Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano



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1. (a)

Comentário: o fim da Guerra Fria, sinalizado pela Queda do Muro de Berlim (novembro de 1989), pela reunificação alemã (outubro de 1990) e pela desintegração da URSS (dezembro de 1991), aparentemente sugeriu uma hegemonia indiscutível dos EUA no contexto global, uma vez que o mundo deixava de ser bipolarizado. No entanto, apesar do desaparecimento da União Soviética, a ideia de unipolaridade e de um período marcado pela ausência de conflitos não se materializaram. Pelo contrário, assistiu- -se, a partir de então, um recrudescimento de guerras de natureza nacionalista e de cunho étnico, bem exemplificadas por processos históricos conflitivos em vários países da África, do Leste europeu e da região balcânica. Paralelamente, o período vem sendo marcado, ainda, por agressivas ações militares ocidentais no Oriente Médio (Iraque e Síria, por exemplo), na África (Líbia), por conflitos de natureza religiosa, pela emergência do radicalismo islâmico e de grupos sectários como Al Qaeda e Estado Islâmico, além do crescimento de facções criminosas centradas no tráfico de drogas e de armas.



2. (e)

Comentário: o texto que serve de suporte à questão faz referência ao processo histórico que ficou conhecido pela expressão “Primavera Árabe” e que teve como vetor inicial o episódio ocorrido em dezembro de 2010, quando o jovem tunisiano Mohamed Bouazizi ateou fogo ao próprio corpo como forma de manifestação contra a sistemática repressão policial e as precárias condições de vida da maioria da população do país. Esse episódio desencadeou uma série de protestos que culminaram com a queda do ditador Zine el-Abdine Bem Ali, que estava no poder desde 1987.

Conforme explicitado na alternativa (e), a propagação de ideias contrárias aos governos autoritários, como no caso tunisiano, foi amplamente facilitada pelas redes imateriais, que facilitaram uma rápida circulação de informações e a disseminação, sobretudo entre a população mais jovem, de um incontido desejo de mudança, sem que os regimes autoritários fossem efetivamente capazes de controlar ou reprimir essas ações.

3. (c)

Comentário: a expansão e a sofisticação crescentes das redes imateriais impactaram de maneira decisiva os processos de produção, com a separação entre os grupos gestores e os trabalhadores responsáveis pela produção propriamente. Dessa forma, conforme indicado na alternativa (c), o desdobramento “natural” dessa nova realidade, exatamente pela maior celeridade dos meios de comunicação, tem trazido consigo um maior controle da produção – sempre visando mais eficácia e aumento da produtividade – por parte dos responsáveis pela gestão, independentemente do espaço em que estes se encontrem.



4. (b)

Comentário: valendo-se de um texto do historiador inglês Eric Hobsbawm (1917-2012), a questão propõe uma reflexão sobre o avanço da tecnologia de comunicação nas últimas décadas do século XX, ocorrido no contexto da chamada Terceira Revolução Industrial, e o incremento da capacidade de mobilização popular por parte de variados governos e regimes, conforme indicado na alternativa (b). Nessa perspectiva, as novas tecnologias aplicadas ao campo da mídia contribuíram para catalisar múltiplas transformações e rupturas. Considere-se, ainda, a título de comparação, um paralelo com a internet e a rápida difusão de ideias capazes de mobilizar multidões, mais recentemente, no contexto da chamada Primavera Árabe.



5. (e)

Comentário: o discurso do então primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, e que serve de suporte à questão, enfatiza os interesses de ordem econômica que foram afetados pelo atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, conforme indicado na alternativa (e). Em sua fala, o primeiro-ministro ressalta que o atentado não foi um ataque apenas à vida, mas também aos meios de vida, destacando que várias instâncias da economia também foram golpeadas com o atentado, com destaque para as indústrias aéreas e do turismo.



6. (d)

Comentário: a resolução da questão pressupõe que o estudante tenha como habilidade a leitura adequada de uma fonte iconográfica que, de forma bastante irônica, denuncia a inconsistência e inoperância da política adotada pelo governo britânico ao decretar a prisão de Gandhi no contexto do movi-


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mento de independência da Índia. A influência deste desestabilizou o domínio secular da Grã-Bretanha sobre sua colônia indiana, uma vez que sua política de “resistência pacífica”, de desobediência civil e de formas de não violência contribuiu para que a maioria da população indiana se engajasse no processo emancipacionista. Essa conclusão é corroborada pela análise da charge, uma vez que a multidão de manifestantes assume as mesmas características físicas de Gandhi, deixando o carcereiro – que representa o domínio britânico na Índia – atônito e receoso e, conforme indicado na alternativa (d), revela-se a impossibilidade de deter o movimento liderado por Gandhi.



7. (e)

Comentário: o texto que serve de suporte à questão enfatiza que a expansão imperialista europeia sobre o continente africano, ocorrida em fins do século XIX, quando se consolidou a fase monopolista do capital, foi acompanhada de uma brutal expropriação das terras por parte das elites coloniais brancas. No entanto, também se observa que mesmo com os processos de emancipação política ocorridos no pós-1945, apesar de a população branca de ex-colonos ter diminuído, a minoria branca continuou concentrando as melhores terras, o que é evidenciado não apenas pela priorização das áreas cultiváveis no setor agroexportador, como também pela ocupação da população pobre em territórios agrícolas marginais, conforme indicado na alternativa (e).

Capítulo 3 – Principais focos de tensão do mundo atual


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