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Lista de mortos pela ditadura pode ser maior



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Lista de mortos pela ditadura pode ser maior

Estudo inédito do governo federal propõe quase triplicar a lista oficial de mortos e desaparecidos políticos vítimas da ditadura militar.

São camponeses, sindicalistas, líderes rurais e religiosos, padres, advogados e ambientalistas mortos nos protestos do país entre 1961 e 1988.

A maioria morreu na região amazônica durante os 21 anos de regime militar (1964-1985).

Dentre os mais de 1 200 nomes analisados, o estudo detalha a morte ou desaparecimento de ao menos 600 pessoas hoje não relacionadas na lista oficial de 357 mortos (familiares contam 426).

Os novos casos, para a Secretaria de Direitos Humanos, têm relação direta ou indireta com a repressão da ditadura.

O documento, que ainda não tem o endosso do governo Dilma, será encaminhado nas próximas semanas à Comissão da Verdade e à Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que ficarão responsáveis pela decisão de elevar ou não o número de mortos do período. [...]

O reconhecimento de parte dessas 600 vítimas é uma antiga reivindicação de organizações, como CPT (Comissão Pastoral da Terra) e MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Muitos foram assassinados a mando de fazendeiros ou políticos que tinham ligações com o regime militar.

Um exemplo é o que ocorreu no sul do Pará e hoje norte do Tocantins após a Guerrilha do Araguaia (1972-1974), quando mateiros, camponeses e ativistas da região foram assassinados – muitos por ex-agentes e militares que permaneceram no local – sob o pretexto de “limpeza” da área ou para apagar os vestígios dos conflitos das Forças Armadas com os guerrilheiros do PC do B. [...]

Outro assassinato citado no estudo é o do padre João Bosco Burnier, em Mato Grosso, em outubro de 1976.

O autor do crime foi um policial militar que acertou a pessoa errada – o alvo era dom Pedro Casaldáliga, um dos principais expoentes da Teologia da Libertação na Igreja Católica e perseguido pelos militares, que estava ao lado de Burnier.

O estudo da Secretaria de Direitos Humanos não aborda a matança de índios na ditadura (alguns pesquisadores estimam mais de 2 000 vítimas indígenas), tema de uma outra investigação que organismos de direitos humanos querem levar para a Comissão da Verdade.

“São vítimas da repressão e da opressão”, afirmou à Folha o frade dominicano Frei Beto sobre o estudo do governo federal: “É uma lista até tímida perto do que a gente sabe o que de fato aconteceu. E não só entre o povo do campo. Índios, por exemplo, foram exterminados na construção da Transamazônica.”

FERRAZ, L. Lista oficial de mortos pela ditadura pode ser ampliada. Folha de S.Paulo, São Paulo, 1 ago. 2012.


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