Ciencias (História das)


História e Filosofia da Ciência (colectânea de textos)



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História e Filosofia da Ciência (colectânea de textos)                    
                                                
[196] 
 
2.3 A ESCOLA DE ALEXANDRIA  
1. (Introdução)
 Em 334 ac Alexandre Magno iniciou a expansão grega para 
Oriente, conquistando a Pérsia e chegando à Índia. Quando morreu em 323ac toda a 
região que é o próximo Oriente estava toda sob domínio grego. A consequência das suas 
campanhas foi o avanço da civilização grega pelo Oriente; o Egipto, a Mesopotâmia e 
uma parte da Índia foram helenizadas. Deste modo, a cultura grega, neste caso particular 
as ciências gregas, levada para novos ambientes culturais além de se afirmar, sofreu 
influências muito férteis dessas novas culturas. Talvez por isso,  após a expansão 
helenística  assiste-se ao período de apogeu da Matemática e Astronomia gregas que 
ocorreu no Egipto, uma das províncias do Império de Alexandre e que após a sua morte 
passa a ser governada por um dos seus generais. Na época o Egipto ocupava um lugar 
central no mundo mediterrânico, era ponto de passagem obrigatório entre o Oriente e o 
Ocidente. Alexandria, a nova capital egípcia, construída no litoral, rapidamente se 
constituiu como o centro intelectual e económico do mundo helenístico. 
As obras de construção da cidade que Alexandre dedicou á memória do seu nome 
iniciaram-se em 332 e duraram muito tempo. O lugar foi escolhido com um 
cuidado extremo: próxima do delta do Nilo, a cidade aproveitaria 
simultaneamente  os benefícios de estar junto da terra fértil e o facto de ser um 
entreposto comercial. Embora a estrutura sócio-política tradicional do Egipto 
antigo se tenha mantido, uma forma de assegurar a herança dessa civilização 
milenar, na cidade de Alexandria a população grega seria predominante, o que 
garantiu num contexto cosmopolita a dimensão cultural helénica. Não houve, 
portanto, uma helenização do país, mantendo-se como única excepção a cidade 
de Alexandria para a qual se atraíram  os intelectuais gregos da época, 
afirmando-a, deste modo, como a capital cultural do mundo helénico. 
Após a morte de Alexandre, o Egipto passará a ser governado por um dos seus generais 
Ptolomeu. Em  297 ac, um filósofo peripatético, Demétrio, que por razões 
políticas se refugiara em Alexandria, mercê das suas relações próximas do rei 
teve a ideia de fundar na cidade um Liceu mas de dimensões muito superiores. 
É daqui que nasce a célebre Biblioteca e o Museu (cujo significado deriva de 

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