Brilique, inn-ticagrelor



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Medicamentos metabolizados pelo CYP3A4
 Sinvastatina – A administração conjunta de ticagrelor com sinvastatina aumentou a C
max
da 
sinvastatina em 81% e a AUC em 56% e aumentou a C
max
da sinvastatina ácida em 64% e a 
AUC em 52%, com alguns aumentos individuais iguais a 2 a 3 vezes. A administração conjunta 
de ticagrelor com doses de sinvastatina superiores a 40 mg ao dia pode originar reações
adversas da sinvastatina e deve ser considerado em relação aos potenciais benefícios. Não se 
verificou efeito da sinvastatina nos níveis plasmáticos de ticagrelor. Ticagrelor pode ter um 
efeito similar na lovastatina. Não é recomendada a utilização concomitante de ticagrelor com 
doses de sinvastatina ou lovastatina superiores a 40 mg.
 Atorvastatina – A administração conjunta de atorvastatina e ticagrelor aumentou a C
max
da 
atorvastatina ácida em 23% e a AUC em 36%. Aumentos similares na AUC e C
max
foram 


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observados em todos os metabolitos da atorvastatina ácida. Estes aumentos não são 
considerados clinicamente significativos.
 Não pode ser excluído um efeito similar nas outras estatinas metabolizadas pelo CYP3A4. 
Doentes no PLATO a receberem ticagrelor tomaram uma variedade de estatinas, sem 
preocupações de uma associação com a segurança da estatina entre os 93% das coortes de 
PLATO a tomarem estes medicamentos.
Ticagrelor é um inibidor ligeiro do CYP3A4. A administração concomitante de ticagrelor e substratos 
do CYP3A4 com índices terapêuticos estreitos (ou seja cisaprida e alcaloides ergóticos) não é 
recomendada, pois ticagrelor pode aumentar a exposição a estes medicamentos.
Substratos da P-gp (incluindo digoxina, ciclosporina)
A administração concomitante de ticagrelor aumentou a C
max
da digoxina em 75% e a AUC em 28%. 
A média entre os níveis de digoxina aumentou em aproximadamente 30% com a administração 
conjunta de ticagrelor com alguns aumentos máximos individuais cerca de 2 vezes. Na presença de 
digoxina, a C
max
e a AUC de ticagrelor e do seu metabolito ativo não foram afetadas. 
Consequentemente recomenda-se uma monitorização clínica e/ou laboratorial adequada quando são 
administrados medicamentos de estreito índice terapêutico P-gp dependente como a digoxina
concomitantemente com ticagrelor.
Não houve efeito de ticagrelor nos níveis séricos da ciclosporina. O efeito de ticagrelor noutros 
substratos da P-gp não foi estudado.
Medicamentos metabolizados pelo CYP2C9
A administração conjunta de ticagrelor com tolbutamida não resultou em alterações nos níveis 
plasmáticos de qualquer um dos medicamentos, o que sugere que ticagrelor não é um inibidor do 
CYP2C9 e não é provável que altere o metabolismo de medicamentos mediados pelo CYP2C9, como 
varfarina e tolbutamida.
Contracetivos orais
A administração conjunta de ticagrelor e levonorgestrel e etinilestradiol aumentou a exposição de 
etinilestradiol em aproximadamente 20% mas não alterou a farmacocinética de levonorgestrel. Não é 
esperado qualquer efeito clinicamente relevante na eficácia dos contracetivos orais quando 
levonorgestrel e etinilestradiol são administrados conjuntamente com ticagrelor.
Medicamentos conhecidos por induzir bradicardia
Devido à observação de pausas ventriculares sobretudo assintomáticas e bradicardia, recomenda-se 
precaução quando se administra concomitantemente ticagrelor com medicamentos conhecidos por 
induzir bradicardia (ver secção 4.4). Contudo, nenhuma evidência de reações adversas clinicamente 
significativas foi observada no estudo PLATO após administração concomitante com um ou mais 
medicamentos conhecidos por induzir bradicardia (p. ex. 96% bloqueadores beta, 33% bloqueadores 
dos canais de cálcio diltiazem e verapamilo e 4% digoxina).
Outra terapêutica concomitante
Nos estudos clínicos, ticagrelor foi frequentemente administrado com AAS, inibidores da bomba de 
protões, estatinas, bloqueadores beta, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA) e 
bloqueadores dos recetores da angiotensina quando necessário para situações clínicas concomitantes a 
longo prazo e também heparina, heparina de baixo peso molecular e inibidores GpIIb/IIIa intravenosos 
de curta duração (ver secção 5.1). Não foi observada qualquer evidência clinicamente significativa de 
interações adversas com estes medicamentos.
A administração conjunta de ticagrelor com heparina, enoxaparina ou desmopressina não teve efeito 
no tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa), tempo de coagulação ativada (TCA) ou testes de 
fator Xa. Contudo, devido às potenciais interações farmacodinâmicas, recomenda-se precaução com a 
administração concomitante de ticagrelor com medicamentos conhecidos por alterarem a hemostase.


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Devido a notificações de hemorragias cutâneas anormais com inibidores seletivos da recaptação da 
serotonina (ISRSs) (p. ex., paroxetina, sertralina e citalopram), recomenda-se precaução quando se 
administram ISRSs com ticagrelor pois podem aumentar o risco hemorrágico.



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