Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo



Baixar 0.76 Mb.
Página236/563
Encontro08.10.2019
Tamanho0.76 Mb.
1   ...   232   233   234   235   236   237   238   239   ...   563
Tensões sino-soviéticas

O compromisso soviético de fornecer armas nucleares aos chineses, firmado em 1957, foi rompido em 1959, durante os preparativos para um encontro de representantes soviéticos com o presidente estadunidense Dwight Eisenhower, como parte da política de Coexistência Pacífica. A atitude soviética foi muito criticada pelos chineses, para os quais o imperialismo dos Estados Unidos continuava ameaçador. Em represália, em 1960 a União Soviética retirou seus conselheiros técnicos da China.

A política de priorização da produção de bens de consumo e de "desestalinização" do regime adotada por Kruschev distanciava ainda mais o PCUS do PCC. Naquele momento, os chineses desenvolviam a indústria de base, e Mao Tsé-tung era venerado como o grande guia chinês, tornando-se alvo da crítica ao culto da personalidade feita a Stalin pelo líder soviético.

Em 1962, as relações sino-soviéticas romperam-se, quando o PCC acusou Kruschev e o PCUS de "revisionistas", ou seja, de modificarem as teses marxistas originais, distanciando-se do socialismo puro.

A partir dos anos 1970, o governo chinês aproximou-se dos Estados Unidos. Essa política possibilitou o seu ingresso na ONU em 1971 e a visita do presidente Richard Nixon à China no ano de 1972. Com uma política autônoma, os chineses tornaram-se militarmente autossuficientes: explodiram sua primeira bomba atômica em 1964 e a de hidrogênio em 1967.

Em 1969, as relações entre a China e a União Soviética haviam se deteriorado de tal forma que entre os dois países socialistas havia apenas algumas modestas transações econômicas e questões diplomáticas de rotina. Progressos na reaproximação entre eles ocorreram somente a partir de 1986.

LEGENDA: Cartaz chinês de 1967 criticando a política de Kruschev. O conflito sino-soviético derivava de divergências ideológicas e afetava questões políticas e econômicas entre os dois países.

FONTE: Reprodução/Coleção particular

Fim do complemento.

179

O projeto Grande Salto teve resultados limitados mesmo com a mobilização geral da população, inclusive de intelectuais e estudantes convocados a trabalhar no campo, e com o crescimento da produção rural em 65%. Como as relações sino-soviéticas tornaram-se mais difíceis, as dissidências e a oposição interna ao Partido Comunista Chinês se intensificaram. Como o Grande Salto não obteve o êxito que se esperava, Mao foi afastado do comando do partido.

Em resposta a seus adversários na cúpula do PCC, em meados da década de 1960 Mao Tsé-tung iniciou a expulsão de opositores políticos dentro do governo - a Revolução Cultural, que envolveu toda a população chinesa. Esse movimento logo se desdobrou em críticas ao PCC e aos opositores de Mao, apelidados de "pró-burguesia" e "kruschevistas".

Os dazibaos, jornais murais públicos feitos por populares, espalharam-se pelo país, divulgando o movimento que, em pouco tempo, se transformou numa luta pelo poder empreendida pelo grupo maoísta.

Sustentado pelo Exército Popular de Libertação, o grupo maoísta opunha-se à facção de Liu Shaoqi (1898-1969) e Deng Xiaoping (1904-1997), adversários de Mao dentro do Partido Comunista Chinês. Ambos foram perseguidos e presos.

Durante a Revolução Cultural, as organizações revolucionárias multiplicaram-se, como a Guarda Vermelha, inspiradas na obra Pensamento de Mao Tsé-tung também conhecida como Livro vermelho. Nela, firmavam-se as ideias de reeducação socialista, de críticas ao burocratismo, de fidelidade a Mao e permanente alerta contra o inimigo.

Entre 1967 e 1968, consolidou-se a autoridade de Mao, que expulsou do partido seus opositores, entre os quais Deng Xiaoping. Mao sobrepôs-se até mesmo ao PCC, transformando-se no líder máximo nacional, a quem chamavam de "o grande timoneiro". Sua morte, em 1976, deu início à disputa pelo poder na China.

LEGENDA: Meninos e meninas leem cópias do Livro vermelho, de Mao Tsé-tung. Foto divulgada pela agência oficial de comunicações da China, em 1968.

FONTE: Xinhua/Agência France-Presse

LEGENDA: Manifestação da Guarda Vermelha na província de Ning Xian. Foto tirada entre 1966 e 1968. A Guarda Vermelha era constituída basicamente de jovens mobilizados para divulgar o pensamento de Mao Tsé-tung e combater aquilo que se opunha à China idealizada pelo líder. Na foto, exemplares de dazibaos afixados nas paredes.

FONTE: Zhou Thong/Album/akg-images/Latinstock


Catálogo: editoras -> liepem18 -> OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> OLHARES%20DA%20HISTÓRIA%20BRASIL%20E%20MUNDO%201%20AO%203º%20ANO%20-%20EDITORA%20SCIPIONE
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Gilberto Cotrim Bacharel e licenciado em História pela Universidade de São Paulo Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie Professor de História e advogado Mirna Fernandes
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Manual do professor
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Manual do Professor História Global
OLHARES%20DA%20HISTÓRIA%20BRASIL%20E%20MUNDO%201%20AO%203º%20ANO%20-%20EDITORA%20SCIPIONE -> Olhares da História 1 Brasil e mundo Manual do Professor Cláudio Vicentino
OLHARES%20DA%20HISTÓRIA%20BRASIL%20E%20MUNDO%201%20AO%203º%20ANO%20-%20EDITORA%20SCIPIONE -> Olhares da História 2 Brasil e mundo
OLHARES%20DA%20HISTÓRIA%20BRASIL%20E%20MUNDO%201%20AO%203º%20ANO%20-%20EDITORA%20SCIPIONE -> Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo
OLHARES%20DA%20HISTÓRIA%20BRASIL%20E%20MUNDO%201%20AO%203º%20ANO%20-%20EDITORA%20SCIPIONE -> Olhares da História 1 Brasil e mundo Manual do Professor Cláudio Vicentino


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   232   233   234   235   236   237   238   239   ...   563


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal