Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano



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Sabendo um pouco mais

A temática da construção de uma cultura nacional e popular, engajada e comprometida com a transformação da realidade social do país, fez parte das discussões de diversos intelectuais durante a década de 1960, momento no qual artistas, compositores e teatrólogos ligados à esquerda entendiam que era preciso fazer uma “arte popular revolucionária”. A seguir, é apresentado um texto que possibilita uma melhor compreensão dessas questões.



Cultura popular e consciência revolucionária

Quando se fala em cultura popular, acentua-se a necessidade de pôr a cultura a serviço do povo, isto é, dos interesses efetivos do país. Trata-se, então, de agir sobre a cultura presente, procurando transformá-la, estendê-la, aprofundá-la. O que define a cultura popular é a consciência de que a cultura tanto pode ser instrumento de conservação como de transformação social.

Para a jovem intelectualidade brasileira, o homem de cultura está também mergulhado nos problemas políticos e sociais, assume ou não a responsabilidade social que lhe cabe. Ninguém está fora da briga.

Cultura popular é, portanto, antes de mais nada, consciência revolucionária, um tipo de ação sobre a realidade social.

GULLAR, F. apud ARANTES, A. A. O que é cultura popular. São Paulo: Brasiliense, 1981. p. 54-55.

Uma das preocupações características dessa nova tendência era a de que a cultura deveria ser detonadora de uma consciência social e de classe, visando, em última instância, a construção de uma utopia: um projeto global de Brasil que transformasse as estruturas socioeconômicas. Assim, a noção de cultura (nacional-popular) estava associada à ideia de revolução.


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É nessa perspectiva que surgem, por exemplo, o Teatro de Arena, o Cinema Novo e o Centro Popular de Cultura (CPC), este último vinculado à União Nacional dos Estudantes (UNE). O Teatro de Arena encenou as peças Arena conta Zumbi e Arena conta Tiradentes. O engajamento político e o compromisso com os oprimidos e excluídos definiam o sentido maior do trabalho de seus integrantes.




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