Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo



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Pratique

5. Leia o texto a seguir com atenção e responda às questões que o acompanham.

As cifras sobre os campos de concentração até hoje são incertas. Calcula-se em dezoito milhões o número de pessoas que passaram pelos campos, das quais onze milhões teriam sido imoladas. Somente os judeus chegaram a ser quase seis milhões. Os fuzilamentos eram comuns, mas, aos poucos, o uso do gás foi sendo introduzido e "apreciado" como o meio mais eficaz de extermínio. Em Chelmno, somente em dezembro de 1941, em vagões que disfarçavam câmaras de gás, as SS assassinaram 150 mil judeus, obrigando comandos, formados inclusive por judeus, a realizar o serviço sujo. Em seguida, esses judeus eram também executados. Em Lublin, métodos semelhantes foram utilizados. Em Subibor, 250 mil judeus pereceram. Em Treblinka, fala-se em 700 ou 800 mil vítimas, sendo 80 mil delas remanescentes da insurreição do Gueto de Varsóvia.

Glossário:

imoladas: mortas em sacrifício.

Fim do glossário.

[...]

Auschwitz criou um complexo industrial, dirigido pelas SS. Com o apoio de empresas como IG-Farben, trinta e nove outros campos de trabalho eram-lhe dependentes. Os campos eram plurifuncionais, mas guardavam designações outras. Alguma diferença se estabelecia entre eles: em 1942, a mortalidade média alcançava 60% nos campos de trabalho e 100% nos campos de extermínio.



[...]

O trabalho forçado, como instrumento de produção e de extermínio, tem levado muitos autores a tomarem os campos como enormes reservas de mão de obra para a economia de guerra. Hannah Arendt registra depoimentos de sobreviventes sobre a inutilidade e a ineficiência dos trabalhos nos campos. Se se levar em conta essa possível racionalidade do trabalho nos campos de concentração, diz a autora, como entender que massas de trabalhadores utilizassem escassa e preciosa matéria-prima e construíssem dispendiosas fábricas para seu próprio extermínio? Ou então, considerando a necessidade de transporte, como pensar na prioridade concedida a prisioneiros judeus, ao invés de soldados alemães e armas de guerra necessárias às frentes de combate? Para completar o quadro, sabia-se que autoridades militares mostravam incompreensão diante das ordens secretas de eliminação dos operários judeus, necessários à manutenção da produção da indústria de guerra, que seriam substituídos por operários "arianos" sem a mesma qualificação profissional.

O irracionalismo racista antecede e orienta a política de trabalho para os prisioneiros do regime. O mercado "excedente" de mão de obra era principalmente capturado entre os trabalhadores estrangeiros obrigados a trabalhar na Alemanha. Em 1944, os trabalhadores estrangeiros chegariam a mais de cinco milhões, ganhando metade dos salários dos trabalhadores alemães. Graças a seu trabalho, Speer, ministro dos Armamentos, conseguiu elevar a produção ainda em 1944, já sob intensa ação destrutiva dos bombardeios aliados.

LENHARO, Alcir. Nazismo: o triunfo da vontade. São Paulo: Ática, 1986. p. 80-82.

a) De acordo com o texto de Alcir Lenharo, uma notável transformação aconteceu nos campos de concentração entre o início e o final da Segunda Guerra. Identifique essa transformação.

b) Por que Alcir Lenharo, no texto acima, defende que os campos de concentração nazistas eram guiados pela irracionalidade?




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