Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano


a reivindicação palestina sobre a parte oriental de Jerusalém, considerada a capital do futuro Estado palestino; 2



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1. a reivindicação palestina sobre a parte oriental de Jerusalém, considerada a capital do futuro Estado palestino;

2. o não reconhecimento por parte do Estado de Israel do direito de retorno dos refugiados palestinos (entre 3 e 4 milhões de pessoas);

3. a manutenção de colônias judaicas em regiões da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

A morte de Arafat, em 11 de novembro de 2004, símbolo da luta contra a ocupação israelense, marcou o fim de uma era de resistência e enfrentamentos com os israelenses para a criação de um Estado palestino no Oriente Médio.



O ex-primeiro-ministro palestino Mahmoud Abbas, conhecido como Abu Mazen, foi escolhido para substituir Yasser Arafat como presidente da Autoridade Palestina. Abbas criticou duramente o uso da violência durante a Segunda Intifada (revolta palestina contra a ocupação israelense, iniciada em setembro de 2000) e tentou dialogar com militantes islâmicos para pôr fim aos ataques contra Israel.

Ron Sachs/Corbis/Latinstock



Ariel Sharon. Washington (DC), Estados Unidos, 2004.

Ron Sachs/Corbis/Latinstock

Yasser Arafat. Davos, Suíça, 2001.

Em fevereiro de 2001, Ariel Sharon, do Partido Likud (representado na foto à esquerda), foi eleito primeiro-ministro de Israel com quase 60% dos votos, derrotando o premiê Ehud Barak. Sua promessa de restaurar a segurança do povo israelense e seu histórico de agressividade (em 1956, foi acusado de insubordinação na campanha do Canal de Suez e, em 1983, foi responsabilizado indiretamente pelos massacres de refugiados palestinos no Líbano, entre outras ações) e de firmeza (ou mesmo intolerância) em relação aos árabes (além de se recusar a apertar a mão de Arafat, Sharon sempre se referiu a ele como “mentiroso” e “terrorista”) foram pontos decisivos na escolha do eleitorado.

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A partir de 2005, o Estado de Israel iniciou, mesmo com a oposição de setores mais ortodoxos, a retirada de colonos judeus instalados em assentamentos na Faixa de Gaza. Ao mesmo tempo, Abbas desenvolveu esforços no sentido de controlar os grupos palestinos mais radicais.

No entanto, a vitória do grupo islâmico Hamas nas eleições legislativas palestinas de 25 de janeiro de 2006 acrescentou um dado novo na correlação de forças entre palestinos e israelenses, uma vez que esse grupo – considerado radical e terrorista pelo governo dos Estados Unidos – não reconhece oficialmente a existência do Estado de Israel nem os acordos anteriormente assinados entre esse e o Fatah – grupo liderado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Abbas.

A ameaça de sanções internacionais, tanto por parte dos Estados Unidos quanto da União Europeia – como o corte dos recursos da ANP, dos quais dependem mais de cem mil funcionários e boa parte da população, caso a organização não “reconheça” o Estado de Israel e “não abandone o terrorismo” –, não tem sensibilizado as lideranças do Hamas. Este, no entanto, desde 2005, vem mantendo uma trégua com Israel, o que, implicitamente, constitui um reconhecimento desse Estado. Após a vitória nas eleições legislativas, o Hamas propôs uma trégua de “longo prazo”, condicionada à retirada, por parte de Israel, dos territórios palestinos ocupados em 1967, como, aliás, a própria Organização da Nações Unidas (ONU) o exige. Ao mesmo tempo, exige-se, também, a libertação de todos os prisioneiros palestinos.



Mario Yoshida



Fonte: Folha de S. Paulo. 16 de maio de 1999/09 de março de 1997. Agência Folha.

SAID KHATIB/AFP/Getty Images

Um homem palestino inspeciona os danos em um dos alvos de ataques aéreos israelenses durante a noite, no sul da Faixa de Gaza. Khan Yunis, Palestina, 2010.

Professor, peça aos estudantes que pesquisem sobre a situação atual da questão israelo-palestina.
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