Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano



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Sabendo um pouco mais

A seguir, é apresentado um texto do historiador Luiz César Rodrigues, transcrito do livro A Primeira Guerra Mundial, no qual é ressaltada a ação da ideologia nacionalista e sua influência na Alemanha no período que precedeu a Grande Guerra.



O nacionalismo delirante

O nacionalismo delirante do II Reich foi um terreno fértil para a proliferação de clubes patrióticos, sociedades militaristas e inumeráveis associações de cunho conservador e chauvinista. Dentre elas, destacou-se a Liga Pangermânica, fundada em 1893, uma pequena, mas atuante e barulhenta organização que advogava a expansão da Alemanha, não só nas áreas coloniais, mas também no próprio continente europeu. Aos poucos, a intelectualidade, a burocracia e a burguesia alemãs passaram a cultivar, simultaneamente, um cínico desprezo pelos acordos internacionais e um louco entusiasmo pela resolução militar dos conflitos políticos.



RODRIGUES, L. C. B. A Primeira Guerra Mundial. São Paulo: Atual, 1988. p. 17.

II Reich: expressão utilizada para designar o Império Alemão que surgiu a partir da unificação política do país em janeiro de 1871, e que se estendeu até novembro de 1918 ou até o fim da Primeira Guerra Mundial. Chauvinista: com opinião exacerbada, nesse caso, o nacionalismo.

Tom Kohues/Interfoto/Latinstock

Soldados com metralhadora Maxim 08, no fronte oeste da Primeira Guerra Mundial. França, 1917.

A metralhadora, inventada por Hiram Maxim em 1884, possibilitava centenas de tiros por minuto e foi um importante instrumento no processo de partilha do mundo afro-asiático pelas potências capitalistas na “Era dos Impérios”. Contra seu mortífero poder de fogo, os povos “atrasados”, apesar de resistências heroicas, pouco podiam fazer. Ela abriu caminho para que vastas regiões do mundo se inserissem na lógica da dominação imperialista como áreas subordinadas e que exerciam papel complementar às economias capitalistas centrais. No entanto, os próprios europeus provaram o imenso poder de destruição da metralhadora quando se envolveram na Primeira Guerra Mundial.


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• A corrida armamentista – O nacionalismo exaltado atendeu, em grande parte, aos interesses da indústria de armas. Ele contribuiu para que houvesse, às vésperas de 1914, uma corrida armamentista. Acreditava-se que, se todas as potências estivessem muito bem armadas e possuíssem poderosas forças militares, a guerra poderia ser evitada. Esse conceito ficou conhecido como paz armada.




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