Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano


Rússia × Ucrânia reaviva os tempos da Guerra Fria



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Rússia × Ucrânia reaviva os tempos da Guerra Fria

Até 1917, a Ucrânia fazia parte do Império Russo-Czarista. Com a vitória da Revolução Bolchevique, em outubro do mesmo ano, e a posterior oficialização da URSS, em dezembro de 1922, tornou-se uma das repúblicas da União Soviética. Com a desintegração desta, em dezembro de 1991, a Ucrânia conseguiu sua independência, embora a influência russa seja expressiva em partes de seu território, especialmente nas regiões norte, leste e sul.



A análise do infográfico apresentado a seguir revela a complexidade étnica, linguística e cultural da Ucrânia, além de oferecer dados estatísticos tanto desse país como da Rússia.

Divanzir Padilha

Fonte: ; . Acesso em: 26 maio 2016.
Página 129

A partir de novembro de 2013, uma série de manifestações populares contra o governo do presidente Viktor Yanukovich, que possuía maior afinidade com a Rússia, tomou conta de sua capital, Kiev, e várias outras cidades, principalmente no oeste do país, onde a influência europeia é maior.

A razão para essas manifestações foi a posição do presidente, que decidiu não assinar um acordo de cooperação com a União Europeia, o que implicaria em maior envolvimento com o Ocidente e, pelo contrário, buscou uma aproximação mais intensa com a Rússia. Entre os motivos que justificavam a posição de Yanukovich, dois mereceram destaque:

• um pacote de ajuda econômica da Rússia para a Ucrânia no valor de 15 bilhões de dólares;

• a possibilidade de comprar o gás russo, fonte energética indispensável para os ucranianos, por preços menores que os praticados no mercado internacional.

Como desdobramento das manifestações populares pró-Ocidente, o presidente Viktor Yanukovich foi deposto e, em maio de 2014, expulso do país. Após realização de eleições em meio a conflitos com forças separatistas pró-Rússia, Petro Poroshenko assumiu o poder. Este, em seus primeiros pronunciamentos deixou claro que a Ucrânia se afastaria da tradicional órbita russa e estreitaria os laços com a União Europeia.

Para as potências ocidentais, como Estados Unidos, França e Reino Unido, o que acontecera na Ucrânia fora a vitória da vontade popular e, portanto, da democracia.

Para a Rússia, novamente sob a presidência de Vladimir Putin, desde 2012, e também para boa parte da população de etnia russa que vive na Ucrânia, o que ocorrera no país fora um golpe de Estado (com o apoio do Ocidente), contra o qual tornou-se necessário resistir inclusive por meios militares.

Com a ampliação das tensões político-militares, a Rússia incorporou a Península da Crimeia, base da frota russa no Mar Negro (observe a localização no infográfico da página anterior) – cuja população é majoritariamente de origem russa –, após a realização de um referendo na região que apontou ampla maioria para os separatistas pró-Rússia.

Diante dessa iniciativa unilateral do governo Putin, embora em consonância com o resultado do referendo, em março de 2014 os Estados Unidos e seus aliados da União Europeia impuseram várias sanções econômicas aos russos. Dessa forma, reavivaram-se os tempos da Guerra Fria e sua retórica agressiva, à medida que o governo russo buscou um novo protagonismo no plano internacional, sinalizando, ao mesmo tempo, sua posição contrária à interferência do Ocidente em sua esfera de influência, aí incluída a Ucrânia e outras ex-repúblicas soviéticas.



©Carlos Latuff

Charge que faz referência à disputa pela Ucrânia, de Latuff.
Página 130

Como desdobramento do que ocorrera na Crimeia, outras regiões da Ucrânia com forte presença étnico-cultural russa, como Luhansk e Donetsk, no leste do país (observe a localização no mapa), organizaram movimentos separatistas, se autoproclamaram Repúblicas Populares Independentes e buscaram maior aproximação com a Rússia, que, por certo, se mostrou bastante sensível e receptiva a essas iniciativas.

O quadro que se seguiu, marcado por um impasse político, diplomático e militar, que ainda permanece, foi o de um verdadeiro conflito civil que já deixou milhares de mortos, além de produzir uma nova onda de refugiados, vítimas da violência de forças oficiais do governo ucraniano e separatistas pró-russos.


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