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A Revolução Constitucionalista de 1932



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A Revolução Constitucionalista de 1932

Como vimos, diversos interesses estavam envolvidos na Revolução de 1930. Nesse cenário, a nomeação por Getúlio do tenentista pernambucano João Alberto Lins de Barros (1897-1955) como interventor no estado de São Paulo aguçou as críticas dos paulistas. Os cafeicultores do Partido Republicano Paulista (PRP) e os membros do PD exigiam que um governante civil - Pedro de Toledo - assumisse no lugar do interventor João Alberto. Também buscavam diminuir a centralização do poder presidencial e defendiam uma nova constituição no lugar da que havia sido suspensa em 1930.

Em fevereiro de 1932, o PRP e o PD uniram-se formando a Frente Única Paulista (FUP). Por sua vez, Vargas buscou ampliar sua base de legitimidade instituindo por decreto, no mesmo mês, um novo Código Eleitoral para o país: o sistema de eleição passava a funcionar por sufrágio universal direto, voto secreto e representação proporcional. Todos os brasileiros alfabetizados, maiores de 21 anos, incluindo as mulheres, seriam eleitores.

LEGENDA: Passeata em apoio à causa paulista na cidade de São Paulo. Foto de 1932.

FONTE: Acervo particular/Arquivo da editora

Contudo, os ânimos dos paulistas continuavam acirrados. Manifestações a favor da elaboração de uma nova Constituição e contra o intervencionismo do governo federal multiplicavam-se em São Paulo. Em uma delas, em maio de 1932, quatro estudantes foram mortos: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais de seus nomes, MMDC, transformaram-se em símbolo da luta dos paulistas pela Constituição.

Em 9 de julho de 1932, teve início um levante armado em São Paulo contra o governo federal, sob a liderança de membros da FUP e de militares. O movimento contou com o apoio da Força Pública do Estado e da imprensa paulista, que convocou o povo ?à luta por meio de uma intensa propaganda em jornais, revistas e emissoras de rádio.

LEGENDA: Cartão-postal em homenagem aos estudantes mortos (MMDC), de 1932.

FONTE: CPDOC/CDA Roberto Costa

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No começo da mobilização dos "voluntários", que se reuniam na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco desde a manhã do dia 10, a sensibilidade popular formulou outra interpretação da sigla MMDC: "mata mineiro, degola carioca", numa clara demonstração do regionalismo como atitude característica das estruturas políticas e ideológicas.

ABREU, Marcelo Santos de. Regionalismo e ação simbólica: a Revolução de 1932 como drama social. Locus: Revista de História, Juiz de Fora, v. 36, n. 1, p. 163-179. 2013. Disponível em: http://locus.ufjf.emnuvens.com.br/locus/article/view/2791/2024. Acesso em: 30 mar. 2016.

Mais de 200 mil homens alistaram-se nas forças constitucionalistas, incluindo voluntários de outros estados, como Rio de Janeiro, Paraná e Pará. A população participou do esforço de guerra com a doação de "ouro para o bem de São Paulo", como era dito na campanha. As mulheres tiveram importante atuação, servindo de enfermeiras ou costurando uniformes para os combatentes.

O governo federal, por sua vez, contou com a ajuda de batalhões de diversos estados aliados. O conflito se encerrou após uma série de derrotas dos constitucionalistas, que se renderam em setembro de 1932.


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