Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano



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AI-5: exemplo para os vizinhos

Quase toda a América Latina passaria, nos anos seguintes, pela implantação de regimes ditatoriais. Eles simbolizaram uma espécie de último capítulo na luta entre os setores conservadores e as estruturas nacionalistas-populistas montadas entre as duas guerras mundiais no continente (lembra-se do ciclo de substituição de importações naquele período?). Não por acaso, as novas ditaduras facilitariam muito a penetração do capital estrangeiro em seus países.

O golpe de 1964 e, depois, o AI-5 puseram abaixo a máquina política construída por Getúlio Vargas. Militares formados de acordo com a doutrina da segurança nacional logo fariam coisa semelhante na Argentina, Uruguai, Peru e, mais tarde, no Chile, sempre com o apoio da Casa Branca, interessadíssima em “combater o comunismo na América Latina”. O continente mergulhava na escuridão.

BRENER, J. Jornal do século XX. São Paulo: Moderna, 1998. p. 246.




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Registre em seu caderno:



1. Contando com a orientação de seu professor, faça uma pesquisa sobre as ditaduras latino - -americanas (Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai) com o objetivo de buscar as seguintes informações:

• Período de vigência.

• Causas principais dos golpes que implantaram as ditaduras militares.

• Nome dos presidentes que foram “derrubados” pelas lideranças militares.

• Principais medidas tomadas pelas ditaduras no campo político objetivando o “silenciamento” das oposições.

• Principais medidas tomadas pelos regimes ditatoriais no campo econômico.

• Razões para a queda dos regimes militares. As informações poderão ser sintetizadas em um quadro comparativo.

2. É possível estabelecer uma relação entre os interesses norte-americanos e a implantação de regimes ditatoriais na América Latina durante as décadas de 1960 e 1970? Por quê?

Para muitos dos políticos que haviam apoiado o golpe militar, já em 1967 ficara claro que o projeto dos militares era de longo prazo. Foi nesse contexto que surgiu a Frente Ampla, formada por JK e Carlos Lacerda, entre outros, que procurou articular, inclusive, com o ex-presidente João Goulart, então exilado, um movimento de oposição.

O regime militar reagiu prontamente, decretando a ilegalidade da Frente Ampla. No governo do general Costa e Silva (1967-1969), observou-se uma contestação generalizada ao regime, com passeatas estudantis, tentativas de organização de movimentos grevistas e manifestações de artistas e intelectuais. Mesmo no Congresso, cresceu, entre alguns deputados do MDB, uma reação ao regime.

A repressão policial tornou-se ainda mais intensa. Em abril de 1968, no Rio de Janeiro, no restaurante universitário Calabouço, invadido por forças militares, o estudante Edson Luiz foi assassinado. Esse episódio provocou uma grande comoção e as manifestações contra o regime culminaram na Passeata dos Cem Mil, na própria cidade do Rio de Janeiro, em junho de 1968, convocada por entidades estudantis clandestinas e que reuniu estudantes, artistas, intelectuais, trabalhadores e mesmo amplos setores da classe média.

A reação do governo veio com o AI-5, instaurando no país os chamados “anos de chumbo”. A partir de então, toda e qualquer oposição passou a ser reprimida com prisões, torturas, desaparecimento de presos e assassinatos, alguns dos quais foram apresentados à nação como “suicídios”.

Ao mesmo tempo, iniciou-se a chamada luta armada, com a formação de inúmeros grupos armados e de guerrilhas rurais, considerados “terroristas” pelo governo.



Professor, para apresentar aos estudantes a forma de atuação da luta armada no período da ditadura no Brasil, sugerimos a exibição do filme O que é isso companheiro? (de Bruno Barreto, 1997), que exibe um dos casos mais famosos desse movimento, o sequestro do embaixador norte-americano.
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Professor, explique aos estudantes que o chamado "milagre econômico", que aqueceu a economia brasileira entre 1969 e 1973, além de concentrar ainda mais a renda do país, foi possível em função da entrada maciça de capitais externos, dos investimentos das empresas estatais que foram recapitalizadas graças à política de "verdade tarifária" (fixação de tarifas públicas e altos preços, ou seja, sem influência política), da importação de petróleo e baixíssimos preços e, principalmente, de um significativo "arrocho salarial".


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