Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano


TRABALHANDO COM FONTES HISTÓRICAS



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TRABALHANDO COM FONTES HISTÓRICAS

A seguir, são apresentadas duas fotografias relacionadas ao tema “Muro de Berlim”. A primeira faz referência à construção desse muro a partir dos primeiros dias de agosto de 1961.



A segunda, em outro contexto histórico, faz referência à derrubada desse mesmo muro, em novembro de 1989.

© Bettmann/CORBIS/Latinstock

Na foto, pode-se ver o início da construção do muro que possuía 166 km de extensão. Berlim, Alemanha, 1961.

Nos primeiros dias de agosto de 1961, as comunicações entre as partes ocidental e oriental de Berlim começaram a ser bloqueadas. Do dia 12 para o dia 13 do mesmo mês, fechou- -se a fronteira entre os dois setores da cidade, utilizando uma densa rede de cercas de arame farpado e postos de vigilância. A justificativa oficial do governo da Alemanha Oriental foi a necessidade de conter a emigração de cerca de 20 mil alemães orientais a cada mês para a parte capitalista da cidade, em sua maioria trabalhadores especializados. O isolamento da Berlim Oriental se consolidou com a construção do Muro de Berlim, considerado o maior símbolo de um mundo dividido pela Guerra Fria.



© Jacques Langevin/Sygma/Corbis/Latinstock

Na foto, um homem com uma picareta participa da destruição do muro. Berlim, Alemanha, 1989.

A partir de 10 de novembro de 1989, entrou em vigor um decreto do governo da Alemanha Oriental, liderado por Egon Krenz, que permitiu a livre circulação em Berlim e as viagens ao exterior. Munidos de pás e picaretas, e aos gritos de frases como “o muro se foi” (die mauer ist weg), milhões de alemães deram início à derrubada do maior símbolo da Guerra Fria e do domínio soviético: o Muro de Berlim. No entanto, a reunificação da Alemanha foi consolidada apenas no ano seguinte.


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Registre em seu caderno:



1. Em grupos, pesquisem sobre os impactos da derrubada do Muro de Berlim nas “duas Alemanhas”: Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental. Para uma melhor compreensão do tema, construam um quadro comparativo indicando o que permaneceu e o que mudou com a derrubada do muro.

2. Após uma reflexão, produzam um texto coletivo indicando o significado histórico da construção e da derrubada do Muro de Berlim.

Mario Yoshida

Fonte: L’HISTOIRE. Paris: Societé des Editions Scientifiques, n. 224, jun.2000. p. 19.

Professor, atualize os estudantes a respeito da tensão atual entre as duas Coreias.

No início da década de 1950, a Guerra Fria ganhou maior dramaticidade com a eclosão da Guerra da Coreia. Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, este desocupou a Coreia, que, a partir de então, foi dividida em duas áreas de influência: uma soviética ao norte, e outra norte -americana ao sul. Em 1948, a Coreia foi dividida em dois estados, tomando- se como referência o paralelo 38. Essa divisão seria provisória, mas Estados Unidos e União Soviética não chegaram a um acordo a respeito dos critérios que viabilizariam a reunificação.

Esse conflito estendeu-se até 1953, deixando um saldo com mais de 3 milhões de mortos: 300 mil militares sul-coreanos; 142 mil norte -americanos; 24 mil aliados dos Estados Unidos, como britânicos; entre 1,5 e 2 milhões de chineses e norte-coreanos; aproximadamente, 1 milhão de civis.

Em julho de 1953, foi assinado um tratado que manteve a divisão do território coreano. Essa foi uma guerra “sem vencedores”, mas com muitos perdedores. No princípio do século XXI, o estado de tensão entre os dois países se mantém, agravado pelo fato de que a Coreia do Norte desenvolveu um programa nuclear que lhe permitiu construir a bomba atômica. Em janeiro de 2016, o governo norte-coreano afirmou ter feito um teste com uma miniatura de bomba de hidrogênio (bomba H). Esse foi o quarto teste nuclear do país desde 2006, mas o primeiro com bomba de hidrogênio, mais poderosa que a bomba atômica.

A vitória dos comunistas na Revolução Chinesa em 1949, o primeiro teste nuclear da URSS no mesmo ano e a própria Guerra da Coreia tiveram repercussões expressivas junto à opinião pública norte-americana. O medo do “avanço vermelho” provocou um clima de histeria, particularmente entre 1950 e 1954, quando o senador Joseph McCarthy esteve à frente do Comitê de Investigação sobre as Atividades Antiamericanas.
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A esse comitê, vinculado ao Senado, cabia a investigação a respeito da possível infiltração comunista no país. Este, auxiliado pelo FBI, passou a promover inúmeros inquéritos com o intuito de identificar supostos simpatizantes do comunismo.

Nesse contexto, desenvolveu-se o macarthismo, uma autêntica “caça às bruxas”, responsável pela elaboração das chamadas “listas negras”, com os nomes de suspeitos de terem vínculos, por mais remotos que fossem, com a União Soviética.

Acadêmicos, intelectuais, artistas e até políticos foram bastante visados. Muitos atores, roteiristas e diretores de cinema foram virtualmente proibidos de trabalhar. Escritores foram censurados e cientistas condenados. Essa verdadeira paranoia anticomunista colocou em risco as liberdades individuais e os direitos civis nos Estados Unidos.

Para a maioria dos norte-americanos, as conquistas da URSS no campo nuclear somente haviam sido possíveis em função das informações obtidas pelos soviéticos junto a segmentos da comunidade científica norte -americana. Foi nesse contexto que o casal de físicos Julius e Ethel Rosenberg foi preso, acusado de espionagem e de ter repassado os segredos da bomba atômica para os soviéticos. O casal foi julgado e executado.

Esse quadro somente terminou em meados da década de 1950, quando a comissão presidida pelo senador McCarthy voltou-se contra supostos “simpatizantes comunistas” dentro das Forças Armadas norte-americanas. Houve reações contrárias e McCarthy recebeu uma moção de censura do Senado, perdendo seu antigo prestígio.




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