Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano



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Sabendo um pouco mais

O significado do termo “imperialismo”, fenômeno histórico que deve ser percebido no contexto de sua época clássica (1875-1914), foi objeto de reflexão por parte de historiadores, sociólogos e economistas. A seguir, é apresentado um conceito elaborado pelo especialista Heinz Gollwitzer.



Professor, questione os estudantes a respeito da relação entre imperialismo e capitalismo.

O que é o Imperialismo?

Por volta de 1900, o imperialismo era considerado como um prolongamento da política nacional no quadro da política internacional. A palavra tinha acabado por significar construir um império com base em aquisições coloniais; desenvolver a marinha e o exército como instrumentos desta política. O imperialismo consistia, também, em desenvolver as exportações e os investimentos no estrangeiro em proveito da economia nacional.

GOLLWITZER, H. O imperialismo europeu: 1880-1914. Lisboa: Verbo, 1969. p. 11-12.

Sucessor do colonialismo da época moderna, dos reis, mercadores, traficantes de escravos, plantadores tropicais e mineradores, o imperialismo do século XIX visou atender interesses da burguesia industrial e financeira, com o objetivo de obter mercados, fontes de matérias-primas e áreas de investimento de capital.

Em 1902, o economista liberal britânico John Atkinson Hobson publicou a obra Imperialismo: um estudo, considerada a primeira análise sistemática sobre a natureza essencial do imperialismo. O autor associou esta à espoliação econômica quando escreveu que “o capital excedente que não encontrou bons investimentos dentro do país é forçado a colocar mais e mais parcelas de seus recursos fora de seu território, orientando-se para o expansionismo e conquista de novas áreas” (HOBSON, 1981, p. 66).
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O papel do Estado também se modificou no imperialismo. Ele exercia, outrora, na época das práticas mercantilistas, um papel fortemente intervencionista, visando canalizar riquezas para sustentar o luxo dos reis e das cortes, reforçando o prestígio do poder.

Na nova etapa, a serviço do interesse expansionista do grande capital, o Estado abandonou a prática mercantilista em favor da nova ideologia liberal, restringindo seu papel à defesa dos interesses privados. Na prática, isso se traduziu no envio de tropas para submeter os povos nativos, na organização da administração em regiões anexadas, no estabelecimento de tratados para fixação de áreas de controle e influência, e na consolidação da indispensável dominação político-militar em benefício do poder econômico.

O auge dessa etapa imperialista foi alcançado na segunda metade do século XIX, quando o capitalismo já evoluíra da multiplicidade de empresas concorrentes para a concentração do capital em algumas poucas e gigantescas empresas, dando começo à fase do capitalismo monopolista.

Ao iniciar o século XX, existiam, oficialmente, 136 colônias no mundo, governadas pelos países capitalistas: Grã - -Bretanha (50), França (33), Alemanha (13), Portugal (9), EUA (6), Japão (5), Turquia (4), Rússia (3), Espanha (3), Dinamarca (3), Países Baixos (3), Itália (2), Império Austro- -Húngaro (2).

Nesse conjunto, cumpre destacar que as raízes dos impérios coloniais da França e da Grã-Bretanha encontravam-se na época moderna. O mesmo pode-se afirmar em relação a Portugal, cujas colônias remontavam ao contexto da expansão ultramarina dos séculos XV e XVI. Os Estados Unidos possuíam fragmentos territoriais no Atlântico e no Pacífico.



Alemanha e Itália, em função dos tardios processos de unificação política, demoraram a fazer parte do “clube imperialista”.Esses dois países conseguiram apenas alguns “retalhos” do continente africano, tendo a Alemanha adotado uma política agressiva para compensar o tempo perdido e, assim, conseguido umas poucas fatias à margem do Império Anglo-Francês.

Cecil John Rhodes, de Sambourne. Caricatura. Revista Punch, [S.l.], 10 dez. 1892

William Avery/W.Commons

No contexto do imperialismo britânico, destacou-se a fi- apenas alguns “retalhos” do continente africano, tendo a Alemanha adotado processo histórico, cujo sonho era o de que o domínio britânico se estendesse “do Cairo ao Cabo”, em uma alusão à extensão contínua dos domínios de seu país que, de acordo uma política agressiva para compensar com sua concepção, retratada nessa charge, deveriam se estender do Egito à África do Sul.


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