Caderno de Leituras e ditora s chwarcz



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Companhia das Letrinhas
AS AVENTURAS DO AVIÃO VERMELHO,  
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BAFINHACA, de k
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O COMILÃO, de c
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CONTOS DE GRIMM, de J
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DIÁRIO DAS FAÇANHAS DO LOBINHO,  
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DOMINGÃO JOIA, de F
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ESTÁTUA!, de S
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FÁBULAS DE ESOPO, de e
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IGOR, O PASSARINHO QUE NÃO SABIA CANTAR, 
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LIVRO DE HISTÓRIAS, de g
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MAIS UM PEQUENO MANUAL DE MONSTROS 
CASEIROS, de S
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O MENINO QUE CHOVIA, de c
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NASRUDIN, de r
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OUTRA VEZ OS TRÊS PORQUINHOS,  
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PETER PAN E WENDY, de J. m. B
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PÍPPI MEIALONGA, de a
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PÍPPI NOS MARES DO SUL, de a
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A PROFESSORA DE DESENHO E OUTRAS 
HISTÓRIAS, de m
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QUE HISTÓRIA É ESSA?, de F
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O REI DISTRAÍDO, de J
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ROBINSON CRUSOÉ, de D
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ROSA MARIA NO CASTELO ENCANTADO,  
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TÍTULOS SUGERIDOS
UMA SOPA 100% BRUXESCA, de Q
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TATUS TRANQUILOS, de F
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TEM UM CABELO NA MINHA TERRA!,  
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OS TRÊS PORQUINHOS POBRES, de e
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YUMI, de a
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Cia. das Letras
1001 FANTASMAS, de h
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A CIDADE SINISTRA DOS CORVOS,  
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ÉDEN-BRASIL, de m
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HERMES, O MOTOBOY, de i
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O LAGO DAS SANGUESSUGAS, de l
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MÁGICA PELA METADE, de e
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O MANUAL DA BRUXA PARA COZINHAR CRIANÇAS, 
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MAU COMEÇO, de l
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A ÓRBITA DOS CARACÓIS, de r
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A SALA DOS RÉPTEIS, de l
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SHERLOCK MOREIRA, de a
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O ÚLTIMO PORTAL, de e
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Quadrinhos na Cia.
RETALHOS, de c
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Companhia das Letras
DEZ MIL GUITARRAS, de c
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DIAS E DIAS, de a
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22
4
Onde as histórias 
acontecem?
Aprender a reconhecer os ambientes em que se desenvolve  
uma história é parte do processo de aprender a criar histórias.  
Um lugar pode ser tão importante quanto um personagem:  
não haveria história sem a casa dos Sete Anões,  
sem a floresta de Robin Hood ou sem o fundo  
do mar onde mora a Sereiazinha.
Quanto mais as crianças ouvem histórias, mais enriquecido se torna o seu imaginário. 
Antes mesmo de começar a escrever de modo convencional, elas já são capazes de inventar e 
contar histórias oralmente. Porém, é necessário que aprendam a desenvolver essa formidável 
competência, da qual um aspecto importante é a capacidade de criar ambientes, espaços e 
cenários em que as histórias irão se desenvolver.
Ainda que em algumas histórias a caracterização do ambiente tenha pouco peso (como 
ocorre em certas narrativas centradas na ação dos personagens), em muitas outras é impres-
cindível que o leitor seja levado a imaginar os lugares onde a trama se desenvolve: só dessa 
forma ele poderá “entrar” na história...
Em Canção de Natal, por exemplo, Charles Dickens encontra soluções magistrais para 
permitir que os leitores penetrem nos ambientes em que Scrooge vive e trabalha, de tal for-
ma que eles se envolvem profundamente com a história desse personagem. 
Também nos contos de fadas a descrição dos castelos, florestas e aldeias onde a ação dos 
personagens se desenrola costuma ser essencial não só para a compreensão geral da história, 
mas também para o envolvimento do leitor, que participa ativamente da interpretação do 
texto e “complementa” os cenários mencionados ao exercer sua liberdade de imaginar. 
Embora a caracterização dos ambientes seja um aspecto determinante para o envolvi-
mento das crianças com os textos, elas dificilmente conseguem tomar consciência da função 
que eles exercem, e, quando o fazem, em geral não são capazes de utilizar esse recurso ao 
criar seus próprios textos.


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Nas classes de educação infantil, o professor poderá propor, desde muito cedo, situações 
em que as crianças contem ou recontem histórias oralmente. Nessas situações elas podem 
ser estimuladas a descrever os cenários. Assim que um aluno começar a contar uma história 
de bruxa, por exemplo, o professor pode sugerir que ele diga como é a casa imaginada para 
a feiticeira, como é o lugar onde está localizada, ao mesmo tempo que incentiva os colegas a 
contribuir com ideias. Podemos orientar os alunos por meio de perguntas como: Que tal fe-
charmos os olhos e imaginarmos como é este lugar que a Mariana está descrevendo? Quem 
quer contar como o imaginou? Vamos anotar as ideias? Quem acha que poderia ser diferen-
te? Vamos reler a história da Branca de Neve (ou de João e Maria...) e tentar saber como é a 
floresta onde ela se perde?
É importante lembrar que o sucesso dessa atividade dependerá da existência de um re-
pertório literário por meio do qual o grupo esteja em contato com os diferentes cenários 
das histórias e possa estabelecer comparações entre eles. Por essa razão, durante a conversa 
que se segue à leitura, é interessante que o professor chame a atenção das crianças para boas 
descrições que apareçam nos livros e ressalte a importância delas.
Ao final de uma leitura, as crianças podem ser convidadas a desenhar os ambientes des-
critos, socializando suas ideias e sua produção.
O professor pode realizar atividades de apreciação de ilus-
trações de florestas, castelos e outros ambientes que aparecem 
em diferentes histórias, convidando os alunos a observar a for-
ma como são caracterizados. Essas informações serão muito úteis 
quando eles forem ilustrar as histórias que escreverem.
Nos anos iniciais do ensino fundamental as possibilidades de trabalho se ampliam, já 
que nessa fase as crianças começam a produzir os textos por escrito, tarefa sem dúvida muito 
mais difícil do que elaborá-los verbalmente. A escrita tende a ser muito mais lenta do que o 
pensamento, por isso as crianças encontram dificuldade para registrar todas as suas ideias. 
Além disso, o trabalho de escrever histórias exige que elas tomem decisões e ponham sua 
atenção em inúmeros aspectos simultaneamente. Assim, a inclusão de descrição de ambien-
tes nos textos começa a ser possível por volta do 4º e 5º ano
Uma forma de instrumentalizar os estudantes para que aprendam a descrever os am-
bientes é chamar sua atenção para as estratégias adotadas pelos escritores ao caracterizar os 
espaços; isso pode ser feito durante a leitura dos livros ou na discussão sobre a história.
Cuidado para não interromper muito a leitura que estiver fazendo 
diante dos alunos. As interrupções frequentes podem comprome-
ter o prazer de ouvir a narrativa; o excesso de pausas e explicações 
eventualmente causa certa dispersão e dificuldade de acompanhar 
o desenrolar dos acontecimentos relatados na história.


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Ao final da leitura do conto “A Sereiazinha”, publicado em Histórias maravilhosas de An-
dersen, por exemplo, é possível dirigir o olhar das crianças para o ambiente fazendo pergun-
tas como: Vocês conseguiram imaginar o fundo do mar? E o palácio do rei do mar? Quem se 
lembra de como ele era? Vamos voltar a este trecho apenas para relembrar? Por que o autor 
do conto detalhou tanto esta parte? Que sensação isso provoca na gente?
Propor que as crianças voltem aos textos e retomem trechos em que haja uma descrição 
pode ser interessante para que elas percebam a importância dessa característica na história. 


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