Caminhos do homem: do imperialismo ao Brasil no século XXI, 3º ano


Texto 1 “Nem os bispos católicos de Cuba torcem mais pelo capitalismo”



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Texto 1

Nem os bispos católicos de Cuba torcem mais pelo capitalismo”

Principal artífice da aproximação da Igreja Católica com o regime de Fidel, que culminou com a visita do papa João Paulo II a Cuba em 1998, o religioso brasileiro Carlos Alberto Libânio Christo, o frei Betto, está convencido de que haverá um aprimoramento do socialismo. “Nem os bispos católicos de Cuba torcem mais pelo capitalismo”, afirma ele, cujo livro Fidel e a religião ultrapassou a marca de 1,3 milhão de exemplares vendidos na ilha. “Os cubanos olham em volta e não desejam que o futuro de seu país seja o presente de Honduras ou da Guatemala.” Durante sua última viagem a Cuba, às vésperas do anúncio de Fidel, frei Betto
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conversou longamente com Raul, que estava entusiasmado com os acordos firmados com o Brasil em janeiro e, em particular, com a perspectiva de a Petrobras levar tecnologia a Cuba para explorar petróleo no Golfo do México.

Raul, que já vinha incentivando um processo interno de críticas “construtivas à revolução”, tem pela frente a tarefa de promover uma efetiva abertura econômica do país. Trata-se de uma missão complicada. Talvez por isso mesmo ele tenha passado a repetir o slogan divulgado no país durante o Período Especial – “Sí, se puede” –, por coincidência um dos lemas da campanha do democrata americano Barack Obama. De qualquer forma, a ideia de conciliar manutenção do cerceamento político com reforma econômica não parece promissora, em especial pela expectativa por mudanças que se prolifera no país. [...]

Com 11,4 milhões de habitantes e pouco mais de 110 mil quilômetros quadrados, Cuba deve adotar um modelo econômico similar ao chinês, expandindo as parcerias já existentes com empresas privadas e públicas de países capitalistas. Ao mesmo tempo, tentará encontrar uma forma de manter as conquistas sociais adquiridas no decorrer dos 49 anos em que Fidel se manteve no poder, principalmente nas áreas de educação e saúde.

VILLAMEA, L. A ilha sem Fidel. IstoÉ Independente, São Paulo, n. 1 999, 27 fev. 2008. Disponível em: . Acesso em: 11 abr. 2016.


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