Brilique, inn-ticagrelor


PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS



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5.
PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1
Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: Inibidores da agregação plaquetária excluindo heparina, código ATC: 
B01AC24
Mecanismo de ação
Brilique contém ticagrelor, um membro da classe química ciclopentiltriazolopirimidinas (CPTP), que 
é um antagonista oral, de ação direta, seletivo e de ligação reversível ao recetor P2Y
12
que impede a 
ativação e agregação plaquetária dependente do P2Y
12
mediada por ADP. O ticagrelor não impede a 
ligação ADP, mas quando ligado ao recetor P2Y
12
impede a transdução do sinal induzida pelo ADP.
Dado que as plaquetas participam na iniciação e/ou evolução das complicações trombóticas da doença 
aterosclerótica, a inibição da função plaquetária mostrou reduzir o risco de acontecimentos CV tais 
como morte, EM ou AVC.
O ticagrelor também aumenta os níveis locais de adenosina endógena mediante a inibição do 
transportador nucleósido de equilíbrio-1 (ENT-1).
Foi documentado que ticagrelor aumenta os seguintes efeitos induzidos pela adenosina em indivíduos 
saudáveis e em doentes com SCA: vasodilatação (medida pelo aumento do fluxo sanguíneo coronário 
em voluntários saudáveis e em doentes com SCA; cefaleias), inibição da função plaquetária (em todo 
o sangue humano in vitro) e dispneia. No entanto, uma ligação entre os aumentos de adenosina 
observados e os resultados clínicos (p. ex.: morbilidade-mortalidade) não foi claramente elucidada.
Efeitos farmacodinâmicos
Início de ação
Em doentes com Doença da artéria coronária estável (DAC) a tomarem AAS, ticagrelor demonstrou 
um rápido início de efeitos farmacológicos como demonstrado pela média da inibição da agregação 
plaquetária (IAP) para ticagrelor às 0,5 horas após dose de carga de 180 mg em cerca de 41%, com um 
efeito IAP máximo de 89% durante 2-4 horas após a dose, e manutenção entre 2-8 horas. Após a dose 
90% dos doentes apresentaram um IAP final > 70% durante 2 horas.
Fim de ação
Se está planeado um procedimento CABG, o risco hemorrágico de ticagrelor é aumentado 
comparativamente a clopidogrel quando descontinuado a menos de 96 horas antes do procedimento.
Dados de mudança
Mudar de clopidogrel 75 mg para ticagrelor 90 mg duas vezes ao dia resulta num aumento da IAP 
absoluta de 26,4% e mudar de ticagrelor para clopidogrel resulta num decréscimo da IAP absoluta de 
24,5%. Os doentes podem passar de clopidogrel para ticagrelor sem nenhuma interrupção do efeito 
antiplaquetário (ver secção 4.2).
Eficácia e segurança clínicas
A evidência clínica de eficácia e segurança de ticagrelor é derivada de dois ensaios de fase 3:
 O estudo PLATO [PLATelet Inhibition and Patient Outcomes], uma comparação de ticagrelor 
com clopidogrel, ambos administrados em associação com AAS e outras terapêutica padrão.
 O estudo PEGASUS TIMI-54 [PrEvention with TicaGrelor of SecondAry Thrombotic Events 
in High-RiSk AcUte Coronary Syndrome Patients], uma comparação de ticagrelor em 
associação com AAS, com terapêutica com AAS isoladamente.
Estudo PLATO (Síndromes Coronárias Agudas)


38
O estudo PLATO incluiu 18.624 doentes que se apresentaram nas primeiras 24 horas desde o início 
dos sintomas de angina instável (AI), enfarte do miocárdio sem elevação ST [NSTEMI] ou enfarte do 
miocárdio com elevação ST [STEMI], e foram inicialmente tratados clinicamente, ou com intervenção 
coronária percutânea (PCI), ou com CABG.
Eficácia clínica
Com base numa administração diária de AAS, ticagrelor 90 mg duas vezes ao dia mostrou 
superioridade face a 75 mg de clopidogrel na prevenção do objetivo primário composto de morte CV, 
EM ou AVC, devendo-se a diferença à morte CV e EM. Os doentes tomaram uma dose de carga de 
300 mg de clopidogrel (possivelmente 600 mg se realizaram PCI) ou 180 mg de ticagrelor.
O resultado apareceu rapidamente (redução do risco absoluto [RRA] 0,6% e redução do risco relativo 
[RRR] de 12% em 30 dias), com um efeito de tratamento constante ao longo de todo o período de 
12 meses, produzindo um RRA de 1,9% por ano com RRR de 16%. Isto sugere ser apropriado tratar 
doentes com ticagrelor 90 mg duas vezes ao dia durante 12 meses (ver secção 4.2). Tratar 54 doentes 
com SCA com ticagrelor em vez de clopidogrel irá prevenir 1 acontecimento aterotrombótico; tratar 
91 irá prevenir 1 morte CV (ver Figura 1 e Tabela 4).
O efeito do tratamento de ticagrelor em relação a clopidogrel parece ser consistente entre vários 
subgrupos, incluindo peso; sexo; história clínica de diabetes mellitus, ataque isquémico transitório ou 
AVC não hemorrágico, ou revascularização; terapêuticas concomitantes incluindo heparinas, 
inibidores GpIIb/IIIa e inibidores da bomba de protões (ver secção 4.5); indexação final do 
diagnóstico do acontecimento (STEMI, NSTEMI ou AI); e, tipo de tratamento na aleatorização 
(invasivo ou médico).
Uma interação no tratamento significativamente fraca foi observada na região onde a taxa de risco 
(HR) para o objetivo primário favorece ticagrelor no resto do mundo mas favorece clopidogrel na 
América do Norte, o que representa aproximadamente 10% da população global estudada (interação 
valor-p=0,045). Análises exploratórias sugerem uma possível associação com dose de AAS de tal 
forma que foi observada eficácia reduzida com ticagrelor com doses aumentadas de AAS. As doses 
diárias crónicas de AAS para acompanhar ticagrelor devem ser 75-150 mg (ver secções 4.2 e 4.4).

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