Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo



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3. Governo Constitucional (1934-1937)

Quando Getúlio Vargas assumiu o cargo de presidente constitucional em julho de 1934, cresciam no cenário internacional os extremismos políticos e ideológicos, bem como o poderio estatal, o intervencionismo e o armamentismo. Nos Estados Unidos, o presidente Franklin Roosevelt colocava em prática as medidas do New Deal para enfrentar a depressão em curso. Na Europa, o fascismo e o nazismo se consolidavam. Simpatizantes do totalitarismo em avanço na Europa, o presidente e alguns de seus ministros aproximaram-se dos regimes fascistas de Mussolini, na Itália, e de Hitler, na Alemanha.

No Brasil também ocorria forte polarização. Diversos projetos políticos ganhavam apoio das populações urbanas. Em outubro de 1932, Plínio Salgado, um ex-deputado do PRP, fundou a Ação Integralista Brasileira (AIB). Inspirada no fascismo, a organização era apoiada por grandes proprietários, empresários, membros da classe média, parte do operariado e oficiais das Forças Armadas. Seus integrantes pregavam a criação de um Estado integral, isto é, uma ditadura nacionalista de partido único, e a luta contra o comunismo. Com o lema "Deus, Pátria e Família", o discurso integralista atraiu milhares de pessoas.

LEGENDA: Como os fascistas italianos e os nazistas alemães, os integralistas também tinham uma organização paramilitar. Seus paramilitares eram apelidados de "galinhas-verdes", por causa do uniforme com camisa verde. Possuíam como símbolo o Σ (sigma, décima oitava letra do alfabeto grego) e faziam a saudação Anauê!, com o mesmo gesto de braço estendido utilizado por extremistas de direita na Europa. Na foto, produzida na década de 1930, mulheres integralistas em Matão, São Paulo.

FONTE: Coleção particular/Arquivo da editora

Dois anos depois, comunistas, socialistas e liberais democratas uniram-se na Aliança Nacional Libertadora (ANL), que era formada por membros da classe média, do operariado e das Forças Armadas, a maioria de baixa patente. A organização pregava a reforma agrária, o estabelecimento de um governo popular democrático, a nacionalização de empresas estrangeiras e a suspensão definitiva do pagamento da dívida externa.

A ANL atraiu milhares de adeptos em todo o país. Porém, suas críticas ao governo federal e a defesa de um governo popular com características comunistas serviram para Getúlio Vargas declará-la ilegal em julho de 1935, com base na Lei de Segurança Nacional.

Glossário:




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