Ciencias (História das)


História e Filosofia da Ciência (colectânea de textos)



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História e Filosofia da Ciência (colectânea de textos)                    
                                                
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encontrar argumentos que, sob o ponto de vista dinâmico, refutassem a célebre 
demonstração dada por Newton sobre a existência do espaço e movimento absolutos e 
onde este fazia intervir a força centrífuga. E neste ponto encontrou  dificuldades 
insuperáveis, tão insuperáveis que a mecânica de  Newton se afirmou definitivamente. 
Todavia, convém sublinhar a percepção leibnitziana em reconhecer a dificuldade de 
identificar as forças no movimento de 1000 corpos, cujo estudo só pode ser feito à luz de 
uma outra formulação da mecânica (onde a conservação desempenha um papel 
fundamental). Mais, aquela invocação de razões para acreditar na lei geral da equivalência 
poder-se-á interpretar, à luz do que hoje se sabe, como a seguinte afirmação: todos os 
corpos de referência, qualquer que seja o seu estado de movimento, são equivalentes na 
descrição da natureza, isto é para a formulação das leis gerais da natureza. Leibnitz intuía o 
Princípio da Relatividade Generalizada.  
E, após a disputa, as ideias desenvolvidas por Leibnitz foram enviadas para o 
limbo filosófico, filósofos como Voltaire e matemáticos como Euler tomam claramente o 
partido das ideias Newtonianas, só Kant, nos seus primeiros escritos adoptou a teoria 
relacional do espaço e tempo para, mais tarde, por influência de Euler abandonar 
completamente esta teoria. 
No séc. XX Einstein constrói toda a Teoria da Relatividade Restrita assente em 
dois postulados:  as leis da física são equivalentes em todos os referenciais inerciais; a 
velocidade das ondas electromagnéticas no vazio é constante e independente do estado de 
movimento da fonte e do observador. Daqui se conclui duas incapacidades importantes: a 
primeira, a da observação do movimento em relação a um referencial privilegiado ou 
absoluto; a segunda, a incapacidade de determinar um tempo absoluto,  não possuindo este 
realidade física, só tendo sentido o tempo referido a cada referencial, isto é ao referencial 
próprio do sistema.  Fisicamente reemerge a velha teoria relacional de espaço-tempo de 
Leibnitz... 
15.
 (O Princípio da conservação) O problema da conservação da força e vigor, 
supõe-se a vis viva leibnitziana, em todo o universo é abordado na primeira carta de 
Leibnitz, ignorado na primeira réplica de Clarke, embora este se manifeste explicitamente 
contra a ideia de «
o mundo ser uma grande máquina, movendo-se sem a intervenção de Deus»
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, ou 
seja, um qualquer princípio da conservação tornaria supérfluo, desnecessário, essa 
intervenção, argumento que persiste na segunda réplica de Clarke. O princípio da 
conservação é suscitado em torno da discussão sobre a natureza e intervenção divina no 

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