Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo



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Leituras

Boxe complementar:

Leia o texto a seguir, que trata do papel das mulheres operárias nas primeiras décadas do século XX no Brasil na luta por melhores condições de trabalho nas fábricas e por outros direitos.

Mulheres anarquistas em São Paulo

A condição de opressão da mulher em geral foi tema da imprensa anarquista por jornalistas, escritoras e educadoras que se destacaram pela atuação em defesa da causa feminina. No início do século XX, Ernestina Lesina, anarquista, dedicada à defesa das mulheres operárias, foi uma das fundadoras do jornal operário Anima Vita em São Paulo. Considerada uma brilhante oradora junto aos trabalhadores, defendeu a emancipação das mulheres e da classe operária. Participou da formação da Associação de Costureiras de Sacos, em 1906, lutando pela redução da jornada de trabalho e pela organização sindical. Este fato de as mulheres trabalhadoras terem tido um papel decisivo nas greves de 1901 a 1917, denunciando os maus-tratos e exploração das costureiras e têxteis, foi digno de registro. Outra mulher de destaque na luta dos trabalhadores foi Maria Lopes; operária paulista, juntamente com outras anarquistas, como Teresa Carini e Teresa Fabri, assinou, em 1906, um Manifesto às trabalhadoras de São Paulo, publicado no jornal anarquista A terra livre, incentivando as costureiras a denunciarem as condições degradantes de vida, as longas jornadas de trabalho e os baixos salários.

MINARDI, Inês M. Trajetória de luta: mulheres imigrantes italianas anarquistas. Disponível em: www.anpuhsp.org.br/sp/downloads/CD%20XIX/PDF/Autores%20e%20Artigos/Ines%20M.%20Minardi.pdf. Acesso em: 20 jan. 2016.

LEGENDA: Reprodução da capa de uma edição de 1906 do jornal anarquista A terra livre.

FONTE: Biblioteca Digital Unesp/Universidade Estadual Paulista "Joelio de Mesquita Filho"

Fim do complemento.

que diminuiu a importação de artigos manufaturados, aumentando a produção das indústrias brasileiras e os lucros de seus proprietários.

Nesse contexto de alta produtividade, ligas operárias e sindicatos estavam se reorganizando após um breve período de enfraquecimento das mobilizações. Desde o início de 1917, nas cidades e nos bairros onde se concentrava o maior número de fábricas e trabalhadores, eram comuns comícios e pequenas paralisações contra o aumento da contratação de menores de idade, jornadas noturnas e baixos salários numa época de elevado custo de vida.

A greve começou em junho daquele ano, no Cotonifício Crespi, localizado em um bairro industrial da cidade de São Paulo. Inicialmente, contou com 400 operários, mas logo se espalhou para outras indústrias têxteis da vizinhança. Trabalhadores de outros setores e outras categorias também aderiram ao movimento e a greve passou a atingir aproximadamente 9 500 trabalhadores somente nos bairros fabris da zona leste da cidade. O movimento não se restringia à paralisação da produção, incluía piquetes e interceptação de cargas que saíam ou chegavam das fábricas. Essas estratégias colocaram as forças públicas da cidade contra os trabalhadores.

Glossário:




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OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia
OBRAS%20PNLD%202018%20EM%20EPUB -> Manual do professor
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