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QUESTÃO 08 – Existe algo que não foi perguntado, mas que você queira relatar?

Sim o preconceito das pessoas, sei que é difícil aceitar”.

Não, respondi tudo”

Não”

A análise pormenorizada das respostas obtidas demonstra que os pais participantes da pesquisa apresentam em graus maiores ou menores a vivência dos estágios do luto.

A resposta da MÃE 01 na questão 02 evidencia os sentimentos de negação vividos por ela quando da descoberta da homossexualidade de seu filho: “Quando ele me contou eu chorei muito, imaginava onde eu tinha errado, mãe é mãe e percebe, mas no fundo eu não queria enxergar a real, mas acima de tudo ele é meu filho e nunca vou abandoná-lo ainda estou lidando com este processo, como moro fora de (nome da cidade) na primeira semana que fiquei sabendo foi barra, estou aceitando”. Porém, importante frisar que este sentimento de negação não é vivido unicamente pelos pais, mas também por outros membros da família, como relatado pela MÃE 02 na mesma questão: “[...] Perguntei para a irmã e ela se esquivou”.

Em alguns outros momentos este sentimento de negação também emergiu diante dos discursos, como a MÃE 01 na questão 06 ao afirmar: “[...] às vezes ainda fico com receio de conversar com ele sobre istoe; na reação “não falar com o filho”, apontada pela MÃE 02 ao deparar-se com a homossexualidade de seu filho.

Para essas mães, não falar com os filhos ou não falar sobre a homossexualidade dos filhos é negar a ocorrência dos fatos, é fingir que a orientação sexual de seus filhos não existe.

Importante frisar, que não foram encontradas características dos estágios Raiva e Depressão, corroborando a premissa de que a ocorrência de tais fases e sentimentos variam de acordo com as peculiaridades de cada família e de cada sujeito, não havendo necessariamente a imprescindibilidade de alguma etapa para caracterizar a ocorrência do processo de luto, podendo inclusive suceder de maneiras parciais.

Cediço, que dentro do público alvo da pesquisa, os pais nestes estágios – Raiva e Depressão – seriam o grupo de mais difícil acesso, tendo em vista sua resistência e seus conflitos ainda mal resolvidos, pois, para que os pais possam verbalizar sobre a temática, requer que os mesmos tenham um mínimo de sugestionabilidade à aceitação. Por ser um grupo composto por pais que ainda não aceitam a homossexualidade dos filhos, possivelmente não aceitariam participar da pesquisa.

Sendo assim, pode-se concluir que a pesquisa comprovou a hipótese fomentada inicialmente, de que os pais de sujeitos homossexuais vivenciam os mesmos processos de luto concreto descritos por Kübler-Ross (1985), apresentando principalmente os estágios de negação, barganha e aceitação. Os demais sentimentos vividos pelos pais estão em total consonância com os conceitos literários utilizados, não havendo, uniformidade em todas as informações e interpretações em razão dos motivos citados alhures.

Importante consignar as dificuldades encontradas durante a realização da pesquisa, em especial para recrutamento do público alvo, o que impediu uma análise mais complexa e integral da hipótese aludida, prejudicando a coleta de dados e sua comparação com os dados literários, tais como o município de realização da pesquisa e seus costumes tradicionalistas; do receio dos participantes em serem expostos; a fragilidade da Técnica Snowball na coleta do público alvo da pesquisa; dos comportamentos homofóbicos ocorridos que dificultaram a divulgação e o recrutamento do público alvo; da necessidade de falar sobre o tema homossexualidade por sujeitos não enquadráveis nos critérios de seleção; e, a relação estabelecida entre pais e filhos, dificultando o acesso aos pais por intermédio dos filhos.




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