Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano



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Sabendo um pouco mais

A crise ficou bem caracterizada com a quebra (crack) da Bolsa de Valores de Nova York, em outubro de 1929.

A seguir, é apresentado um texto que analisa de uma forma mais detalhada esse acontecimento.

A quebra da Bolsa de Nova York

A crise econômica mundial explodiu com o colapso da Bolsa de Valores de Nova York em 1929. Uma especulação desenfreada tinha levado os valores das ações a alturas fantásticas. Quando a confiança se abalou ligeiramente, seguiu-se a venda igualmente desenfreada dos títulos, que cresceu como uma bola de neve, ocasionando o colapso espetacular do mercado. No espaço de um mês, o seu valor caiu em 40%, e em 1932 já haviam falido 5 000 bancos americanos. Devido ao fato de os americanos terem recolhido seus investimentos no exterior, passando a importar menos, o colapso atingiu rapidamente outros países. Em toda parte, a produção diminuiu, o comércio retraiu-se e o desemprego aumentou. Em 1931, faliu o principal banco vienense, o Kredit-Anstalt, precipitando a crise financeira na Europa. O comércio mundial reduziu-se a um terço de seu volume normal, entre 1929 e 1932, enquanto aumentavam os índices de desemprego.

THOMSON, David. Pequena história do mundo contemporâneo. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1976. p. 104.

Em pouco tempo, a crise atingiu vários países. Calcula-se, por exemplo, que em 1933, na Alemanha, mais de 50% da população na faixa etária entre 15 e 30 anos estava desempregada. A produção industrial havia caído mais de 40%.

Para sair da crise, medidas vigorosas tiveram de ser tomadas pelo governo norte-americano. A partir de 1933, com a posse do presidente Franklin Delano Roosevelt, que em sua campanha prometera profundas mudanças na ordem capitalista norte-americana, teve início a recuperação da economia do país.

O governo de Franklin Delano Roosevelt colocou em prática um programa de reformas econômicas e sociais que ficou conhecido como New Deal, ou “novo acordo”. O novo plano, que tinha como base teórica o pensamento do economista John Maynard Keynes, enfatizava a necessidade de o Estado intervir na economia, apontar novos caminhos e impor medidas que pudessem corrigir os “rumos” da ordem capitalista.


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O “novo acordo” era composto por um conjunto de medidas que objetivavam a reconstrução da economia capitalista durante a década de 1930. Destacam-se como as mais importantes medidas tomadas pelo governo norte-americano:

• a concessão de empréstimos governamentais aos fazendeiros arruinados;

• a criação de um banco cujos depósitos seriam garantidos pelo governo;

• a fixação de salários mínimos e a limitação da jornada de trabalho no setor industrial;

• a legalização dos sindicatos e o incentivo para seu fortalecimento, a fim de que fossem conseguidas melhores condições de trabalho;

• lançamento de um grande programa de obras públicas para absorver os desempregados;

• a criação do salário-desemprego, objetivando recuperar a confiança do povo no sistema e a capacidade de compra dos desempregados;

• a ampliação do sistema de previdência social.

Professor, para explicar a relação entre a crise e a especulação financeira, é necessário diferenciar a economia de mercado financeiro. A economia somos nós, gastando em produtos, por exemplo. O mercado financeiro vive de números e projeções. A especulação gira em torno dos investimentos do governo, de mercados estrangeiros, da política etc.

O período entreguerras foi, portanto, assinalado por uma grande crise do capitalismo em escala global. Apenas a União Soviética, isolada desde 1922 pela chamada política de “cordão sanitário”, não foi abalada pela crise.

Na Europa ocidental, a presença das ideias socialistas era muito forte e, somada à crise do capitalismo do pós-guerra, fez diversos partidos comunistas já constituídos ganharem a simpatia e o apoio de muitas pessoas.

Logicamente, essa situação preocupava muito, principalmente os industriais, os banqueiros e os grandes proprietários rurais, cada vez mais apreensivos com o chamado “perigo vermelho”.

O clima de insegurança e o aparente fracasso do capitalismo liberal, que se mostrava incapaz de resolver os problemas básicos de milhões de pessoas, abriram espaço para o aparecimento de regimes ditatoriais, comandados por líderes que nutriam um profundo desprezo pelos valores democráticos e liberais.

Foi neste contexto que emergiram os regimes fascistas, cujos modelos clássicos foram implantados na Itália, a partir de 1922, por Benito Mussolini; e na Alemanha, a partir de 1933, sendo que neste país a experiência fascista ficou conhecida pela expressão nazismo, em uma referência ao Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (nacional-socialismo, em alemão,nationalsozialismus), fundado após a guerra e cuja principal liderança era Adolf Hitler.

As ideias mais importantes por eles defendidas eram o totalitarismo, o nacionalismo extremado, o militarismo, o unipartidarismo, a rejeição à democracia e a crença na infalibilidade do líder. Às ideias do fascismo italiano, o nazismo acrescentou a tese da superioridade da “raça ariana” (arianismo), da qual os alemães seriam os representantes mais puros. Os teóricos do racismo alemão afirmavam que os arianos eram os europeus de raça supostamente pura, descendentes dos árias da Antiguidade.
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Esses líderes se consideravam “infalíveis” e possuidores de uma “visão superior” que lhes possibilitaria recuperar a economia e o orgulho nacional. Eles eram os ditadores fascistas.



O termo fascismo designa, de modo geral, os regimes totalitários que se organizaram no período entreguerras.


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