Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano



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TRABALHANDO COM IMAGENS

Para os integrantes do movimento republicano, organizado na década de 1870, a mudança na forma de governo era essencial, pois, como afirmou Silva Jardim (1860-1891), um dos líderes do republicanismo revolucionário, a nação pedia reformas que a monarquia era incapaz de realizar.

Ele acreditava que a república seria “a nossa salvação única”, o único caminho para que a nação brasileira construísse a sociedade de inclusão e digna para todos.

A república torna-se, então, para nossa honra eterna, e para nossa salvação única, a grande fatalidade: é a república que é urgente instituir, é a república que é urgente proclamar; morrendo, se for preciso: morrendo para fazê-la viver.

Porque à nação brasileira não cabe hoje outro recurso senão vencer, ou morrer! [...] Porque a nação brasileira pede reformas e a monarquia é incapaz de decretá-las; e quando não vem a reforma, que é a revolução governamental, é necessário que se faça a revolução, que é a reforma popular! E a revolução é um dever excepcional, e uma garantia suprema, impossível de ser de todo banida do organismo social, bem como a moléstia do organismo físico.

Paz não quer dizer indiferença, ordem não quer dizer apatia, fraternidade não quer dizer impudor perante as afrontas: a violência é digna, a violência é justa, a violência é também santa: só os fracos não se indignam, só os mudos não se revoltam, só os covardes não respondem à violência, que é um insulto, com a violência, que é um castigo!

JARDIM, Silva apud PESSOA, R. C. (Org.). A ideia republicana no Brasil através de documentos. São Paulo: Alfa-Ômega, 1973. p. 58.

Considerando-se o discurso de Silva Jardim, os republicanos acreditavam que a república transformaria súditos em cidadãos e encaminharia soluções para as graves questões estruturais da sociedade brasileira. Ao mesmo tempo, ela também possibilitaria, por meio da inclusão social, a efetiva construção da cidadania em nosso país. Afinal, “república” é res publica, isto é, “coisa pública” ou “coisa do povo”, que, portanto, pertence a todos. Em 1889, após um ciclo de crises do governo imperial, a república foi proclamada.



Entretanto, a república, sonhada como um novo tempo de liberdade, de modernidade e de prosperidade, não se materializou. Infelizmente ainda se fazem presentes as desigualdades sociais, a concentração fundiária e a exclusão da maioria dos brasileiros dos direitos básicos da cidadania.

Um dos direitos fundamentais da cidadania é aquele que pressupõe o direito de escolha, por meio do voto, dos representantes do povo. Entretanto, em vários momentos da história republicana, esse direito essencial foi negado aos brasileiros, contrariando a lógica de que a república é “coisa do povo”. Nessa charge de 1984, o cartunista Henfil (1944-1988), de forma bastante irônica, denunciou a supressão desse direito no contexto da ditadura militar (1964-1985), que, mesmo em seus momentos finais, ainda tentava controlar as manifestações populares a favor das Diretas Já!

Registre em seu caderno:

1. Após a leitura dos textos, identifique quais são as contradições que podem ser apontadas entre os projetos dos republicanos históricos e a realidade atual da república brasileira.

2. Em que medida, em uma perspectiva histórica mais ampla, a charge de Henfil denuncia que a república não é de fato “coisa pública” ou “coisa de todos”?
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