Ciencias (História das)


História e Filosofia da Ciência (colectânea de textos)



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História e Filosofia da Ciência (colectânea de textos)                    
                                                
[194] 
 
Quanto aos corpos compostos, eles resultam de três operações: a síntese que 
é uma simples mistura; a mixis  e a krasis  que corresponde, aproximadamente, ao que 
hoje se designa por transformação química e solução. 
Para Aristóteles existe um quinto elemento o éter  que constitui o mundo 
celeste e cujas propriedades são a inalterabilidade e incorruptibilidade. 
6. (o movimento)
  O movimento exprime a coexistência simultânea da 
potência e do acto. A física aristotélica deriva de três princípios: a matéria, a forma e a 
privação. A matéria é uma simples potência; a forma é o que existe em acto; a privação 
é o que não existe. O termo  kinesis (movimento) significa: 
1º- alteração da substância 
2º alteração da grandeza do corpo (dilatação ou contracção) 
3º Alteração da qualidade 
4º Alteração do lugar e produz-se por translação. 
Tudo isto se passa no mundo sublunar, no mundo celeste só existe um 
elemento, o éter, incorruptível, e onde só existe o movimento circular, o único que é 
compatível com um Universo finito. O movimento em linha recta só é possível no 
mundo sublunar. As alterações de lugar são de dois tipos: as naturais  (queda de um 
corpo, o corpo dirige-se para o seu lugar natural, aquele a que pertence); e violentos ( o 
corpo afasta-se do lugar a que pertence). Todo o movimento implica um motor. Num 
movimento há que ter em conta dois aspectos: a acção do motor, à qual o corpo está 
submetido, e, por outro lado a resistência do meio atravessado pelo corpo. É esta 
resistência que trava o movimento, perdendo esta velocidade, e no momento em que 
equilibra a força motora o corpo pára. Para Aristóteles há uma relação entre a 
velocidade e a Resistência (variarão na razão inversa). Desta relação se conclui que para 
uma resistência nula deverá haver uma velocidade infinita, o que não é possível, logo a 
resistência nunca poderá ser nula, donde se conclui que não pode existir o vazio
Evidentemente que a não existência de vazio vai implicar a negação de um modelo 
atomista para a constituição da matéria. 



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