Caderno de Leituras e ditora s chwarcz



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Companhia das Letrinhas
O AMOR E AS AVENTURAS DE TRISTÃO E ISOLDA, 
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A BELA DESADORMECIDA, de F
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UMA CHAPEUZINHO VERMELHO, de m
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COM MIL DIABOS!, de e
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DIVINAS TRAVESSURAS, de h
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ENCANTAMENTO, de k
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ERA UMA VEZ UM LIVRO, de m
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A FORMIGA AURÉLIA, de r
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HAMLET, de a
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IFÁ, O ADIVINHO, de r
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MATA — CONTOS DO FOLCLORE BRASILEIRO,  
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MACBETH, de a
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MUITO BARULHO POR NADA, de a
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OTELO, de a
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A PRINCESA FEIOSA E O BOBO SABIDO, de 
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QUAL É O SEU NORTE?, de S
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QUE HISTÓRIA É ESSA? 2, de F
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QUE HISTÓRIA É ESSA? 3, de F
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ROMEU E JULIETA, de a
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TÍTULOS SUGERIDOS
SAPOS NÃO ANDAM DE SKATE, de J
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SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO, de a
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TRÊS PRÍNCIPES, TRÊS PRESENTES, de J
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O URSO COM MÚSICA NA BARRIGA,  
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A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS TRÊS PORQUINHOS, 
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A VIDA DO ELEFANTE BASÍLIO, de e
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VIROU BICHO!, de e
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Cia. das Letras
HISTÓRIAS DA BÍBLIA, de m
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A ODALISCA E O ELEFANTE, de p
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SILÊNCIO, de i
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O ÚLTIMO CAVALEIRO ANDANTE, de W
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O VIOLINO CIGANO, de r
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ZEUS E A CONQUISTA DO OLIMPO, de h
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Quadrinhos na Cia.
CLARA DOS ANJOS, de l
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O RETRATO DE DORIAN GRAY, de o
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19
3
 
Como criar 
personagens?
Para o desenvolvimento de uma competência  
narrativa, é preciso desde cedo estimular os alunos  
a observar a caracterização dos personagens,  
a ver como eles são construídos, como agem,  
como teriam agido se não fossem como são.
Quando as crianças chegam ao momento de escolaridade em que, já alfabetizadas e com 
conhecimentos suficientes sobre a linguagem escrita, podem escrever suas próprias histórias, 
as situações que envolvem a criação de textos narrativos se multiplicam. Se o professor deseja 
que os alunos escrevam histórias originais, deve lembrar que um dos problemas que eles en-
frentarão será decidir que personagens vão viver as tramas imaginadas. É importante também 
levar em conta que essa escolha será determinada pelo enredo que for criado por eles. 
A tarefa não é simples. O êxito depende da quantidade e da qualidade das informações 
e dos conhecimentos que cada aluno possui sobre o que caracteriza uma história bem con-
tada, que personagens se ajustam a determinado tipo de narrativa, por que são adequados 
ou não e, ainda, de que forma se pode introduzi-los, caracterizá-los etc. O conhecimento 
necessário para o desenvolvimento dessa competência narrativa não é espontâneo: começa 
muito cedo, quando, ainda pequenas, as crianças ouvem as primeiras histórias em casa, lidas 
ou contadas por pessoas da família. 
Nas classes de educação infantil, entre 3 e 5 anos, os professores costumam ler histórias 
para eles diariamente. As histórias lidas ou contadas podem ser selecionadas com o objetivo 
de compor um universo de personagens que os alunos sejam capazes de conhecer, comparar, 
transformar, reconstruir.
Com crianças de 3 e 4 anos podemos conversar, por exemplo, sobre as bruxas que apare-
cem em diferentes histórias, ou sobre as armas e os poderes de diferentes heróis.
Aos 5 anos, o professor pode criar situações em que os alunos sejam levados a identificar 
uma história conhecida, porém contada por um personagem e não pelo narrador, ou na qual 


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o foco da narrativa seja colocado em um personagem secundário. No livro Que história é 
essa?, Flavio de Souza utiliza esse recurso para recontar histórias conhecidas, como “A roupa 
nova do rei”.
É importante não desvincular esses desafios do prazer que o 
contato com os textos provoca, isto é, o professor não deve “dar 
aulas sobre personagens”, mas falar sobre eles, sempre estabele-
cendo relações com as narrativas lidas. 
Quando os alunos chegam aos primeiros anos do ensino fundamental e já sabem escre-
ver de modo convencional, as possibilidades de trabalho se ampliam. Nesse caso, a criação 
de uma galeria de personagens mostra-se uma estratégia fecunda.
Histórias tradicionais na literatura infantojuvenil como as reunidas no Livro de histórias 
ou nos Contos de Grimm apresentam uma coleção de personagens de valor inestimável para 
a formação literária dos alunos em diferentes idades. Por isso, podem e devem ser lidas em 
diferentes estágios da escolaridade.
A leitura dos livros da coleção Quase Tudo o Que Você Queria Saber também pode con-
tribuir para a criação de sequências didáticas que orientem, durante alguns dias, atividades 
que os alunos possam desenvolver, tais como:

 Levantamento das histórias e personagens preferidos pela classe.

 Seleção de outras histórias que contenham personagens semelhantes.

 Comparação e caracterização dos personagens dessas histórias para o estabelecimento 
de uma tipologia. Comparar personagens relacionados à vida escolar, como os que aparecem 
em A professora de desenho e Estátua!, pode ser divertido e proporcionar boas condições 
para esse exercício.

 Escolha (individual ou em duplas) de um dos personagens estudados. Criação de um 
texto que descreva um novo personagem desse tipo. Por exemplo, se o escolhido for uma 
bruxa, os alunos elaboram por escrito uma descrição das características físicas e de com-
portamento da nova bruxa. Depois de escolhido um nome para ela, criam um desenho que 
ilustre a imagem descrita no texto.
Nesse momento, é interessante promover situações de pesquisa 
de expressões faciais observáveis nas ilustrações dos personagens 
estudados. Os alunos devem relacioná-las aos sentimentos dos per-
sonagens descritos no texto. Os textos e as ilustrações dos alunos 
podem depois compor um livro de personagens ou uma exposição.
No segmento de 6º a 9º ano os alunos já podem enfrentar desafios mais complexos
como introduzir novos personagens em uma trama conhecida, fazer versões pessoais para 
histórias clássicas, criar histórias a partir de duplas ou tríades de personagens propostos pelo 
professor: príncipe/ovelha/feiticeiro, bruxa/cavalo/princesa, rainha/golfinho/palhaço etc.


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Alunos de anos superiores (os últimos do ensino fundamental e os do ensino médio
podem ser orientados a investigar e diferenciar o mundo social e seus personagens, tal como 
eles aparecem nas histórias que são escritas, lidas e contadas para crianças pequenas. Anali-
sar e estabelecer as diferenças na rede de relações entre os personagens de histórias como as 
Fábulas de Esopo ou Domingão joia, por exemplo, pode desafiá-los a refletir sobre os aspec-
tos ideológicos que intervêm no trabalho dos escritores.


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