Caderno de Leituras e ditora s chwarcz



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Companhia das Letrinhas
DE BRAÇOS PARA O ALTO, de D
rauzio
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arella
CANDINHO, de S
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O DIÁRIO DE ZLATA, de z
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DOMINGÃO JOIA, de F
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De
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FOTOGRAFANDO VERGER, de a
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HISTÓRIAS DE AVÔ E AVÓ, de a
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HISTÓRIAS DE ÍNDIO, de D
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unDuruku
O LIVRO DA DANÇA, de i
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O LIVRO DA MEDICINA, de m
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O LIVRO DA MÚSICA, de a
rthur
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O LIVRO DO GUITARRISTA, de t
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LOBINHO NA ESCOLA DE ENGANAÇÃO,  
de i
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hyBroW
A MAIOR FLOR DO MUNDO, de J
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aramago
A MENINA QUE SE APAIXONAVA, de m
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TÍTULOS SUGERIDOS
MINHA VIDA DE GOLEIRO, de l
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MINHAS FÉRIAS, de m
arcelo
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oelho
NAS RUAS DO BRÁS, de D
rauzio
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O NOVO FINAL DA HISTÓRIA, de m
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NOME SOBRENOME APELIDO, de r
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Quadrinhos na Cia.
ADEUS TRISTEZA, de B
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Companhia das Letras
ANARQUISTAS, GRAÇAS A DEUS, de z
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DURANTE AQUELE ESTRANHO CHÁ, de l
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INVENÇÃO E MEMÓRIA, de l
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Companhia de Bolso
MEMÓRIAS DE UM SOBREVIVENTE, de l
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2
A reinvenção  
das histórias
Não há história que só possa ser contada de uma única maneira.  
Mas, então, se de algum modo ela é alterada, continua a ser  
a mesma história? Reinventar histórias conhecidas aguça  
a percepção de que o mundo é feito de múltiplos pontos de vista.
Quanto mais antiga a história, maior o número de versões que ela provavelmente terá. 
Pois, afinal, sabemos muito bem que “quem conta um conto aumenta um ponto”. Os contos 
dos irmãos Grimm e de Andersen, por exemplo, são fruto de uma longa pesquisa de histó-
rias populares, de narrativas da tradição oral que foram sofrendo alterações no decorrer do 
tempo. Hoje encontramos incontáveis versões para os contos mais consagrados que eles re-
colheram e compilaram. Esse é um tema interessante para discutir com as crianças na escola.
Alguns livros, no entanto, propõem algo mais inovador em relação à diversidade dos 
modos de contar: pretendem transgredir histórias muito conhecidas, operar recriações. É, 
por exemplo, o que Flavio de Souza faz em sua obra Que história é essa?, na qual conta his-
tórias bem conhecidas, porém adotando o ponto de vista de personagens secundários que, 
muitas vezes, têm pouca participação no enredo da versão original. Outro livro em que 
ocorre algo semelhante é A verdadeira história dos Três Porquinhos, de Jon Scieszka: nele o 
Lobo Mau narra a sua versão dos fatos, provocando, com isso, certa dúvida no leitor quanto 
à veracidade do que foi relatado em uma ou outra versão desse clássico da literatura infantil.
Discutir com as crianças essas estratégias de criação amplia bastante seu modo de olhar 
para as histórias e pode apontar novos caminhos de produção escrita.
Nas classes de educação infantil é aconselhável apresentar e ler, ao longo de uma se-
mana, várias versões de uma mesma história e em seguida perguntar às crianças sobre as 
diferenças e semelhanças percebidas. Depois pode-se sugerir que elas criem oralmente finais 
diferentes para os contos, produzindo versões do grupo. Pode-se também propor que alte-
rem as aventuras vividas pelos personagens ou que incluam alguns novos, de tal forma que 
estes tomem parte nas ações relatadas. 


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Com os alunos maiores, nos anos iniciais do ensino fundamental, é possível ampliar 
consideravelmente o trabalho. O professor pode sugerir a leitura de textos escritos do ponto 
de vista de outros personagens (como ocorre nos dois títulos mencionados) e discutir coisas 
muito interessantes. Pode, pouco a pouco, auxiliar seus alunos a considerarem pontos de 
vista diferentes: Será que existe sempre o bonzinho e o malvado? Cada personagem não terá 
tido suas razões para agir como agiu? Afinal de contas, o lobo precisa se alimentar de algo, 
é um animal carnívoro... Esse trabalho pode ajudar inclusive a discutir questões de ética, 
matéria essencial na educação das crianças.
Outras propostas de trabalho podem sugerir novas transgressões. Para isso, será neces-
sário que o professor apoie a criação das diferentes versões, fazendo perguntas como esta: 
Agora quem quer ser a vovó da Chapeuzinho e contar a história do jeito dela? O adulto de-
verá também dar sugestões que encorajem os alunos a acrescentar fatos e informações novas 
à narrativa conhecida; por exemplo: O que será que os caçadores estavam fazendo antes de 
entrar na história?
Outros exemplos: 

 Alterar as características dos personagens e imaginar as implicações disso: como seria 
a história de Cinderela se ela fosse uma moça muito chata? 

 Introduzir modificações no enredo da narrativa original e, a partir disso, criar uma 
nova continuidade para ela: se João e Maria nunca tivessem encontrado uma casa feita de 
doces... 

 Acrescentar personagens de outros contos ou personalidades da atualidade em um con-
to consagrado: imaginar que a Fera foi ao baile da Cinderela. Como a história ficaria? 

 Registrar encontros de personagens de dois ou mais contos distintos no decorrer de 
suas histórias: em que momento a Polegarzinha e o valente Soldadinho de Chumbo pode-
riam se encontrar? Como seria esse encontro? O que eles diriam um ao outro?
É importante ter em mente que as crianças só poderão fazer 
as transgressões sugeridas e outras que poderão ser imaginadas 
se puderem ler e ouvir muitas histórias. Para que se sintam auto-
rizadas e encorajadas a recriar narrativas consagradas, é preciso 
que tenham uma “biblioteca mental”, um bom estoque narrativo 
na cabeça.
Com as crianças maiores, do 5º ao 9º ano, a discussão pode ser mais aprofundada e as 
transgressões propostas a elas ainda mais elaboradas do que as anteriores. 
É possível, nessa faixa etária, sugerir que escrevam uma outra história, mas com os mes-
mos personagens vivendo situações semelhantes. Ou seja, a função deles dentro da trama 
não poderia ser modificada, apenas o contexto em que se encontram. Outra ideia é propor 
que os alunos pensem em transgressões livremente, desde que a história original possa ser 
facilmente identificada. Também se pode pedir que escrevam diálogos entre personagens de 


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uma mesma história, utilizando argumentos eficientes e eventualmente sugerindo, por meio 
do desfecho pensado para a conversação, novos rumos para o enredo das histórias conheci-
das. Outra proposta é a reescrita de histórias conhecidas num contexto histórico e social di-
ferente do usual, enfocando, por exemplo, problemas das grandes cidades brasileiras: Como 
se poderia reescrever a história de Pinóquio falando de sequestro ou roubo de crianças? Que 
história poderia ser recontada enfocando a aids, as drogas ou a prostituição?
Além disso, os estudantes mais velhos podem receber informações sobre o contexto so-
cial em que várias versões de uma mesma história foram criadas, a fim de que compreendam 
algumas razões das diferenças entre elas. 


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