Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano


TRABALHANDO COM FONTES HISTÓRICAS



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TRABALHANDO COM FONTES HISTÓRICAS

A tragédia do imperialismo fica bem evidenciada na charge a seguir, que, de modo irônico, revela a ambição das potências europeias, às quais se somou o Japão, país que ingressou na era do grande capital após a Revolução Meiji (1868). Esta resultou na superação de entraves, como as relações de trabalho ainda predominantemente servis, que impediam, até então, o pleno desenvolvimento do capitalismo naquele país.



Nessa charge de 1898, de autoria do artista Henri Meyer, a China é simbolizada por uma grande pizza, cujas fatias estão sendo repartidas – de forma pouco amistosa – por personagens que representam, da esquerda para a direita, a Grã-Bretanha (rainha Vitória), a Alemanha (kaiser Guilherme II), a Rússia (czar Nicolau II), o Japão (imperador Matsuhito, que, sem portar uma faca, observa com preocupação o desenrolar da partilha, como a esperar pelo que “vai sobrar” da pizza). Atrás do czar Nicolau II, uma mulher simbolizando a República francesa (com o “barrete frígio” na cabeça – símbolo criado no contexto da Revolução Francesa) também aguarda o desenrolar do processo de divisão da China. Por fim, esta é representada por um velho chinês que ergue os braços em desespero e impotente diante da ação das potências imperialistas.

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O bolo chinês (1898), de H. Meyer. Charge.
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A desestruturação das relações de produção que havia antes da dominação europeia, e que garantiam a existência de unidades econômico-sociais autossustentadas, revelou-se fatal a muitos dos povos que foram dominados, como os chineses e os indianos.

A implantação de relações capitalistas de produção e a apropriação das terras por grandes latifundiários europeus ou por parte das elites locais cooptadas tiveram um impacto, muitas vezes fatal, para as populações das regiões periféricas dominadas.

A produção monocultora realizada em grandes plantações (de chá, café, algodão, cereais etc.), voltada para o mercado capitalista, não raramente gerou um quadro marcado pela fome, pela mais absoluta falta de assistência, pelo abandono, pela pobreza e pela mais degradante miséria.

Esse quadro revela o “outro lado” da “missão civilizadora” do imperialismo europeu. A seguir, é apresentado um texto do historiador Héctor Bruit, no qual é ressaltado o lado “amargo” do imperialismo.


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