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HOMOSSEXUALIDADE NO BRASIL



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2 HOMOSSEXUALIDADE NO BRASIL
Desde o início da colonização, os sodomitas europeus encontraram no Brasil a possibilidade da prática do homoerotismo de maneira menos opressora, tendo em vista a extensão do território brasileiro, a nudez dos aborígenes e a maior liberdade sexual dos nativos, propiciando a propagação da homossexualidade em solo brasílico.

Segundo Mott (1994), entre os aborígenes do Brasil haviam evidências de que as relações homossexuais faziam parte das alternativas eróticas socialmente aceitáveis antes da chegada dos portugueses.

Cediço, que a escravidão constituiu um esquema carcerário predominantemente masculino, com ausência total de mulheres ou desequilíbrio entre os sexos, propiciando relações poligâmicas poliândricas informais esporádicas – quando possíveis – e relações homossexuais entre os próprios escravos, como ocorria em diversas propriedades rurais do século XVII. Contudo, insta salientar, que as relações homossexuais praticadas em tal período não se restringiam somente aos escravos cativos, mas também eram praticadas de maneira inter-racial e regidas pela dominação senhorial, na qual os “homens brancos” da época – escravocratas, aristocratas, senhores de engenhos, feitores, licenciados e intelectuais –, usavam sua posição hierárquica para manter relações com os negros aprisionados, relações estas, marcadas pelo abuso de poder e pelas mais diversas formas de violência, principalmente a violência sexual. (VAINFAS, 1986).

Com o final da Inquisição Portuguesa e a extinção dos Tribunais do Santo Ofício em 1821 no Brasil, com a Independência de 1822 e pela abolição da escravatura promulgada pela Lei Áurea em maio de 1888, impulsionados pelo Código Napoleônico, a sodomia passa a ser descriminalizada, deixando de constar nos Códigos Penais da época. (MOTT, 1994).

O ingresso do Brasil na República em 1889 trouxe consigo resquícios da sociedade imperial, entre elas, a organização familiar patriarcal, a hegemonia política da elite, detentores das riquezas e dos conhecimentos acadêmico-científicos da época e a passividade das camadas populares da sociedade. (MOREIRA, 2012).

Segundo Prata (2008), os primeiros movimentos homossexuais que se tem relato, datam do final da década de 70, e a partir da década de 1980, diversos grupos ativistas foram organizados em todo o país, fulcrados nos ideais dos grupos formados anteriormente.

Entretanto, a década de 80 não foi marcada somente por avanços em relação aos direitos homossexuais, mas também por retrocessos, tendo em vista o advento do “câncer gay”, a AIDS.

Carneiro (2015, p. 13), destaca:


[...] Neste ano, espalhou-se por todo país a notícia de uma doença que matava, sobretudo, os gays. A chegada do HIV/AIDS no Brasil, desde 1982, e o grande número de vítimas homossexuais sinalizou mais uma vez para a sinonímia entre homossexualidade e doença.
A associação entre homossexuais e HIV/AIDS, perdurou durante muitos anos, possibilitando a desconstrução de muitos avanços conquistados por esta minoria perante a sociedade civil. O aparecimento da AIDS em outros grupos/populações permitiu o arrefecimento de tal preconceito, segundo Zanatta, (1997, p. 213) “O pânico e o preconceito começaram a perder impulso quando outros grupos sociais foram atingidos. Nos primeiros meses de 1985 foram conhecidos casos de AIDS em crianças e idosos, nos Estados Unidos”.

Estas manifestações civis em favor dos direitos dos homossexuais permitiram ao longo dos anos pelo desmantelamento do estereótipo do indivíduo homossexual construído no decorrer dos séculos, arraigado na maior parte da população civil conservadora.

Leal (2013, p. 122), afirma que: “pensar na homossexualidade no século XXI passa pelo entendimento da mudança de cenário ocorrida com o advento da web”. Partindo deste pressuposto, pode-se compreender que as novas tecnologias de informação e comunicação desenvolvidas neste século, determinaram uma nova perspectiva aos homossexuais, bem diferente do panorama imposto no século passado.




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