Canal do panamá. indd


– Regiões, portos de saída e porte das embarcações



Baixar 4.75 Kb.
Pdf preview
Página28/35
Encontro24.05.2021
Tamanho4.75 Kb.
1   ...   24   25   26   27   28   29   30   31   ...   35

participação de 26%.
5.1.2 – Regiões, portos de saída e porte das embarcações
É possível identificar, a partir da figura 24, por onde são movimentados os 
principais produtos brasileiros exportados. O minério de ferro é predominantemente 
escoado pela região Sudeste (66,9%), com destaque para o Terminal de Uso 
Privativo (TUP) CVRD Tubarão, que concentra aproximadamente 48% do total 
exportado pela região Sudeste. Destacam-se também o TUP MBR e o TUP Ponta 
de Ubu, que juntos correspondem a 28% das exportações de minério de ferro 
originados da região. A região nordeste é a segunda maior nas exportações do 
produto, contabilizando 31,4% de todo minério exportado pelo Brasil em 2011. 


91
CANAL DO PANAMá: EFEITOS DA ExPANSãO NOS PORTOS DO BRASIL
CAPíTULO 5 - A NAVEGAÇãO DE LONGO CURSO
E A INFLUÊNCIA DO CANAL DO PANAMá NO COMÉRCIO ExTERIOR BRASILEIRO
O destaque aqui é o TUP Ponta da Madeira, que sozinho exporta praticamente 
todo o minério das regiões Norte e Nordeste.
Com relação à soja, verifica-se que as exportações estão concentradas 
nas regiões Sul (48,5%) e Sudeste (34,6%). O porto de Santos destaca-se como 
o maior volume de saída do Sudeste, com cerca de 80% do total exportado da 
região. Já os portos de Paranaguá (com 43,3% das exportações da região), 
São Francisco do Sul (com 23,2%) e Rio Grande (com 19,7%) são os principais 
portos exportadores de soja da região Sul. No Nordeste, que exporta 11,7% da 
soja brasileira, o destaque é o Porto de Itaqui, que sozinho escoa 60,5% das 
exportações da região.
Quanto ao farelo de soja, é possível constatar que 62,8% das exportações 
saem pela região Sul, com destaque para o porto de Paranaguá que movimenta 
56,6% do total exportado da região. TUP Bianchini e TUP Ceval, também 
movimentam quantidades significativas de farelo de soja para exportações com 
origem na região. Já a região Sudeste movimenta 25,6% das exportações nacionais 
de farelo de soja. O porto de Santos e o TUP CVRD Tubarão são responsáveis por 
toda a exportação desse produto na região.
A região Sudeste representa 57,3% das exportações de milho, com 
destaque novamente para o porto de Santos que movimenta 86,5% de toda 
exportação da região. A seguir vem a região Sul com 34% das exportações 
brasileiras de milho tendo como principal representante o porto de Paranaguá, 
com 82,5% das exportações e a região Norte, com 8,3% (destaque para o TUP 
Hermasa Graneleiro, em Itacoatiara-AM, com mais de 70% de movimentação 
da região).
Já para o açúcar, a região mais exportadora é a Sudeste (66,9%), com 
Santos exportando praticamente toda produção da região. A seguir vem a região 
Sul (destaque para o porto de Paranaguá, com mais de 97% da movimentação) 
e a região Nordeste (com o porto de Maceió movimentando mais de 70% das 
exportações de açúcar).


92
FERNANDO ANTONIO CORREIA SERRA / JOSE GONÇALVES MOREIRA NETO / MICHEL BITTENCOURT WEBER
CAPíTULO 5 - A NAVEGAÇãO DE LONGO CURSO
E A INFLUÊNCIA DO CANAL DO PANAMá NO COMÉRCIO ExTERIOR BRASILEIRO
Outro fator relevante a ser destacado é o porte das embarcações 
utilizadas no transporte de cargas destinadas aos mercados externos. A tabela 9, 
abaixo, apresenta o porte médio das embarcações empregadas nas exportações 
destinadas ao extremo oriente – China, Coréia do Sul e Japão - de acordo com 
o produto, em algumas instalações portuárias. 
Minério de Ferro
Soja
Milho
Açúcar
Farelo de Soja
100,0%
90,0%
80,0%
70,0%
60,0%
50,0%
40,0%
30,0%
20,0%
10,0%
0,0%
Sul
Sudeste
Nordeste
Norte
66,9%
48,5%
34,0%
21,0%
62,8%
25,6%
7,6%
4,0%
66,9%
12,1%
0,0%
57,3%
0,4%
8,3%
34,6%
11,7%
5,2%
31,4%
1,7%
Figura 24 – Regiões brasileiras de origem das Exportações Brasileiras por produto – Brasil – 2011.


93
CANAL DO PANAMá: EFEITOS DA ExPANSãO NOS PORTOS DO BRASIL
CAPíTULO 5 - A NAVEGAÇãO DE LONGO CURSO
E A INFLUÊNCIA DO CANAL DO PANAMá NO COMÉRCIO ExTERIOR BRASILEIRO
Tabela 9 – Porte médio das embarcações utilizadas nas exportações brasileiras com
destino ao extremo oriente por produto e instalação portuária – Brasil – 2011 (em TPB).
Produto
Instalação Portuária
Itaqui
Santos
Paranaguá
TUP Ponta da Madeira
Soja
80.763
76.434
70.955
-
Milho 
-
63.363
60.138
-
Açúcar
-
54.948
31.605
-
Farelo de soja
-
58.462
72.359
-
Minério de ferro
-
-
-
218.317
Fonte: SDP/ANTAQ e www.equasis.org.
Observa-se que, via de regra, são utilizados navios do tipo 
handymax 
ou 
panamax para o transporte de gêneros alimentícios. Essas embarcações têm 
capacidade máxima aproximada de 79.000 TPB. Como o canal do Panamá, após 
a expansão, possibilitará o transpasse de graneleiros com até 130.000 TPB, isso 
sugere haver espaço para a utilização de embarcações maiores no transporte 
desses produtos, caso haja atratividade econômica que justifique a mudança 
de porte. Esse fato aliado à redução das distâncias entre o mercado brasileiro, 
a partir das regiões Norte e Nordeste, e os mercados do extremo oriente podem 
se tornar incentivos suficientes para incrementar o escoamento desses produtos 
por essas regiões.
No que tange ao transporte de minério de ferro, como as quantidades 
transportadas, de forma geral, são bem maiores, as embarcações utilizadas 
são em geral do tipo 
capesize, com capacidade superior a 120.000 TPB e cujas 
dimensões somente permitem o transporte via Cabo da Boa Esperança. Hoje, 
os navios da Vale conseguem atingir até 400 mil toneladas de carga, superando 
em muito a capacidade esperada para a travessia do Canal do Panamá. Resta 
apenas a observação de que estes tipos de navios serão considerados como 
padrão para o transporte de minério de ferro, o que determinaria o uso da rota 
que contorna o Sul da África (Cabo da Boa Esperança) como base para o 
atingimento dos portos asiáticos. Os 
valemax, mesmo com as restrições inerentes 
às suas dimensões na maioria dos portos, poderão ainda assim operar com o 
uso de serviços 
feeders próximos aos destinos finais do produto, inclusive com 
transbordo direto entre embarcações.


94
FERNANDO ANTONIO CORREIA SERRA / JOSE GONÇALVES MOREIRA NETO / MICHEL BITTENCOURT WEBER
CAPíTULO 5 - A NAVEGAÇãO DE LONGO CURSO
E A INFLUÊNCIA DO CANAL DO PANAMá NO COMÉRCIO ExTERIOR BRASILEIRO
Figura 25 – Transbordo marítimo de valemax para feeder.


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   24   25   26   27   28   29   30   31   ...   35


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal