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INTRODUÇÃO
O futebol é o esporte mais praticado em todo o mundo. Por sua vasta e gloriosa história, esta modalidade chama atenção de incontáveis pessoas, seja para praticá-lo profissionalmente ou por lazer, seja para acompanhar como um especialista, analista, apaixonado ou "simplesmente" como torcedor. De acordo com Luccas “o futebol é, enfim, um universo extremamente amplo e complexo de relações sociais” (1998, p.14). Há uma máxima que afirma "o palhaço só faz graça se tiver plateia". É possível pegar emprestado tal verdade e aplicarmos em uma partida de futebol. O próprio esporte já é um show, por sua vez, a torcida é um espetáculo à parte. Várias e variadas torcidas existem com um único objetivo: torcer pelo seu time, independente do jeito, de como e da maneira, o alvo é torcer. Por isso aqui no Brasil o futebol é uma identidade nacional (CARNEIRO, SANTOS, 2008).

Tratando-se deste assunto, diversas áreas de pesquisa contribuem com seus respectivos saberes e conhecimentos abrangendo e tornando um campo fértil o mundo do futebol (GASTALDO, 2005). A Psicologia, por sua vez, embarca nessa onda e compartilha olhares psicanalíticos que abordam o tema de descarga de energias (MORAES, MORAES, 2012), pulsões (ANDRADE, 2008), impulsos (VILHENA, MAIA, 2002), entre outros assuntos que se encaixam na realidade de torcer durante um jogo. A relação entre torcedores de times iguais ou não também aparecem, pois há reações às provocações (GASTALDO, 2005) ou, até mesmo, o início delas. Um fator importante também é a intensidade da partida e como ela reflete no torcedor. O clubismo pesa nesses momentos, aliás, a partida nem sempre começa na data marcada (JAHNECKA, RIGO, SILVA, 2013) justamente pela intensidade.

Ligando estes e outros fatores, esta pesquisa apresenta o olhar da Psicologia Positiva buscando ver o torcedor por um prisma que enalteça seu objetivo de torcer por seu time. A Psicologia Positiva visa destacar aspectos positivos dos seres humanos (CAMALIONTE, BOCCALANDRO, 2017), bem como os estados afetivos que podem ser encontrados numa partida de futebol no meio da festa, vibrações, cantos e gritos dos torcedores de qualquer tipo.

O torcedor se comporta durante uma partida de acordo com a situação do próprio jogo. A expectativa previamente elaborada, ora é confirmada, ora coloca-se em risco pelo fato do jogo estar acontecendo. Da arquibancada, de casa, do bar ou de qualquer outro lugar que esteja assistindo o jogo, haverá frustrações e alegrias ao expectador (MORAES, MORAES, 2012) e estes comportamentos serão analisados durante a pesquisa.

Como base histórica para tratar desse assunto, relatos de pessoas que acompanham o esporte serão analisados e discutidos nesta pesquisa.

Gastaldo (2005), defende que o torcer do indivíduo transcende as arquibancadas e reflete em todo e qualquer tipo de interação, seja social, familiar, profissional, entre outros, ganhando o nome de “sociabilidade descomprometida”, alcançando a honra de ser noticiário em telejornais e diversos meios de comunicação.

Por esta interação, é possível analisar os possíveis comportamentos de bem-estar que podem emergir dos torcedores diante das competições que acompanham e fazer a relação entre tais comportamentos e o bem-estar subjetivo, sendo estes intrínsecos ao futebol, pois conforme Moraes e Moraes (2012, p. 148), “o torcedor pode ser considerado como uma parte essencial desse esporte”. Além disso, existem várias formas de envolvimento, ou seja, a maneira particular de se torcer (JAHNECKA, RIGO e SILVA. 2013, p. 206) que pode ser observada.




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