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parte realizáveis, elas terminaram por configurar historicamente um tipo de ser



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parte realizáveis, elas terminaram por configurar historicamente um tipo de ser
humano bastante angustiado, em cuja vida quase todos os rituais que antes se
praticavam de maneira pública, coletiva e ostensiva (sacrifícios, orações, confis-
sões, expiações, comunhões, celebrações) foram como que silenciados, termi-
nando interiorizados em cada indivíduo singular, que passou a encenar dentro de
si os dramas que antigamente projetava para o exterior de si.
Este modo de ser representa no mínimo uma parte muito atuante da sensi-
bilidade de cada um de nós: a sensibilidade de alguém separado de si, pela vivis-
secção que é obrigado a se auto-aplicar, distinguindo em si mesmo espírito e
matéria, corpo e alma, eu e meu corpo; a sensibilidade de um ser humano distan-
ciado dos outros corpos, em virtude da progressiva preponderância de uma orga-
nização social de inspiração individualista sobre outra mais holista ou comunitá-
ria, mais freqüente na experiência da humanidade; sobretudo, enfim, a sensibili-
dade de um corpo, individual, limpo, subjetivado, objetivado e objetificante –
corpo de alguém cirurgicamente afastado do cosmos, de alguém em cuja carne
não se pode sentir a carne do mundo. É importante termos em mente que o
processo de individualização, a que devemos o primordial do que somos, existe
no âmbito de uma fortíssima tendência histórica à fragmentação de tudo. Desta
tendência, o processo de formação da individualidade não constitui senão um
capítulo. Depois, o próprio indivíduo será fragmentado.
Na outra vertente, como eu ia dizendo páginas atrás, existem perspectivas
corporais diferentes, que os antropólogos conhecem muito bem, por decorrência
de suas experiências com sociedades não-ocidentais. Nesta vertente não se dife-
rencia dualisticamente o homem de seu corpo, nem se separa este último da pes-
soa. Os antropólogos reconhecem sem dificuldade essas maneiras de existir, tão
fartas no cotidiano etnográfico, em que corpo e cosmos são assumidamente da
mesma substância. Todavia, vale a pena observar que ser antropólogo não é de
modo algum uma pré-condição deste reconhecimento.
Este segundo corpo, que na verdade é existencial e historicamente primei-
ro, pode estar em cada um. Na dança, no esporte lúdico, na embriaguez do transe,
nas vibrações dos êxtases... Mesmo furtivamente, cada um de nós pode ter tido a


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chance de conhecê-lo, ainda que na solidão da intimidade com o outro, naque-
las raras circunstâncias em que a teatralização artificial e cheia de maneirismos
de nosso cotidiano deixou de ter sentido e em que as emoções destemperadas,
as impudicícias, as confissões do mais indecoroso, apaixonado e desregrado
erotismo puderam emergir e inundar o nosso ser, fazendo de nós ‘des-possui-
dores’ de nós mesmos: ímpetos tão intensos de vida, que são quase um equi-
valente da morte (Bataille, 1957).
Para esta outra perspectiva corporal, trata-se basicamente de ‘ser’ um cor-
po. Não existe para ela qualquer solução de continuidade entre o ente humano e o
corpo. Não há qualquer pergunta a si mesmo sobre sua existência. Há identidade
de substância entre a carne do homem e a carne do mundo. Vidas independentes
das corporalidades pulsantes em que elas se realizam simplesmente são inexistentes,
incogitáveis para esta perspectiva corporal e sua sensibilidade. O corpo, neste
caso, remete sempre a si e aos outros corpos ao mesmo tempo, sendo essencial-
mente no plural. Não é de modo algum isolável daquele a quem atribui um rosto e
de quem é o único indício de existência. Também não é separável daqueles com
quem coexiste. Característico de ambientes sociais comunitários, este corpo não tem
funções delimitadoras. Não é propriedade privada. Não é eminentemente uma
marca de identidade social. Não é máscara. Não é indicador de um personagem.
É a própria realidade da pessoa.
Menos que signo de um indivíduo, ou marca de sua diferença e distinção,
esse corpo é exatamente onde o homem transborda de si, onde recusa a inércia e
os confortos que o tornam passivo e dócil. Esse corpo é, de maneira aparente-
mente paradoxal, onde ele se funde, se dissolve e se constitui. O ser humano deste
corpo não configura um mundo interior, fechado, no qual deva penetrar para se
encontrar a si mesmo ou, antes, para se descobrir. O ser humano deste corpo é
extrovertido. Ele é muito mais superfície que profundidade. Especialmente, é o
lugar em que estas se revertem reciprocamente. Sua consciência (de si ou qual-
quer outra) está sempre ancorada no exterior. Nele, a consciência de si “é a apre-
ensão de um ele, não ainda de um eu”, para retomar a bela fórmula referida por
Jean-Pierre Vernant (1988:38-9).
Voltemos à magia. Este modo de existência corporal tem a ver com o fas-
cínio que, por toda parte, os homens têm por romper os limites, pelo além, pelas
viagens, pela transgressão das fronteiras, pela ida ao desconhecido, pelos transes,
pela morte, pelo convívio extático com os deuses… Sabemos que todos os que
vão ‘lá’ retornam acrescidos de um prestígio especial, com poderes perigosos ou
benfazejos, conforme o caso, mas raramente neutros. Depois desta viagem, fi-
cam como que ungidos e enriquecidos por um outro poder – o que os glorifica e
os autoriza a serem chefes, xamãs, algo ou alguém particularmente respeitado por
si e pelos outros. E isto por terem saído de si, por terem transbordado, por terem
conhecido ou tocado o desconhecido, por os deuses estarem neles, ou entre eles.


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Este outro corpo é isto: nele, o trágico nunca fenece; busca decididamente
o que o põe em perigo. Os contra-poderes e as ameaças são absorvidos por ele
como positivos, para que, usando-os como alimento, continue incessantemente a
se renovar. Não admite maniqueísmos. Não comete os pecados filosóficos de
imaginar que o mal seja extirpável e que a felicidade esteja alhures. Reconhece que
as melhores coisas da vida (sobretudo a própria) contêm inexoravelmente um
risco de morte. Corpo fluido, que se desfaz ao mesmo tempo em que a vida o
constitui. E que se constitui ao mesmo tempo em que a vida o desfaz.
Tal corpo não vive. Convive.


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