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HISTÓRIA DA (HOMO) SEXUALIDADE



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1 HISTÓRIA DA (HOMO) SEXUALIDADE

A sexualidade, dentro da história da humanidade, sempre foi marcada por intensas mudanças, influenciada por fatores culturais, econômicos, políticos e religiosos. Dessarte é necessário compreender a sexualidade em sua integralidade, por meio de sua historiografia.

No que tange a questão da homossexualidade, não é possível determinar sua origem, sendo este comportamento tão antigo quanto à própria história da humanidade, pois, “o homoerotismo é tão antigo e tem origem plurirracial como nossa própria nacionalidade”. (VAINFAS, 1986, p. 21).

Uma das primeiras referências acerca da homossexualidade das quais se tem registro, datam de 12.000 A.C., na Era Paleolítica, onde algumas pinturas de caverna, objetos fálicos e artefatos homoeróticos, tais como dildos duplos, foram encontrados na caverna de Gorge D’Enfer, em Dordonha, na França.

O maior acervo existente acerca da homossexualidade registrado na história é advindo das civilizações greco-romanas, onde tal prática era exaltada e aceita, respectivamente. (FOUCAULT, 1998).

Entre os anos 45 a.C e 140 d. C, como livro base do Cristianismo, a Bíblia vai tratar as práticas homossexuais como abominação, passíveis de pena capital, especialmente nos livros constituintes do Pentateuco, no Antigo Testamento, (Lv 18:22 e 20:13). Sobre o tema, Montalvão (2009, p.133) afirma:


Quando percebemos Levítico 18:22 e 20:13 em uma perspectiva não idólatra, temos os versículos relacionados à organização do universo, [...] como o princípio das leis de Deuteronômio e Levítico com respeito às suas proibições da homossexualidade, em que todos os seres humanos podem ser apenas “homens ou mulheres”, nunca as duas coisas ao mesmo tempo, percebendo que a homossexualidade é estigmatizada e declarada como abominação; é uma ofensa capital. Abolir a distinção do significado sexual é subverter a ordem do mundo, e subverter a antítese de homem e mulher é desafiar Deus.
A partir do século XII, os praticantes da sodomia, cópula anal ou coito oral passaram a ser personalizados e estigmatizados, reforçados por rigorosas leis e códigos civis, estabelecendo punições como mutilação do pênis, a castração e a morte na fogueira para os homens praticantes de tais atos, contrários à natureza, servindo como supedâneo para a construção de diversos códigos ocidentais dos séculos posteriores. (VAINFAS, 1986).

Em meados do século XIX, a homossexualidade não é mais tratada como “contrária à natureza” (FILHO, 2009), contudo, com o advento da medicina, da psiquiatria, do higienismo e da psicanálise, a homossexualidade passa a ser analisada em suas causas e investigada sob o viés patológico, ou seja, a homossexualidade passa a ser patologizada e precisa ser controlada.

Desde então, a homossexualidade e os indivíduos homossexuais começaram a ganhar espaço, notoriedade e respeito em meio as mais diversas camadas da sociedade. Contudo, resta utópica a tentativa de disseminar uma sociedade igualitária, inclusive acerca de direitos civis da população homossexual, ainda fortemente influenciada pelo Cristianismo ocidental e pela heteronormatividade vigente.

Resta, portanto, indelével e inconcusso o histórico da homossexualidade marcado por repressões e perseguições, subjugadas por um conceito etnocêntrico hegemônico de que a sexualidade refere-se unicamente ao binômio homem-mulher com vistas ao biológico, segregando todos os sujeitos que por ventura exerçam uma sexualidade diferente da heterossexista, permitindo o exercício de um etnocentrismo cordial perante o sujeito homossexual.





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