Cláudio Vicentino Bruno Vicentino Olhares da História Brasil e mundo


A Guerra do Contestado (1912-1916)



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A Guerra do Contestado (1912-1916)

FONTE: Adaptado de: MACHADO, Paulo Pinheiro. Tragédia anunciada. Revista de História. Rio de Janeiro, 1º out. 2012. Disponível em: http://goo.gl/LbFLcF. Acesso em: 8 fev. 2016; VALENTINI, Delmir José. Atividades da Brazil Railway Company no sul do Brasil: a instalação da Lumber e a Guerra na região do Contestado: 1906-1916. 2009. Tese (Doutorado em História) - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - PUC-RS, p. 108. Disponível em: https://goo.gl/qBDkOq. Acesso em: 7 fev. 2016.

FONTE: Banco de imagens/Arquivo da editora

As obras duraram de 1906 a 1910 e chegaram a em - pregar entre 4 mil e 8 mil trabalhadores, muitos deles recrutados em outros estados. Ao final dos trabalhos, foram demitidos e abandonados pela empresa. Sem fonte de renda e sem moradia, os ex-trabalhadores engrossavam a população sem-terra da região.

Em 1911, uma subsidiária da mesma empresa adquiriu outra extensa área de floresta de araucária, com o objetivo de exportar a madeira ali existente. Investindo em máquinas modernas e em novos ramais ferroviários para ligar a região ao porto, no litoral de Santa Catarina, a Southern Brazil Lumber and Colonization Company transformou-se na maior e mais produtiva serraria da América do Sul, arruinando a vida de pequenos serradores, posseiros e indígenas existentes na região.

No dia a dia da população rural, a formação de comunidades religiosas deu origem à liderança de monges, ou padres não beatificados pela Igreja, que rezavam pelos doentes, benziam o gado, casavam e batizavam as pessoas, sem serem membros da hierarquia da Igreja católica. Desde o final do século XIX ganhou fama o monge João Maria, tido como enviado por Deus e com poder de cura aos doentes, que atuava pelo interior do sul do Brasil.

LEGENDA: Operações de extração de madeira pela Southern Brazil Lumber and Colonization Company, na região de Três Barras, hoje estado de Santa Catarina. Foto do início do século XX.

FONTE: Coleção Kenney P. Funderburke/Forest History Society



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Quando desapareceu, em 1908, sem deixar vestígios, seus seguidores passaram a acreditar que ele retornaria a qualquer momento, de forma gloriosa e salvadora. Essa crença sebastianista da população local intensificou o caráter místico de João Maria.

Por volta de 1912, as dificuldades sociais e econômicas provocadas pelos empreendimentos estrangeiros se intensificaram na região. Nesse contexto, surgiu na região outro monge que se apresentava como sucessor de João Maria. Aos poucos, os habitantes da região passaram a considerá-lo um líder. Ex-soldado, desertor do Exército, utilizou seus conhecimentos para organizar seus seguidores e instituiu um grupo especial para treinar militarmente os sertanejos. Esse grupo era encarregado de liderar as rezas e administrar os rituais de devoção a José Maria. Com o tempo, pessoas em busca de proteção, como antigos posseiros, agora expulsos de suas terras, ex-trabalhadores das ferrovias e até criminosos refugiados no sertão, se juntaram ao grupo.

José Maria e seus seguidores inicialmente se estabeleceram em Taquaruçu, município localizado na região da área contestada, na porção catarinense. Os sertanejos assentaram-se sob a tutela do coronel Henrique de Almeida, inimigo do coronel Francisco Albuquerque, a quem a região estava subordinada oficialmente. Essa situação acirrou a disputa entre as forças políticas locais. Albuquerque acionou as forças militares do estado para dispersar o grupo, que se deslocou para um lugarejo próximo, situado no estado do Paraná.

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