Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano



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CONSTRUINDO O SABER

A seguir, é apresentado um texto da historiadora Déa Ribeiro Fenelon a respeito do macarthismo.



A radicalização nos piores anos da Guerra Fria

Por outro lado, se a vitória dos comunistas de Mao Tsé-Tung proclamando, em outubro de 1949, a República Popular da China e empurrando os nacionalistas de Chiang Kai-shek para a Ilha de Formosa (Taiwan) não contribuiu senão para acirrar os ânimos, a surpresa diante do ataque de tropas comunistas da Coreia do Norte em junho de 1950, cruzando a linha do paralelo 38, que separava as duas Coreias, no Extremo Oriente, atingiu as proporções de alarme total, forçando e estendendo os limites da Guerra Fria para proporções realmente mundiais. Um dos exemplos do estado de pânico total que dominou a sociedade norte-americana naqueles anos iniciais da década de 1950 foi a “cruzada anticomunista”, que levou o nome macarthismo por causa do senador McCarthy, líder do movimento conservador e nacionalista que insistia em denunciar nas Comissões Especiais de Investigação de Atividades Antiamericanas cidadãos de várias tendências progressistas e liberais sob acusações de atitudes e práticas subversivas. No auge da propaganda antissoviética e nos momentos de tensão da Guerra da Coreia, esta “caça às bruxas” significou o sintoma mais dramático da radicalização a que se chegou nos piores anos da Guerra Fria.



FENELON, D. R. A Guerra Fria. São Paulo: Brasiliense, 1983. p. 92-93.
Página 108

© Bettmann/CORBIS/Latinstock



Charles Chaplin no filme Vida de Cachorro, de 1918.

Moviestore Collection/Rex Features/Glow Images



Walt Disney, em 1951.

Jbarta/W. Commons

Charles Chaplin e Jackie Coogan no filme O grande garoto, de 1921.

No auge do macarthismo, mais de cem processos (ou dossiês) foram objeto de análise por parte do Congresso dos EUA. As pessoas denunciadas e que se recusassem a prestar depoimentos eram consideradas suspeitas e passavam a integrar uma “lista negra” que praticamente as impedia de exercer qualquer tipo de atividade profissional, como ocorreu com inúmeras pessoas ligadas à indústria cinematográfica, entre as quais Charlie Chaplin, John Huston, Katharine Hepburn, Lauren Bacall e Humphrey Bogart. Escritores também tiveram suas vidas investigadas, como foi o caso de John Steinbeck, Arthur Miller, Tennessee Williams, Truman Capote, Dashiell Hammett e Thomas Mann. No contexto do macarthismo, dois personagens, em lados opostos, se destacaram: Walt Disney e Charlie Chaplin. O primeiro, criador de inúmeros personagens infantis e produtor de filmes que se tornaram clássicos, destacou-se como ferrenho defensor das práticas desenvolvidas pelo Comitê de Investigação sobre as Atividades Antiamericanas, chegando até a ser nomeado, em 1954, “agente especial” do FBI por seu diretor, Edgar Hoover. Já Charlie Chaplin, criador do célebre personagem Carlitos, foi perseguido e precisou se exilar na Europa, uma vez que a temática social presente em muitos de seus filmes era considerada de matriz socialista e, portanto, antiamericana.

Registre em seu caderno:

1. Reúna-se com seus colegas de grupo e produzam um texto coletivo explicando em que medida o macarthismo se contrapôs às liberdades individuais garantidas pela Constituição dos Estados Unidos.

2. Vamos conhecer um pouco mais da produção artística do ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico britânico Charlie Chaplin (1889-1977)? Será que em seus filmes a temática social era abordada de acordo com a teoria socialista e, portanto, considerada antiamericana pelo macarthismo?

Contando com a orientação do professor, os grupos deverão:




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