Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano



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Sabendo um pouco mais

O infográfico apresentado ao lado possibilita compreender com mais clareza a intrincada questão sectária existente na Síria e que, segundo alguns analistas, seria uma das razões da guerra civil deflagrada no país a partir de 2011.



COMPOSIÇÃO ÉTNICO-RELIGIOSA DA SÍRIA

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Professor, se achar pertinente, proponha aos estudantes um trabalho a respeito dos sítios arqueológicos destruídos pelo Estado Islâmico, e a importância da preservação do patrimônio para a história e cultura de um povo.

Na esteira dos protestos populares que emergiram no contexto da Primavera Árabe, o governo da Síria, a partir de 2011, teve que enfrentar uma onda de manifestações que exigiam, em um primeiro momento, maior liberalização política e, no limite, a queda do regime presidido por Bashar al-Assad.

Os grupos de oposição ao regime se alinharam, de uma maneira geral, no chamado Exército Livre da Síria. Este, imediatamente, sob o pretexto de lutar a favor da democracia e dos valores liberais, contou com o apoio logístico, político, diplomático e, em especial, militar, dos Estados Unidos e seus aliados ocidentais, como França e Reino Unido. A Arábia Saudita, país árabe de maioria sunita e que, objetivando maior protagonismo e hegemonia na região, tradicionalmente sempre foi adversária da Síria, também apoiou materialmente os grupos rebeldes.

O envolvimento francês, que se traduziu em bombardeios aéreos realizados no território sírio visando instalações do governo Assad, fez do país um importante protagonista no contexto da guerra civil. Ao mesmo tempo, e por essa razão, a França passou a ser um alvo preferencial de ataques terroristas de grupos sectários islâmicos.

Por outro lado, o regime de Bashar al-Assad contou com o apoio de países regionais, como o Irã, de maioria xiita, além de grupos radicais islâmicos, como o Hezbollah (“Partido de Deus”), radicado no Líbano.

Paralelamente à guerra civil e em função do colapso das instituições políticas na Síria, emergiu na região um grupo sunita ultrarradical, originalmente vinculado à Al-Qaeda, denominado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS, no acrônimo em inglês). Esse grupo já atuava no Iraque a partir da queda do regime de Saddam Hussein, em função da intervenção militar norte-americana iniciada em 2003.

Em 2014, o ISIS já dominava grandes extensões do território iraquiano, estendendo suas ações à vizinha Síria e também incorporando partes do território desse país.

Sob o pretexto de combater o Estado Islâmico, a partir de setembro de 2015, a Rússia, tradicional aliada da Síria – e que desde o colapso da União Soviética, em dezembro de 1991, buscava retomar o protagonismo na política internacional, inclusive no Oriente Médio –, também se envolveu no conflito apoiando as forças pró-governo e realizando ataques aéreos cujos alvos, em tese, seriam militantes do ISIS.



W. Commons

Bandeira negra da Jihad.

A “Bandeira Negra da Jihad foi utilizada como símbolo do Estado Islâmico. Nela, lê-se: Ash-Shahadah (“Não há nenhum Deus senão Alllah e Muhammad é seu Profeta”). Na parte inferior da bandeira, destaca-se o símbolo do profeta Maomé (570-632), fundador do Islamismo, que é utilizado para conferir maior legitimidade aos projetos do Estado Islâmico.



Jihad: termo em árabe que significa “luta”, “esforço”, e é considerado um dos pilares da fé islâmica; ao mesmo tempo, pressupõe que os muçulmanos se empenhem na difusão da palavra do profeta Maomé. Aquele que professa a jihad, inclusive valendo-se da violência contra os inimigos, é denominado Mujahid.
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Entre 2011 e 2015, mais de 300 mil sírios morreram por causa dos horrores provocados pela guerra civil e cerca de 4 milhões foram vítimas de perseguições. Para fugir da violência e das lutas sectárias, essas pessoas tiveram de abandonar o país. O conflito provocou, ainda, o deslocamento interno forçado de mais de 7,5 milhões de pessoas.

Por meio da leitura atenta do mapa apresentado a seguir, é possível compreender com mais clareza a dimensão da crise humanitária que resultou no drama dos refugiados.

A análise atenta do gráfico e do mapa apresentados possibilita uma melhor compreensão da questão dos refugiados, destacando suas múltiplas origens, além de apresentar números referentes às mortes de migrantes no Mar Mediterrâneo em 2014 e 2015.



DIVANZIR PADILHA

Fonte: Frontex, International Organization for Migration (IOM). (Observação: em 2015, o total de refugiados mortos em naufrágios ultrapassou 3 mil.)

É importante considerar, no entanto, que a crise dos refugiados não resulta apenas da guerra civil na Síria. Outros países do Oriente Médio, além de países africanos que vivem intermináveis guerras civis que possuem múltiplas motivações (emergência de fronteiras artificiais, grupos radicais extremistas, existência de regimes autoritários, perseguição às minorias étnicas e religiosas etc.) também devem ser destacados.



Professor, compreendemos que esse é um momento oportuno para trabalhar temas relativos à solidariedade, ao acolhimento dos imigrantes e aceitação das diferenças.
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