflito teve duas fases: em 1914, houve a guerra de movimento e, de 1915 em diante, a guerra de trincheiras ou de posição (observe o mapa da página 22). A primeira fase estava relacionada ao Plano Schlieffen. Esse plano previa a mobilização de boa parte do exército alemão para invadir o território francês, pela Bélgica e pela Alsácia-Lorena, e render Paris ao final de seis semanas. Alcançado tal objetivo, os alemães acreditavam que estariam livres para enfrentar os russos, direcionando suas tropas para o ataque e a invasão daquele país.

A invasão da Bélgica violou a neutralidade desse país e serviu de pretexto para a Inglaterra declarar guerra à Alemanha. Mesmo assim, a marcha dos exércitos alemães em direção a Paris surpreendeu as tropas francesas. Do lado leste, uma ofensiva russa inesperada, ainda em 1914, obrigou as forças alemãs a se dividirem, deslocando tropas para a região da Prússia Oriental. A França, beneficiando-se do apoio inglês, conteve o fulminante ataque alemão na Batalha do Marne, em setembro do mesmo ano.

Com o fracasso da guerra de movimento, teve início a guerra de posição ou de trincheiras, na qual os soldados combatiam dentro de trincheiras, valas escavadas no chão (ver infográfico nas páginas 20 e 21. Outras potências entraram no conflito, colocando-se ao lado da Tríplice Entente (França, Inglaterra e Rússia): Japão (1914), Itália (1915), Romênia (1916) e Grécia (1917). Ao lado das potências centrais (Alemanha e Áustria-Hungria) colocaram-se o Império Turco Otomano (1914) e a Bulgária (1915).

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Enquanto na frente ocidental a guerra entrava na fase das trincheiras, na frente oriental ocorria uma sequência de vitórias alemãs, como na Batalha de Tannenberg, na qual 100 mil russos foram aprisionados. Em 1916, em Verdun, frustrou-se nova ofensiva alemã contra a França. Ali, por 9 meses, combateram cerca de 2 milhões de soldados dos dois lados, dos quais 976 mil morreram, sem que houvesse avanço ou recuo na frente de batalha.

O ano de 1917, ao contrário, foi marcado por acontecimentos decisivos para a guerra. As contínuas derrotas russas aceleraram a queda da autocracia czarista, culminando nas revoluções de 1917, que resultaram na instauração do regime socialista. Com a ascensão do novo governo, concluiu-se o Tratado de Brest-Litovski, de 1918, que oficializava a saída dos russos da guerra.

Também em 1917, a Alemanha intensificou o bloqueio marítimo à Inglaterra, objetivando deter seus movimentos e interromper seu abastecimento. Até então, os Estados Unidos se mantinham neutros, embora fornecessem alimentos e armas aos países da Entente. Sentindo-se ameaçados pela agressividade marítima alemã, usaram como pretexto o afundamento do transatlântico Lusitânia, que resultou na morte de dezenas de passageiros estadunidenses, para declarar guerra contra as potências centrais.

A entrada dos Estados Unidos na guerra, em 1917, com seu imenso potencial industrial e humano, reforçou o bloco liderado pela Inglaterra e pela França, que passou a obter sucessivas vitórias contra os alemães a partir de 1918. Movimentos populares na Alemanha e a rendição em massa de soldados alemães aceleraram o desmoronamento do Segundo Reich alemão e do Império Austro-Húngaro.

A derrota das potências centrais diante da superioridade econômico-militar dos Aliados, como eram denominados os integrantes da Entente, acarretou a renúncia do kaiser alemão e a assinatura do armistício, em novembro de 1918. O cessar-fogo foi conseguido por meio de um plano de paz (intitulado 14 pontos de Wilson) formulado pelo presidente estadunidense Woodrow Wilson (1856-1924), que pregava "uma paz sem vencedores".

LEGENDA: Cartaz de 1918 que visava arrecadar fundos para o financiamento da Alemanha na guerra. Lê-se: "Empréstimos para ajudar os guardiões da sua felicidade."

FONTE: Universal History Archive/Getty Images

LEGENDA: Cartaz italiano de 1917 convocando todos para o cumprimento do dever, incluindo a participação nas campanhas para "empréstimos" (financiamento) de guerra.

FONTE: Akg-images/Ipress

LEGENDA: Cartaz estadunidense de 1917 em que o Tio Sam, símbolo dos Estados Unidos, convoca voluntários para a guerra.

FONTE: James Montgomery Flagg/Biblioteca do Congresso, Washington, EUA.

FONTE: Imagem de fundo: robert_s/Shutterstock/ Glow Images


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