Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano


A vida nas trincheiras na visão de um escritor alemão



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A vida nas trincheiras na visão de um escritor alemão

Tornamo-nos animais selvagens. Não combatemos, nos defendemos da destruição. Sabemos que não lançamos as granadas contra homens, mas contra a morte, que nos persegue com mãos e capacetes. Corremos agachados como gatos, submersos por essa onda que nos arrasta, que nos torna cruéis, bandidos, assassinos, até demônios. Se seu próprio pai viesse com os do outro lado, você não hesitaria em lhe atirar uma granada em pleno peito.

REMARQUE, E. M. Nada de novo no front. São Paulo: Edibolso, 1977. p. 92.
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Professor, nesse momento é possível retomar a questão da “cultura da paz” e sugerir aos estudantes que conversem a respeito de atitudes positivas para tal, como o exercício de autocontrole para evitar problemas no cotidiano.

Registre em seu caderno:



1. Converse com seus colegas de grupo a respeito das impressões de cada um sobre a vida nas trincheiras, relatada nos textos acima. Cada integrante deverá sintetizar essas impressões em uma única palavra.

2. Ainda em grupo, conversem sobre quais atitudes são capazes de transformar seres humanos em animais selvagens.

Professor, se achar interessante, aprofunde o conteúdo da participação brasileira na Primeira Guerra Mundial. A seguir, um livro e um site que podem contribuir são indicados:

• MONTEIRO, Marcelo. U-93 - A entrada no Brasil na Primeira Guerra Mundial. [S.l.]: Besourobox, 2014.

.

Em 1917, o equilíbrio pareceu romper-se a favor dos Impérios Centrais, uma vez que, com o triunfo da Revolução Bolchevique, na Rússia, em outubro desse ano, o novo governo socialista que assumiu o poder no país assinou a paz em separado com a Alemanha no início de 1918.

No entanto, também em 1917, os Estados Unidos entraram na guerra em função do bombardeamento de navios mercantes norte-americanos por submarinos alemães. Outra razão que justifica o envolvimento desse país no conflito são as significativas dívidas de guerra contraídas pelos Aliados com o próprio governo norte-americano. Uma possível vitória das potências centrais, portanto, não era interessante para os Estados Unidos.

Nesse contexto, o governo brasileiro, sob a presidência de Venceslau Brás, sensível aos apelos do pan-americanismo – e também em função de navios mercantes brasileiros que navegavam em águas sob bloqueio alemão terem sido torpedeados –, declarou guerra às potências centrais. A participação brasileira se restringiu ao envio de uma missão médica à Europa, de um grupo de aviadores que se incorporou à Força Aérea britânica e no apoio ao patrulhamento do Atlântico.

A Alemanha sentiu os efeitos de uma guerra prolongada, do bloqueio naval imposto pelos Aliados e de seu isolamento em virtude da rendição da Áustria-Hungria e do Império Otomano.

A situação alemã tornou-se insustentável. A moral das tropas decaiu rapidamente. A falta de alimentos era grande, o abastecimento precário e a fome uma constante. A insatisfação contra o governo imperial, liderado pelo kaiser Guilherme II, cresceu bastante.



Kaiser: título conferido ao imperador da Alemanha no contexto do II Reich.

Frank Hurley/W. Commons

Soldados do 23º Regimento de Infantaria Norte-Americana com metralhadoras 37 milímetros avançando sobre as enfraquecidas linhas alemãs. França, 1918.

Desde o início da guerra, os Estados Unidos mantiveram uma posição de neutralidade em face do conflito. Pressionado pela opinião pública por causa do torpedeamento de navios e por poderosos banqueiros, cujo capital investido na França e na Inglaterra achava-se ameaçado, o governo dos Estados Unidos declarou guerra à Alemanha e ao Império Austro-Húngaro em 6 de abril de 1917. Com a ajuda material dos Estados Unidos, ingleses e franceses passaram a deter uma superioridade numérica em armas e equipamentos sobre as forças inimigas. A partir de julho de 1918, ingleses, franceses e norte-americanos organizaram uma grande


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Em 8 de novembro, foi proclamada uma República na Baviera, um dos estados alemães. No dia seguinte, publicou-se em Berlim um decreto anunciando a abdicação do kaiser, que, na manhã do dia 10, partiu para o exílio na Holanda.



Fonte: ATLAS histórico escolar. Rio de Janeiro: Fename, 1977.

No dia 11 de novembro de 1918, em uma floresta próxima a Paris, os documentos que assinalavam o fim da guerra foram assinados pelos representantes alemães.

Assim, a jovem República alemã, “República de Weimar” – expressão utilizada para designar o regime republicano que se estendeu até 1933, quando Adolf Hitler tomou o poder no país –, arcou com o ônus de uma derrota em uma guerra sobre a qual não teve nenhuma responsabilidade.

Entretanto, os adversários políticos (em particular os conservadores e nacionalistas) dos republicanos alemães culparam, posteriormente, o novo governo por ter aceito os termos do Tratado de Versalhes, imposto pelos vencedores e considerado uma verdadeira humilhação ao povo alemão.

Em novembro de 1918, os alemães se renderam aos Aliados. Alguns meses mais tarde, assinaram o Tratado de Versalhes, aceitando novos limites territoriais e pesadas penalidades. As cláusulas do tratado foram elaboradas com o objetivo de impedir a reorganização militar da Alemanha.


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As perdas territoriais foram assim discriminadas no Tratado de Versalhes:




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