Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano


O imperialismo queimou com ácido e perfumou com enxofre três continentes



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O imperialismo queimou com ácido e perfumou com enxofre três continentes

O imperialismo não só deixou um sabor amargo onde se instalou como também queimou com ácido e perfumou com enxofre três continentes. Chegou como um vendaval, destruindo sociedades milenares e construindo um mundo de angústias sobre as ruínas de milhões de seres humanos. [...] O efeito foi demolidor, e a fome assassinou milhões de pessoas.

BRUIT, H. H. O imperialismo. São Paulo: Atual, 1986. p. 58.

Registre em seu caderno:



1. As justificativas ideológicas apresentadas por teóricos, políticos e militares europeus procuraram legitimar a dominação imperialista fundamentando-se na “missão civilizadora” do “homem branco”. Por outro lado, “o imperialismo queimou com ácido e perfumou com enxofre três continentes”.

Façam um debate em sala de aula sobre essas duas posições. Metade da turma se posicionará a favor do imperialismo e dos colonizadores. A outra metade deverá argumentar contra o imperialismo, defendendo os colonizados. Sem dúvida será uma atividade muito interessante!

Em relação à Índia, é importante considerar que a presença europeia, mais precisamente a britânica, tem suas origens no século XVIII. Até então o vasto subcontinente indiano era formado por um conglomerado de domínios, governados por riquíssimos marajás, que contrastavam com a maioria absoluta da população que vivia em precárias condições.

O monopólio comercial na Índia fora entregue, na Inglaterra, à Companhia das Índias, desde o tempo dos Tudor (século XVI). Essa empresa representava a presença inglesa no local e, durante o século XIX, já estando superada a era mercantilista, detinha apenas dois monopólios: o do sal e o do ópio. Sem saber administrar os conflitos internos da Índia, a empresa acabou perdendo o completo controle do país para o governo britânico, que passou a nomear um vice-rei, representante da rainha Vitória, proclamada, em 1876, “Imperatriz das Índias”.



Professor, se achar pertinente, comente com os estudantes a respeito da presença portuguesa na Índia, a partir do século XVI, a exemplo das possessões de Goa, Damão e Diu.
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O vasto território indiano dos britânicos incluía a Índia, o Paquistão, a Birmânia e o Ceilão. Na administração e na defesa, os postos-chave eram dos britânicos, mas, para o exercício de tarefas subalternas, estes treinaram grande quantidade de nativos. Em relação aos marajás, os britânicos evitaram tocar na estrutura social herdada, o que foi um modo de cooptar as elites da terra que, dessa forma, conservaram uma margem de autonomia.

Uma das razões do interesse britânico na Índia relacionou-se ao comércio do ópio, mistura de alcaloides extraídos da papoula e, até então, utilizado tanto na Ásia como na Europa para fins medicinais em função de suas propriedades analgésicas.

O ópio era produzido em expressivas quantidades nos domínios britânicos, no subcontinente indiano, e havia interesse por parte da Grã-Bretanha de que o uso dessa substância se disseminasse rapidamente entre os chineses, um mercado em potencial.

Construído no século XVII, o Taj Mahal, que vemos na foto acima, exemplifica a sofisticação e a exuberância de uma cultura milenar, que não foi compreendida na sua essência pelos europeus à época do imperialismo. Esse mausoléu, erguido em homenagem à esposa favorita do imperador, foi considerado, em 2007, uma das “Sete Maravilhas do Mundo Moderno”.

As autoridades da China, no entanto, em 1839, não apenas proibiram o consumo no país como apreenderam e jogaram ao mar milhares de caixas do produto, causando expressivo prejuízo aos ingleses. Com essa atitude, na perspectiva da então maior potência do mundo, o governo chinês contrariava a lógica do livre comércio na região e, ao se recusar a pagar uma indenização, fez os britânicos darem início à chamada Guerra do Ópio.

Essa guerra culminou em 1842 com a derrota da China, forçada a assinar o Tratado de Nanquim, que impôs a esse país pesadas condições, dentre as quais a liberação do comércio do ópio e a cessão de Hong Kong à Grã-Bretanha por um prazo de 155 anos (a cidade foi devolvida à China em 1997).

O resultado dessa guerra consolidou os interesses do capital britânico na região e, por outro lado, alertou as potências europeias para a fraqueza da China e, a partir de então, cada uma delas, às quais se somariam os Estados Unidos e o Japão, se beneficiou da chamada Política de Portas Abertas, apossando-se de portos naquele país, humilhando o Império Manchu e apressando sua decadência.



Tim McGuire/Corbis/Latinstock



Taj Mahal, construído no século XVII. Agra, Índia, fotografia de 2014.

Museu Marítimo Nacional, Londres (Inglaterra).



Navio HMS Nemesis na Primeira Guerra do Ópio (1843), de E. Duncan. Aquarela. 486 mm x 650 mm. Detalhe.

Nesta aquarela britânica de 1843, de autoria de E. Duncan, pode-se ter uma ideia da superioridade militar e naval britânica perante as frágeis embarcações chinesas (barcos de junco), as quais não tinham como resistir aos bombardeios. A imagem faz referência a uma batalha naval no contexto da Guerra do Ópio.



Professor, comente com os estudantes quais são as maravilhas do mundo moderno, escolhidas em 2007: o Coliseu (na Itália), Chichén Itzá (México), o Machu Picchu (Peru), o Cristo Redentor (Brasil), a Muralha da China (China), as Ruínas de Petra (Jordânia) e o Taj Mahal (Índia).
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